Sob o título Pequim “aprecia a boa vontade” do Papa,  (AsiaNews) põe em foco o proveito propagandístico que a China comunista soube tirar das declarações de Francisco.

China “sincera e positiva”? E a perseguição cruel aos católicos chineses?

O porta voz do Ministério do Exterior chinês, Geng Shuang, afirma que “China é sincera e positiva em melhorar as relações China- Vaticano” e dá boas vindas ao “intercâmbio entre as duas nações”.

Hipocrisia e senso de oportunidade não faltam aos comunistas chineses. O Papa deu a ocasião, Pequim tirou proveito: “Eu gostaria de ir a Beijing. Eu amo a China”, afirmou Francisco.

O inexplicável silêncio sobre as manifestações, pró democracia, em Hong Kong

Na conferência de imprensa, em seu retorno de Tókio, o Papa perdeu a ocasião de defender os católicos de Hong Kong: em muitos países existe esses tipos de manifestações e contrastes e acrescentou: “Eu gostaria de ir a Beijing. Eu amo a China”.

         No Brasil, em 2013, o Papa conclama os jovens a irem gritar nas ruas

No Brasil, em 2013, afirmou Francisco: “Caros jovens, vocês têm de gritar”, disse, enquanto recomendava aos jovens para agir como aqueles que receberam a Jesus Cristo no Domingo Ramos em vez de seguir quem pediria pela crucificação. “Cabe a vocês não ficarem quietos. Mesmo se outros continuarem quietos, se nós velhos e líderes, alguns corruptos, ficarem quietos, se o mundo todo ficar quieto e perder sua alegria, eu pergunto a vocês: Vocês vão gritar?”, completou antes de receber respostas positivas”.

“O papa ainda reiterou que “sempre existiu a tentação de silenciar aos jovens”. “Há muitas formas de silenciar jovens e torná-los invisíveis. Muitas maneiras de anestesiá-los, fazê-los ficarem quietos, sem pedirem nada, sem questionarem nada”, disse o papa. Fonte: Associated Press. (https://jornaldebrasilia.com.br/brasil/papa-critica-silenciamento-de-vozes-dissonantes-e-pede-que-jovens-se-manifestem/)

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Se os jovens “têm de gritar“, e os jovens de Hong Kong estão gritando contra a opressão de Beijing, por quê não elogiar essas manifestações pró liberdade? Teria o Papa receio de desgostar Xi Jinping, o algoz dos católicos chineses?

Tanto mais quanto, em recentes eleições, o governo pró Pequim de Carrie Lam foi derrotado nas urnas.

Observa “South China Morning Post”: respondendo à pergunta sobre Hong Kong, o Papa “evitou tomar posição” sobre os protestos do movimento democrático.”

A realidade é mais cruel: Pequim soube tirar proveito das declarações de Francisco: “Eu gostaria de ir a Beijing. Eu amo a China”.

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Se a China não fosse um País fechado à liberdade de imprensa, liberdade de informação, liberdade de internet, veríamos como o PC Chinês está tirando proveito — inclusive contra os católicos subterrâneos — da afirmação: “Eu gostaria de ir a Beijing. Eu amo a China”.

Como católicos, pedimos a Deus, por meio de Maria Santíssima, que dê alento aos católicos chineses que vivem sob a opressão de Xi Jinping. E deem alento aos jovens de Hong Kong para sacudirem o jugo do comunismo chinês.

Fonte: http://www.asianews.it/noticias-es/Beijing-aprecia-la-%E2%80%98buena-voluntad%E2%80%99-del-Papa-48681.html

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