O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE) decidiu não autorizar a candidatura de Evo Morales ao Senado nas eleições de 3 de maio.

O principal argumento é que o ex-presidente não cumpre a exigência de ter uma “residência permanente” em Cochabamba, a região da Bolívia que pretendia representar.

Morales está exilado na Argentina (aliado de Fernandez)

As regras eleitorais na Bolívia exigem que os candidatos parlamentares vivam em seu eleitorado pelo menos dois anos antes da eleição. Isso desativa políticos que, apesar de trabalharem na sede administrativa do país, La Paz, buscam representar o povo do interior do país.

Os processos contra Morales na Bolívia

Evo Morales havia dito que pretendia ser um senador para se proteger dos ataques que sofre e que, segundo ele, são instigados pelos Estados Unidos. No entanto, a Constituição boliviana de 2009 retirou a imunidade parlamentar.

“Morales está sendo processado por “sedição e terrorismo” por seu suposto envolvimento em bloqueios que se seguiram à sua renúncia à presidência do país. Por causa de uma denúncia do candidato Carlos Mesa, o Ministério Público também está investigando-o pela suposta fraude eleitoral de 20 de outubro do ano passado. Em ambos os casos, os processos são seguidos em tribunais ordinários, sem levar em conta o direito dos ex-presidentes bolivianos a um julgamento especial. Mesa e outros candidatos anti-Morales saudaram a desqualificação do ex-presidente”.

Fonte: https://elpais.com/internacional/2020/02/21/america/1582244547_443011.html

  • * * *
  • Morales, um exemplo à mais do recuo das esquerdas na América Latina.

Deixe uma resposta