Há precisamente 80 anos

A confusão é a nota predominante na presente situação nacional, delicada e incerta.

Os desvãos corruptos e sujos do projeto de poder lulo-petista estão hoje escancarados diante da Nação.

Cifras bilionárias foram desviadas do erário público, em sofisticados esquemas, com a colaboração de empresários inescrupulosos, que viram seus negócios florescerem numa relação espúria e umbilical com o poder político.

Em nome da “defesa dos pobres”, essas somas irrigaram, aqui e no exterior, os mecanismos de imposição e consolidação do chamado “socialismo do século XXI”, além de terem comprado consciências e subvencionado oportunistas de todos os calibres.

Cumplicidades e complacências
Mas o lulo-petismo contou para seus intentos malignos com a complacência e até a cumplicidade de boa parte do mundo político(inclusive com elementos destacados da chamada “oposição”); não foram apenas parlamentares comprados, mas partidos inteiros “adquiridos”; parte substantiva da imprensa deu seu contributo também ao projeto de poder lulista; inúmeros eclesiásticos (por vezes na surdina) o inspiraram e sustentaram; e a manipulação inescrupulosa da propaganda conquistou muitos desavisados.

As instituições, inclusive a Justiça em seus mais altos órgãos, foram vilipendiadas; foi prostituída a representatividade do regime dito democrático; e a legítima prosperidade econômica, prejudicada.

Abalo sísmico salutar
Um sobressalto salutar, de dimensões imprevistas, levou às ruas de todo o País, por mais de uma vez, milhões de brasileiros. Em manifestações multitudinárias e pacíficas, eles pediam seu País de volta e proclamavam que sua bandeira jamais seria vermelha.

Esse lento mas convicto despertar causou um abalo sísmico e derrubou parte considerável do edifício político-institucional, com destaque para o lulo-petismo, inclusive com o impeachment. Mas a derrocada prossegue.

Nessa derrocada todas as forças parecem querer amparar-se e preocupam-se apenas com o “salve-se quem puder”.

Qual o rumo das presentes encenações?

No momento em que os acontecimentos parecem encaminhar o País para uma eleição indireta para um mandato presidencial tampão — mais um fator complicador da crise — os conchavos são públicos e desavergonhados: forças opostas se conluiam; nos tribunais superiores a aplicação das leis é anunciada à medida do freguês (do réu); os cálculos políticos parecem só visar o livramento dos malfeitores; os que mataram a democracia representativa, como Lula, são chamados por gurus, como FHC, para “salvar” a política; os diversos nomes que circulam para um novo governo parecem ter como única credencial ser inimigos da Lava-Jato; e os “movimentos sociais”, gozando de estranha impunidade, alimentados por clérigos de esquerda, milícias sindicais e políticos inescrupulosos, parecem estar dispostos a “incendiar o País”.

Com estas encenações, para que novos rumos pretendem levar o Brasil os atores da tragicomédia oficial?

E os espectadores? Estes parecem estar com um profundo asco diante de tudo o que se passa e se trama. Desconfiados, eles procuram meios de reagir a tanta incoerência.

Ontem, hoje e sempre

Nos dias que correm, alguns jactam-se de ter antevisto uma situação complexa com uma ou duas semanas de antecedência; outros, com um dois meses; e alguns outros, com um ou dois anos.

E o que dizer de um artigo escrito, há precisamente 80 anos, que parece descrever na sua essência a crise presente? (*)

Quem é capaz de discernir as sinuosidades da alma humana, dissecar as entranhas do jogo político, perscrutar os bastidores do mundo dirigente, este sabe guiar-se na confusão, ontem, hoje e sempre

Convido-os, pois, a ler um artigo publicado por Plinio Corrêa de Oliveira, no jornal O Legionário, precisamente em 30 de Maio de 1937, sob o título A solução Mariana. Exceto por algumas pequenas referências circunstanciais da época, parece ele uma descrição dos dias que correm:

  • Não é nossa intenção tratar, neste artigo, da sucessão presidencial, estabelecendo um cotejo, sob o ponto de vista católico, entre os candidatos que se apresentam para disputar a suprema magistratura da República. Queremos tão somente, à margem dos acontecimentos e sem tomar posição neles, fazer um comentário que se relaciona com os mais altos interesses da vida política do Brasil.

    Há duas espécies de atitudes perante a política: a de ator e a de espectador. Atores são todos os que, direta ou indiretamente, cooperam na preparação dos acontecimentos políticos de que o Brasil está sendo teatro. Uns desempenham o papel de figuras centrais da tragédia – ou da comédia, se quiserem – representando os papéis mais importantes. Outros, são meros comparsas que passam rapidamente pelo palco, para desempenhar uma missão pequena e obscura. Finalmente outros nem aparecem no palco. São os inúmeros empregados que, nos bastidores, levantam o pano, acendem as luzes e cooperam para a manutenção da ordem nas coulisses. Na vida política, esta categoria de gente é representada pelos políticos de 3ª importância, que querem furiosamente algum emprego ou alguma pequena suserania municipal e que, sem aparecer no cenário da política, não deixam de ter certa influência, nos bastidores, sobre o curso da representação.

    Espectadores são os que não têm interesses pessoais relacionados com a política e que, portanto, não cooperam com a representação da tragicomédia.Assistem de longe e do alto. Não lhes preocupa, de maneira nenhuma, o formigar das rivalidades e o choque das vaidades nos bastidores. Só o que lhes desperta interesse é a representação correta da peça e a fiel interpretação dos papéis de cada ator.

    Não nos interessam, neste artigo, os primeiros. Estão com as vistas deslumbradas pela claridade do palco, e com a atenção monopolizada pelos acontecimentos da cena. São incapazes de vislumbrar o que sente o público distante que, na meia obscuridade, os contempla… e os julga.

    O que nos interessa sobremaneira são os espectadores. Porque eles, afinal de contas, são o Brasil. E os atores do palco não são em geral senão inofensivas marionetes que oscilam do centro para a direita ou para a esquerda, não ao sabor de convicções que lhes faltam, mas ao impulso dos dedos que os manejam, e vão desenvolvendo gradualmente um jogo que pode parecer moderno, mas que na realidade é muito velho.

    Que atitude vem tomando este público em matéria de sucessão presidencial? A dizer com franqueza, a primeira impressão que se nota, em todos os brasileiros imparciais, é de asco. Não asco pela pessoa dos candidatos, a quem não queremos negar qualidades. Mas de asco profundo pela instabilidade das atitudes políticas, pela incoerência flagrante e despudorada entre atitudes da maior parte de seus sequazes, hoje, ontem e anteontem. A bem dizer, serão pouquíssimas as correntes políticas que não se encontram, agora, em uma situação que condenariam formalmente há dois ou há três anos atrás. Se um profeta tivesse descrito de antemão as variações que sofreriam as alianças e as hostilidades que existiam, todo o mundo se teria rido dele, acoimando-o de louco. Porque absolutamente não pareceria possível a ninguém que os políticos brasileiros – sobre os quais já não havia, entretanto, grandes ilusões – dessem a seus ressentimentos e a suas simpatias a inconsistência, a mutabilidade, a futilidade de brigas de meninas de colégio; que fossem tão pequeninos na vaidade e tão imensos na ambição, tão corajosos na ganância e tão tímidos no cumprimento do dever.

    Esta nota dolorosa não é privativa de uma das correntes políticas. Encontra-se, pelo contrário, em quase todas. Porque a política brasileira é feita de incoerências.

    * * *

    Qual é o resultado de tudo isto? Não é difícil percebê-lo: agonizam nossas instituições, desprestigiam-se os princípios que até ontem eram convicção política unânime (boa ou má, não vem ao caso discuti-lo) dos brasileiros, e decaem irremediavelmente no conceito público quase todos os homens da geração passada, que o Brasil vinha, se não admirando, ao menos tolerando na administração do País.

    Como conseqüência deste formidável desgaste de homens, de instituições e de idéias, uma grande transformação se prepara. O Brasil aí está, como matéria amorfa, para ser plasmada pela corrente de homens que tenha maior sucesso na tarefa de conquistar o poder em nome de idéias novas.

    Significa isto, em outros termos, que o Brasil está no momento em que deverá tomar nova forma. Se esta forma obedecer à concepção da esquerda, o Brasil será não mais o Reino de Nossa Senhora Aparecida, mas uma China ou um México qualquer. Se a forma for plasmada por mãos direitinhas, erguer-se-á ante nós o receio do estado totalitário, com o qual a Igreja é incompatível.

    Pobre Brasil! Navegando por um mar revolto, parece que está fadado a naufragar de encontro a um destes dois escolhos extremistas: Berlim ou Moscou. Isto, se não se quiser submergir inteiramente no lodaçal do liberalismo.

    Muita gente dirá: entre dois escolhos, convém optar pelo menos mau.

    Mas nós perguntamos: não será a mocidade mariana o braço forte com que Nossa Senhora dotou seu Reino na hora do perigo, para derrubar um e outro escolho, e realizar no Brasil uma política tendo por ideal o Catolicismo, como norma de agir o Catolicismo, e como solução para todos os problemas o Catolicismo? (O Legionário, n.º 246)

(*) Artigo escrito durante a campanha para as eleições presidenciais de 1937. No dia 10 de novembro desse ano Getúlio Vargas anula as eleições, derroga a Constituição de 1934, impõe a “polaca” e proclama a ditadura presidencialista do Estado Novo.
 

2 COMENTÁRIOS

  1. *

    Torna equilibrado
    selvagem capitalismo
    cristão contrapeso?

    – FLASh

    http://www.otempo.com.br/mobile/opinião/flávio-saliba/a-barbárie-bate-a-nossa-porta-1.1436671
    http://www.abim.inf.br/descoberta-exorciza-panico-pela-falta-de-agua-doce/

    *

    Oitenta anos fazem
    mais nítidas pinceladas
    da crise atual?

    – FLASh

    https://ipco.org.br/ipco/ha-precisamente-80-anos/
    http://folha.com/no1886842

    *

    Viçoso agrobusiness
    Plínio Corrêa de Oliveira
    ao Brasil garante?

    – FLASh

    http://www.abim.inf.br/a-safrinha-cresceu-agora-denominada-segunda-safra/#.WSZkgKBv_qA
    https://g.co/kgs/lDtmXH

    *

    Madurezuelana
    atrofiada economia
    pelo socialismo?

    – FLASh

    https://www.newsatual.com/2017/05/24/se-e-de-esquerda-vale-tudo-manifestantes-contra-temer-em-brasilia-apoiam-maduro/
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2689

    *

    Trova
    & haicais,

    Tens a terra cobiçada,
    cesta básica no lar,
    falta o quê, não plantas nada?
    – Japonês pra trabalhar.

    Mouras legiões
    estrangeiras engrossando
    às tropas sem-terra?

    Por quê não invades
    marechal-de-campo Stédille
    aos Lulatifúndios?

    – FLASh

    *

    Vira o Agronegócio
    malgrado petista praga
    “salvação da pátria”?

    – FLASh

    http://gpsdoagronegocio.blogspot.com.br/2016/09/pib-do-agronegocio-do-brasil-avanca.html?m=1

    *

    Budista massacre
    da fina flor cambojana
    faz o khmer vermelho?

    – FLASh

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Regime_do_Khmer_Vermelho?wprov=sfia1
    http://gpsdoagronegocio.blogspot.com.br/2015/10/roraima-ai-dos-vencidos.html?m=1

    *

    Poema
    de haicais

    CAMBOJANA RORAIMA?

    – Fernando L A Soares (FLASh)

    Definha a olhos vistos
    a lusa desbravadora
    fibra roraimense?

    Patriótico lema
    “ocupar para integrar”
    lê-se hoje ao contrário?

    Funai, Incra e Ibama
    transformando fazendeiros
    em párias sociais?

    Qual postiças tribos
    indígenas, quilombolas
    jamais dantes vistos?

    Minerais riquezas
    feito posseiras abelhas
    ONGringas cobiçam?

    “Coincidentes” mapas
    de fronteiriças jazidas
    e áreas demarcadas?

    Aloprante slogan
    de autodeterminação
    baratina aos índios?

    Espiões missionários
    “catequizam” curumins
    no idioma inglês?

    Mercenária troca
    de bandeiras em Roraima
    “salvando o planeta”?

    Dois passos à frente
    e um atrás dando em Roraima
    traiçoeiros petistas?

    – FLASh

    http://gpsdoagronegocio.blogspot.com.br/2016/01/vitoria-em-roraima-mas-perseguicao.html?m=1

    *

    Novo campo de Auschwitz
    criando na Serra da lua
    “roraimada” Dilma?

    – FLASh

    https://youtu.be/HcKv0q3QjaA
    Infindável perseguição? – https://youtu.be/y4SnfbBDRx4
    Despótico Lula? – https://youtu.be/UZJ-gZJupio
    Auspiciosa fronteira? https://youtu.be/7yiN87a7kFE
    Patriota Itamar? – http://www.alertatotal.net/2008/09/histria-secreta-da-invaso-de-roraima.html?m=1cocomentarios

    *

    “Vem também você
    pra rua que ao seu futuro
    ameaça o PT”?

    Ao Brasil arruinam
    incompetência ou má fé
    do Lula e da Dilma?

    – FLASh

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1686212298288437&id=100006990498330

    *

    Poema
    de haicais,

    TURRÕES MILICOS?

    – Fernando L A Soares (FLASh)

    Às forças armadas
    e aos católicos pautando
    gagás evangélicos?

    Cabalam golpistas
    vivandeiras de quartel
    Brasil pro Anticristo?

    Às pródigas tetas
    petrolíferas cobiçam
    vorazes pastores?

    Frente ainda pior
    besta evangélica ao longe
    ecoa… “Fica, Dilma”?

    Catársica chance
    de resgatar brasileira
    real identidade?

    Deodoro ameaça
    meio ao caos chamar de volta
    dom Pedro II?

    O infausto regime
    positivista clamando
    desproclamação?

    Ao feio “Mateus”
    jogam fora com a bacia
    milicos turrões?

    – FLASh

    https://m.youtube.com/watch?list=PLTSOgsa62A5y9JCfNWV5jOEbqY4cKYRRN&v=augnC-mzVSc

    *

    Poema
    de haicais,

    CASSÁVEIS MANDATOS?

    – Fernando L A Soares (FLASh)

    Tsunâmica lama?
    “Esta é a obra da República”,
    Rui Barbosa exclama.

    Que tal restaurar
    nosso exitoso monárquico
    parlamentarismo?

    Parlamentarista
    transparência onde um ladrão
    fiscaliza o outro, uai?

    Primeiro-ministro
    e aos deputados assusta
    a espada de Dâmocles?

    Com fresca memória
    distritos eleitorais
    reelegem larápios?

    Sequer se inscrever
    nos patidos poderiam
    fichas-sujas, ora?

    O sábio Poder
    Moderador não dá chance
    a todas correntes?

    – FLASh

    http://www.noticiasaominuto.com.br/politica/168061/dilma-pede-colaboracao-das-forcas-armadas-para-um-pais-mais-democratico
    https://m.facebook.com/Brasil.Monarquia/photos/a.496362127075804.120713.496314417080575/1052576171454394/?type=3

    *

    Brasil desproclama
    em tempo evitando o caos
    à infausta República?

    – FLASh

    http://folha.com/no1886842
    http://www.otempo.com.br/mobile/opinião/flávio-saliba/a-restauração-da-monarquia-1.1478738
    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1686171451625855&id=100006990498330

    *

    Fernando Lopes de Almeida Soares
    (FLASh) IFP/RJ 2477412
    Rua Joanésia, 316 ap 301 Serra
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