Plinio Corrêa de Oliveira: O caos, estratégia anticristã

Plinio Corrêa de Oliveira

O dia 3 de outubro de 2011 marca o 16º aniversário da morte de Plinio Corrêa de Oliveira, um jornalista, polemista e escritor brasileiro tradicional.

O caos, como uma estratégia para sobreviver movimentos neo-revolucionários do comunismo, foi um dos principais pontos de análise nos últimos anos de sua vida, uma questão fundamental para a compreensão do significado dos objetivos políticos, econômicos, culturais e religiosos do final do século 20 e início do século 21.

Como um jovem líder católico, desde 1928 Plinio Corrêa de Oliveira se destacou com suas palavras e seus escritos em defesa da civilização cristã. A partir da década de 1930, denunciou o esquerdismo que tinha começado a infiltrar-se na Igreja e os “cantos de sereia” do nazi-fascismo.

Centenas de livros e artigos de “brasilianistas” e historiadores das mais variadas tendências, em diferentes países, reconhecem o importante papel intelectual de Plinio Corrêa de Oliveira e dos grupos de estudiosos das Américas inspirados por ele, para evitar que na década 1960 o Brasil se transformasse em uma gigante Cuba e que América Latina caísse no abismo esquerdista.

Após a crise do comunismo e da dissolução do império soviético, Plinio Corrêa de Oliveira apontou que os intelectuais de esquerda e os “teólogos da libertação” passaram a ver o caos como um novo instrumento de revolução social (“Quatro dedos sujos e feios”, 1983).

Na verdade, as teorias do caos, com suas aplicações para o campo social, entraram em voga. Trata-se de um caos com a aparência de espontaneidade, mas com uma coerência interna implacável: a meta definida de destruir os restos da civilização cristã.

É uma espécie de caos que dificulta as previsões e os chamados de alerta, anula a lógica, debilita os princípios sadios e anestesia as reações da opinião pública.

Não é coincidência, então, que o caos está sendo alimentado por vários movimentos globais, anti-globalização e anti-cristãos, que atuam de forma coordenada através da Internet.

O Professor Plinio Corrêa de Oliveira falou inclusive de um tipo de caos cujas entranhas mais profundas parecem ser percebidas como fulgurações enganosas do próprio demônio (“Os dedos do caos e o dedo de Deus”, 1992; “A imobilidade móvel do caos”, 1993).

O autor se pergunta, diante desse quadro preocupante, até onde, então, deverão se guiar as esperanças. E ele responde sem hesitar: “até o próprio Deus, que nunca abandonará a sua Igreja santa e imortal, e que através dela se promoverá, em dias longínquos ou próximos, cujo cumprimento sua Misericórdia e sua Justiça já determinaram, mas que permanecem misteriosos para nós, o renascimento da civilização cristã, o Reino de Cristo pelo Reino de Maria”.

Fonte: Destaque Internacional – Año XIII – N º 332 – Madrid – San José de Costa Rica – Santiago. 03 de octubre de 2011.
9. Referências (01):
* “Revolução e Contra-Revolução”, revista Catolicismo, Brasil, março 1959.
* “Quatro dedos sujos e feios”, Folha de S. Paulo, São Paulo, Brasil, 16 de novembro de 1983.
* “Os dedos do caos e os dedos de Deus”, revista Catolicismo, Brasil, Julho de 1992.
* “A imobilidade móvel do caos”, A Cidade, Campos, Rio de Janeiro, Brasil, 08 de maio de 1993.

10. Referências (02):
Digite no Google, de preferência entre aspas: Plinio Corrêa de Oliveira.
Aparece em primeiro lugar dois sites com centenas de artigos e livros desse autor.

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