Recém-eleitos no Brasil: ouvidos abertos para a lição que lhes dá a esquerda americana! (Na foto, senador esquerdista Evan Bayh)

Evan Bayh, senador de esquerda dos EUA,  confessa em artigo para The New York Times (04/11/10) algumas verdades que servem bem de lição para os recém-eleitos no Brasil.

Com a vitória de Barack Obama em 2008, os democratas (que nos EUA representam a esquerda) acreditaram que uma onda esquerdista ia tomar conta de seu país. Mas a derrota nas eleições legislativas e estaduais do dia 02 de Novembro último deixou claro “que os democratas superestimaram o próprio poder”.

Continua o senador: “As pesquisas de opinião realizadas imediatamente após as eleições de 2008 revelaram que 22% dos eleitores se consideravam liberais, 32% viam-se como conservadores e 44% como moderados. Um eleitorado com 76% de moderados e conservadores não estava exatamente ansiando por uma guinada para a esquerda”.

Prova disso é que os democratas espantaram o eleitorado ao tentar impor a admissão de homossexuais nas forças armadas, poucas semanas antes das últimas eleições.

Os eleitos no Brasil devem tirar daí uma grande lição. Caso contrário, arriscam desmoronarem politicamente em futuro próximo.

P.S.: Veja os seguintes artigos que esclarecem bem a situação:

1 – Insurreição eleitoral (por D. Bertrand de Orleáns e Bragança)

2 – Eleições e Popularidade Fictícia (por José Carlos Sepúlveda)

5 COMENTÁRIOS

  1. “Os eleitos no Brasil devem tirar daí uma grande lição. Caso contrário, arriscam desmoronarem politicamente em futuro próximo.”

    Eis um equívoco. Existe um choque muito grande nessa afirmação. Não se pode comparar a cultura entre os países. Os EUA foi fundado em uma cultura de méritos pessoais, bem diferente da brasileira que é de levar vantagem.
    No Brasil tudo está em liquidação. Moral e ética? Pra que? Se pode ser coberta com favores pessoais onde os interesses são mais ouvidos!
    No brasil para ser politico, praticamente tende ser corrupto e acima de tudo com ideais esquerdistas e sociais (palavra venenosa com sabor de maçã).

  2. Aqui no Brasil as recentes eleições presidenciais delataram uma situação semelhante com surgimento de temas de discussões nunca antes pensados: aborto, casamento de homossexuais. Muita gente não está gostando do cenário político só representado pelas esquerdas.

  3. Esclarecedor artigo do sr. Daniel Martins.

    O problema é que, nos Estados Unidos, o buraco é mais embaixo.

    Lá, a posição política do eleitorado e dos candidatos é medida por valores culturais, a saber: moral e religião.

    No Brasil, só se fala em desenvolvimento econômico. Ô povo que gosta de uma bufumfa! Daí os nossos liberais serem considerados de “direita”. Por sinal, a “direita” que os comunistas adoram.

    Na grande República Norte-Americana, porém, os liberais são a esquerda. Por quê? Porque são estatistas, amorais, irreligiosos, quando não anti-cristãos.

    No Brasil, os liberais são QUASE a mesma coisa: adoram um arremedo de economia de mercado com ajudinha do Todo-Poderoso Estado. Eis a diferença. Numa palavra, são tão estatistas quanto os liberais americanos.

    E, uma vez mais, o bravo povo americano demonstrou a sua ilustração e dignidade e rechaçou energicamente a política pró-socialista, pró-islâmica e anti-cristã do governo Barack Obama.

    Porque os americanos, em geral, são ciosos de sua liberdade e do bem católico princípio de subsidiariedade: desconfiam de todos os governos, consideram a propriedade um direito inalienável, são contra aberrações como aborto, eutanásia, “casamento” gay, são a favor do porte de armas para os cidadãos de bem, da pena de morte para crimes hediondos, da livre empresa e da família tradicional, cultuam suas tradições e costumes, são cristãos acima de tudo e patriotas inabaláveis – em suma, formam uma grande nação, baluarte do Cristianismo.

    E são um exemplo para o Brasil, sem dúvida.

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