O incêndio do Palácio de São Cristóvão, do Rio, faz-me lembrar dos versos de Rui Barbosa: “Eu tenho saudade do que não vivi. Tenho saudade de lugares onde não fui e de pessoas que não conheci. Tenho saudade de uma época que não vivenciei, lembranças de um tempo que mesmo sem fazer parte do meu passado, marcou presença e deixou legado. Esse tempo, onde a palavra valia mais do que um contrato, onde a decência era reconhecida pelo olhar, onde as pessoas não tinham vergonha da honestidade, onde a justiça cega não se vendia nem esmolava, onde rir não era apenas um direito do rei…”

Tenho saudade, realmente, daquele tempo que não vivenciei, cujo símbolo é destruído por um incêndio. Um incêndio que não é apenas material, mas, sobretudo, moral que avassala o País.

Mais do que o valor material de obras trazidas de Portugal por D. João VI, o incêndio queimou a nossa história e o legado de uma civilização cristã milenar que no Brasil já vem sendo destruído há tempo. Durante os seus quinze anos de governo, o PT se preocupou apenas em financiar movimentos ditos sociais, que invadem propriedades privadas, e exposições tipo Queermuseum, com suas “obras” blasfemas e museus de arte moderna.

O Queermuseum foi objeto de manifestações que o levaram a fechar antes do tempo previsto. Ele foi financiado pelo programa da Lei Rouanet, cujo objetivo seria promover a cultura. Entretanto, parece que a sua meta é apenas promover a ideologia de gênero.

O governo alegava não possuir dinheiro para manter o Palácio de São Cristóvão, mas financiou aquela exposição blasfema e imoral com 800 mil reais. Além disso, foram gastos R$ 215 milhões no Museu do Amanhã (foto ao lado), na cidade do Rio de Janeiro.

Especialistas observaram que há uma contradição do governo carioca ao investir tal valor em um novo museu, enquanto outros patrimônios da cidade estão degradados e abandonados. Era o caso do Museu Nacional.

Compreende-se, pois, que a imprensa internacional classifique aquele incêndio como uma “metáfora” da situação do Brasil. Assim, comenta a jornalista, Katy Watson, da BBC News: “Não é apenas a história brasileira que está em chamas. Muitos veem isso como uma metáfora para a cidade – e para o país como um todo.”

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