As divergências entre EUA e China vão muito além da guerra comercial, passam por “áreas como economia, defesa, cultura e tecnologia”, assim noticia BBC, 17 de novembro.

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50392627

      Há esperanças crescentes em Washington e Pequim de que um acordo para ajudar a resolver a guerra comercial EUA-China possa ser selado em breve. Mas essa é uma rivalidade entre duas superpotências que não se limita apenas ao comércio.

 

A resposta rápida é: o acordo comercial “fase um” foi selado com um aperto de mãos entre o presidente Trump e o vice-primeiro-ministro chinês Liu He no salão Oval no mês passado. Mas as tensões entre os dois países são muito mais profundas do que apenas o comércio, e ninguém com quem conversei em Washington acha que esse acordo básico fará muita diferença por si só.

Houve uma mudança (caiu o otimismo yankee) pronunciada de atitudes em relação à China nos EUA nos últimos anos, e é importante perceber que essa mudança é anterior à chegada de Trump na Casa Branca.

“Havia uma sensação de que nossa abordagem para a China não estava funcionando“, diz Kliman, agora diretor do Programa de Segurança da Ásia-Pacífico no Centro para uma Nova Segurança Americana (CNAS).

Daniel Kliman
A China não cumpre os Acordos 

Atitudes dos EUA em relação à China mudariam independentemente de quem estivesse na Casa Branca, diz Daniel Kliman.

“Existem muitas razões para esse aumento nas tensões. Os benefícios econômicos prometidos pela China ingressando na Organização Mundial do Comércio em 2001 nunca se concretizaram, diz Ray Bowen, que trabalhou para o governo dos EUA como analista econômico de 2001 a 2018″.

       “A China nunca teve em vista seguir as regras, diz ele. “É mais o caso da China querer ingressar em fóruns multilaterais para começar a mudar a forma como os fóruns multinacionais regulam o comércio global”. Em outras palavras, a China se uniu com a intenção de mudar, e não de mudar”.

A China obrigou os EUA a entregar sua tecnologia e propriedade intelectual

O resultado foi uma vasta onda de perdas de empregos e fechamento de fábricas nos EUA, conhecido como “choque na China”. Os chamados “estados do cinturão da ferrugem” (onde as indústrias americanas estão concentradas) que votaram no presidente Trump em 2016 foram os que mais sofreram.

Muitas empresas americanas transferiram a produção para a China para se beneficiar de custos trabalhistas mais baixos. No entanto, de acordo com Daniel Kliman, elas pagaram um alto preço por essa mudança de endereço: “A China as obrigou a entregar sua tecnologia e propriedade intelectual”, diz ele.

Diretor do FBI afirma que há mais de mil processos sobre roubo de propriedade intelectual

“O diretor do FBI, Christopher Wray, disse recentemente ao Congresso dos EUA que existem atualmente pelo menos 1 mil investigações em andamento sobre o roubo de propriedade intelectual de empresas americanas que envolvem a China.

“O governo dos EUA estimou que o valor total da propriedade intelectual roubada pela China nos quatro anos até 2017 em US$ 1,2 bilhão (936 bilhões de libras).

“De acordo com Dean Cheng, da Heritage Foundation, um think tank conservador dos EUA, essa é a principal razão pela qual as relações entre os EUA e a China azedaram”.

A China militarizou ilhas artificiais, desafiando o direito internacional

Ainda segundo BBC: “Ilha artificial no Mar do Sul da ChinaO departamento de defesa dos EUA agora acredita que enfrentar a ascensão da China é um dos principais objetivos militares dos Estados Unidos nas próximas décadas. A velocidade com que a China construiu e depois militarizou uma série de ilhas artificiais no Mar da China Meridional, desafiando o direito internacional, tem alarmado muitas pessoas em Washington”.

“Segundo Dean Cheng, US$ 5,3 trilhões (R$ 22 trilhões) de comércio passam pela área a cada ano. “As ações da China foram, em certo sentido, uma tentativa de conseguir cortar a artéria carótida do comércio global”, diz ele”.

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                              Diplomacia com Firmeza não falta ao Itamaraty. Deve o Brasil aceitar a 5G da Huawei?

Lições da História recente: Nixon julgou conveniente abrir os EUA (1972) e o Ocidente à industrialização e modernização da China. A China é Made in USA!

E agora o novo Dragão vermelho chinês se volta contra o Ocidente.

Xi Jinping sorri ao Brasil, oferece bilhões e a midia festeja. Faço notar que, nesse ponto concreto, as esquerdas estão de acordo com o Governo, e sabem por quê.

Diplomacia com firmeza, é bom recordar esse princípio, tanto mais necessário quanto  temos como parceiro uma nação governada pelo PC, sem eleições livres, presidente vitalício, censura à imprensa, campos de re-educação e policiamento dos cidadãos com 200 milhões de câmeras.

Somos a maior Nação católica da Terra e nossos irmãos na Fé, chineses, padecem sob o látego de Xi Jinping. Ai estão as denúncias internacionais, insofismáveis e irrefutáveis.

Quem quiser ser otimista, se arrisque! Aceite a tecnologia 5G da Huawei, apontada por especialistas como uma arma poderosíssima com alcance ainda desconhecido. Sobretudo, quando o fornecedor é a China de Xi Jinping!

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50392627

 

 

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