Formação (R-CR): Capítulo I Contra-Revolução é Reação

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Vimos, até aqui, a I Parte, A Revolução em doze capítulos.

O Prof. Plinio passa a enunciar em que consiste a Contrarrevolução.

Parte IIA Contra-Revolução  

Capítulo I Contra-Revolução é Reação

Sala da então sede do Conselho Nacional da TFP brasileira, em São Paulo (capital). Local de reunião, estudo e oração, chamada “Sala do Reino de Maria”, na esperança do cumprimento das profecias de Nossa Senhora em Fátima. Ela prometeu em 1917 que após grandes crises o mundo terá um tempo no qual “por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará”. Hoje ela é sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

1. A Contra-Revolução, luta específica e direta contra a Revolução

Se tal é a Revolução, a Contra-Revolução é, no sentido literal da palavra, despido das conexões ilegítimas e mais ou menos demagógicas que a ela se juntaram na linguagem corrente, uma “re-ação”. Isto é, uma ação que é dirigida contra outra ação. Ela está para a Revolução como, por exemplo, a Contra-Reforma está para a Pseudo-Reforma.

2. Nobreza dessa reação

E deste caráter de reação vem à Contra-Revolução sua nobreza e sua importância. Com efeito, se é a Revolução que nos vai matando, nada é mais indispensável do que uma reação que vise esmagá-la. Ser infenso, em princípio, a uma reação contra-revolucionária é o mesmo que querer entregar o mundo ao domínio da Revolução.

3. Reação voltada também contra os adversários de hoje

Importa acrescentar que a Contra-Revolução, assim vista, não é nem pode ser um movimento nas nuvens, que combata fantasmas. Ela tem de ser a Contra-Revolução do século XX, feita contra a Revolução como hoje em concreto esta existe e, pois, contra as paixões revolucionárias como hoje crepitam, contra as idéias revolucionárias como hoje se formulam, os ambientes revolucionários como hoje se apresentam, a arte e a cultura revolucionárias como hoje são, as correntes e os homens que, em qualquer nível, são atualmente os fautores mais ativos da Revolução. A Contra-Revolução não é, pois, um mero retrospecto dos malefícios da Revolução no passado, mas um esforço para lhe cortar o caminho no presente.

Ao centro, numa pequena mesa, uma coroa de prata da época colonial simboliza a sacralidade da Ordem Temporal, após o triunfo da Contra-Revolução. Nesta sala, o espírito contra-revolucionário é especialmente acentuado.

4. Modernidade e integridade da Contra-Revolução

A modernidade da Contra-Revolução não consiste em fechar os olhos nem em pactuar, ainda que em proporções insignificantes, com a Revolução. Pelo contrário, consiste em conhecê-la em sua essência invariável e em seus tão relevantes acidentes contemporâneos, combatendo-a nestes e naquela, inteligentemente, argutamente, planejadamente, com todos os meios lícitos, e utilizando o concurso de todos os filhos da luz.

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