Há poucos dias do início do Sínodo Pan-Amazônia mais um bispo adverte para os graves erros à vista

        Notícia de ACIDIGITAL, “REDAÇÃO CENTRAL, 20 de setembro - No marco das controvérsias suscitadas em torno do Sínodo da Amazônia, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen (RS), advertiu recentemente de que a Igreja vive “tempos difíceis”. 

“O Sínodo da Amazônia, que se realiza no Vaticano de 6 a 27 de outubro deste ano, não esteve livre de polêmica. Cardeais e bispos, dentre eles o prelado emérito de Marajó, Dom José Azcona, pronunciaram-se sobre o risco de que a ocasião venha a abrir as portas para ordenações sacerdotais de mulheres e que homens casados também tenham acesso ao sacerdócio, além de equiparar as religiões indígenas com o cristianismo”.

Cardeal Dom Walter Brandmüller aponta intromissão no campo temporal e erros teológicos 

Diz o Cardeal Dom Walter Brandmüller “Para começar precisamos nos perguntar por que um sínodo de bispos deveria tratar de temas que — como é o caso de três quartos da ‘Instrumentum Laboris’ — têm só marginalmente algo relacionado com os Evangelhos e a Igreja”.

“Obviamente que a partir deste sínodo de bispos, realiza-se uma intromissão agressiva em assuntos puramente temporais do Estado e da sociedade do Brasil.
“Há que se perguntar: o que a ecologia, a economia e a política têm a ver com o mandato e a missão da Igreja?
“Se o sínodo realmente o fizesse, isso constituiria uma invasão e uma presunção clerical, que as autoridades estatais teriam todo motivo para repelir”.
Do ponto de vista religioso o Cardeal Brandmüller afirma: “Portanto, deve ser dito hoje com força que a ‘Instrumentum laboris’ contradiz o ensinamento vinculante da Igreja em pontos decisivos e, portanto, deve ser qualificada de documento herético. Dado que até mesmo a revelação divina ser aqui questionada, ou mal-entendida, deve-se também falar que, além disso, é apóstata. […] A ‘Instrumentum Laboris’ usa uma noção puramente imanentista de religião [..] constitui um ataque aos fundamentos da fé, […] deve ser rejeitada com a máxima firmeza”. http://(https://ipco.org.br/o-non-possumus-do-cardeal-alemao/)

Cardeal Dom Gerhard Ludwig Müller aponta uma cosmovisão panaturalista

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé dom Gerhard, comenta que o documento “nasce de uma visão ideológica que nada tem a ver com o Catolicismo. O Sínodo da Amazônia é um pretexto para mudar a Igreja, e o fato de se dar em Roma é para ressaltar o início de uma nova Igreja”.

“O cardeal encarregado de defender a doutrina católica até 2017, teólogo por formação, detectou panteísmo nos fundamentos da “Instrumentum Laboris” e, coerente, condenou a cosmovisão ali exposta: “A cosmovisão nasce de concepção panaturalista ou, dito em contexto europeu moderno, materialista, próxima à do marxismo. Não se deve idealizar a natureza como se a Amazônia fosse uma zona do Paraíso, por que a natureza nem sempre é amiga do homem”.http://( https://ipco.org.br/outro-cardeal-alemao-entra-na-lica/)

Continua a noticia de ACI sobre as declarações de D. Keller
“Ordenações de mulheres, mudança da matéria do Sacramento da Eucaristia, pajelanças introduzidas na Sagrada Liturgia… o resultado intencional de tudo isso, eufemisticamente chamado de “novo paradigma para a Igreja”, o que de fato se pretende é o rompimento com a Sagrada Tradição, com o autêntico Magistério da Igreja”, disse”.

O Prelado lamentou que os que promovem estas coisas “realmente querem é outra Igreja”.


Do ponto de vista temporal é uma intromissão que o Sínodo faz na esfera do Estado. Do ponto de vista religioso é uma cosmovisão panaturalista com o “risco de que a ocasião venha a abrir as portas para ordenações sacerdotais de mulheres e que homens casados também tenham acesso ao sacerdócio, além de equiparar as religiões indígenas com o cristianismo”, segundo D. Keller.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/dom-keller-o-sinodo-da-amazonia-nao-deve-ser-ocasiao-de-traicao-a-fe-31120

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