Sucata da frota chinesa pode levar a melhor sobre a indecisão de Obama

Joia da marinha chinesa, o Liaoning já foi sucata soviética e hotel flutuante
Joia da marinha chinesa, o Liaoning já foi sucata soviética e hotel flutuante

Acompanhado por um conjunto de especialistas do Pentágono, o secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, foi em visita oficial à China para conhecer a Marinha de guerra desse país, noticiou“Le Figaro” de Paris. 

Obviamente, a China exibiu o que tinha de melhor. Porém, os especialistas americanos ficaram admirados pela vetustez do único porta-aviões chinês – um enferrujado e abandonado navio de guerra soviético, reformado e modernizado por ordem de Pequim.

Eles também externaram a inexperiência de combate da marinha comunista. 

Porém, a China não cessa de provocar seus vizinhos no mar e propagandeia que está em condições de enfrentar de igual a igual os americanos.

O chefe do Pentágono foi o primeiro estrangeiro a abordar o porta-aviões Liaoning, a “joia” da marinha de guerra chinesa, que está muitas gerações atrás dos porta-aviões nucleares da US Navy. 

Um oficial americano da comitiva observou como o navio não era suficientemente rápido nem grande para se comparar com os americanos, apontou sua origem na sucata soviética e que já chegou a ser utilizado como hotel antes de ser desativado e readquirido pela China.

Helicóptero parte do Jinggangshan, nave para desembarco anfíbio. Inexperiência da marinha chinesa impressionou americanos
Helicóptero parte do Jinggangshan, nave para desembarco anfíbio.
Inexperiência da marinha chinesa impressionou americanos

O secretário de Defesa americano tentou apelar para o bom senso de Pequim, como se ele existisse na cúpula comunista, a fim de acalmar as tensões nas águas conflitivas do Mar da China. 

Mas o general Chang Wanquan, ministro chinês da Defesa retrucou no duro recriminando o apoio americano ao Japão e às Filipinas.

O general chinês também fincou o pé dizendo que seu país não fará “concessão alguma, nem compromisso nenhum, nem tratado que seja” na luta pela sua “soberania territorial” que exige a ocupação do mar dos vizinhos.

E ainda acrescentou, em tom ameaçador: “O exército chinês é capaz de se mobilizar no primeiro sinal, travar qualquer batalha e ganhar”.

Se tivéssemos que comparar as frotas pelo seu poder de fogo e experiência de combate, precisaríamos talvez conter o riso.

Porém, se fôssemos julgar pela incongruência e pusilanimidade que exibe o presidente Obama e a altivez que mostram os líderes comunistas de Pequim, é de se temer que o “tigre de papelão” naval chinês surpreenda feiamente os EUA.