“Justiça indígena = Justiça islâmica”: fórmula do populismo esquerdista

    Luis Dufaur

    Cenas da humilhação e suplício de Orlando Quishpe no Equador. Fonte: “El Comercio”, Quito

    Enquanto o presidente Lula tentava tirar o corpo de dissuadir o apedrejamento de Sakineh Mohammadi (mais dez pessoas estão na sinistra lista) a imprensa noticiava fatos que ajudam a compreender por que o presidente petista relutava em fazer uma démarche decisiva junto a seu par iraniano.

    É que em nome das “culturas indígenas” os presidentes sul-americanos amigos do petismo estão instalando em seus países sistemas análogos de cruel execução.

    Em Uncia, na Bolívia, por exemplo, quatro policiais foram apedrejados, mortos a pauladas e enterrados de bruços, vítimas da “justiça comunitária” indígena reconhecida pela Constituição do presidente Evo Morales.

    No Equador, onde a “justiça indígena” foi aprovada pela Carta de 2008, Orlando Quishpe, de 21 anos, recebeu chibatadas de urtiga amarrado a um pelourinho. Só não foi enforcado por causa dos apelos do presidente Correa.

    Ainda no Equador, em decorrência dessa mesma “justiça” – que agora é constitucional -, em julho duas pessoas foram queimadas vivas em Orellana.

    Se assistirmos amanhã a execuções semelhantes feitas oficialmente no Brasil, tal não será de espantar, pois, sob pretexto de “cultura”, o indigenismo comuno-missionário da Funai e do Cimi – braço indigenista da CNBB – promove a substituição da civilização pelo mais cruel primitivismo.

    Afinal de contas, é um “direito humano” dos indígenas e de suas culturas!!!