A Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) de Belo Horizonte, MG, realizará um evento que promove a ideologia de gênero na próxima quarta-feira, 23 de outubro, e fará isso com a “bênção” da arquidiocese local, informa o site InfoCatólica, 18 de outubro.

O evento consiste em uma mesa redonda (discussão) sobre «Teologia Afetivo-Sexual e Diversidade: Gênero, Decolonialidade e Humanismo», organizada pelo Grupo de Pesquisa Afetivo-Sexual, Teologia e Diversidade e pela instituição educacional administrada pela Companhia de Jesus.

A reação dos católicos contra o evento

A reação dos católicos belohorizontinos foi rápida e eles solicitaram o cancelamento do evento por vários meios, para garantir o respeito à identidade católica do centro educacional.

Os fiéis solicitaram a intervenção do arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, atualmente presidente da (CNBB).

Concretamente, eles realizaram uma manifestação pacífica em frente ao palácio episcopal na noite de sexta-feira, 18 de outubro, para orar e pedir ao arcebispo e bispos auxiliares que intervenham para que o evento seja cancelado e também para ordenar a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, que também realizou eventos semelhantes.

Também o Instituto São Pedro de Alcântara (ISPA), composto por leigos que estudam a doutrina social católica, publicou um vídeo que oferece detalhes do evento, dos expositores, destacando que no ano passado houve um evento com as mesmas características.

O arcebispo prometeu no ano passado, em mensagem pela rádio da arquidiocese, que não toleraria a promoção da ideologia de gênero em ambientes eclesiásticos e que aplicaria as sanções canônicas correspondentes ao clero ou aos fiéis que a promoveram.

Uma petição online também foi enviada ao arcebispo e ao reitor para cancelar o evento.

 A Nota da Arquidiocese justifica o erro

Uma nota publicada na quinta-feira, 17 de outubro, pela consultoria de comunicação da Arquidiocese de Belo Horizonte, apoiou o evento, alegando que é missão de uma universidade abrir espaço para debate.

No entanto, no caso da FAJE, não há espaço para o contraponto ou para o “confronto” de idéias diferentes.

Apenas quatro expositores são anunciados e todos defendem publicamente um conceito de “gênero” que colide frontalmente com o que a Igreja acredita e ensina. Eles também são militantes LGBT e pró-aborto. Dois afirmam ser “mulheres trans”, o político Eduardo ‘Duda’ Salabert e o psicólogo Sarug Dagir; Psicóloga Cris Serra e Professor Anderson Ferrari.

A reação dos católicos

O texto da arquidiocese recebeu fortes críticas nas redes sociais, pelos fiéis que, perplexos, não entenderam como a arquidiocese defendia um evento que realmente não apresentava as características do “debate” que lhe atribuía.

Entre os expoentes, existem apenas acadêmicos que são ativistas de agendas “progressistas” e que têm uma visão unilateral do assunto. No evento, não há convidado para levantar contraponto.

Os professores jesuítas que atuarão como moderadores apresentarão a visão da Igreja sobre o assunto?

Se, realmente, querem um debate por que não convidam os defensores da Doutrina Católica Tradicional?

Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=36059

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