É preciso mais profundidade na análise do caso “Mubarak”. A “democracia” de hoje não será um mero trampolim para o estabelecimento de uma ditadura mil vezes pior? É o caso de se pensar.

A mídia noticiou : “Manifestação em São Paulo comemora a queda de Mubarak”.

Diz a notícia do Diário Catarinense (11/02) que havia “estudantes”, “representantes de partidos políticos” (de que partidos?) e “membros da comunidade árabe”.

Em que número? Cem? Já seria muito pouco. Mas na foto publicada não aparecem mais que trinta pessoas. Certamente quase todas elas componentes do comitê central da tal “Liga Estratégica Revolucionária”…

Há gente nessa foto com jeito de que nunca ouviu falar de Mubarak na vida. E só tomou conhecimento dele há pouco menos de um mês. E que também nem sabia que no Egito havia um ditador.

Por detrás dessa folia toda, o que vemos é uma superficialidade de análise.

À primeira vista, seria bom que um ditador fosse derrubado. Mas no caso dos acontecimentos dos países da costa africana do Mediterrâneo, isso causa preocupação. O problema não é a derrubada da ditadura de ontem. O problema é saber se, em países onde há fortes movimentos muçulmanos, a “democracia” de hoje não será um mero trampolim para o estabelecimento de uma ditadura mil vezes pior de amanhã, de fundo religioso e que sonha com a “jihad” e com o império mundial do muçulmanismo radical.

O jornal madrilenho “El País” publicou, em sua edição de 4-2 último, um mapa que nos ajuda a compreender a geopolítica que está em jogo. Por esse mapa vemos como toda uma zona estratégica do Mediterrâneo pode favorecer o tal domínio mundial dos correligionários de Maomé.
Eis o mapa:

El Pais

Com a instauração de uma “democracia” na costa sul do Mediterrâneo, quem vai ganhar não é a “democracia”.

Serão talvez “democracias” de moloides (ou de cúmplices que se fingem de moloides), que servirão certamente de fase de transição para a tomada do poder dos fundamentalistas muçulmanos, tal como no governo Kerensky, na Rússia de 1917, em relação ao comunismo.

Infelizmente há muita gente desavisada no Ocidente que está aplaudindo essa “democratização”.

Veremos a repetição do que aconteceu em Cuba na época da derrubada de Batista por Fidel Castro? Todo o mundo aplaudiu o barbudo não muito limpo que havia descido da Sierra Maestra. Até a bebida Cuba-Libre (rum com Coca-Cola) virou moda.

Se no litoral Sul do Mediterrâneo prevalecer governos fundamentalistas, a Europa que coloque as barbas de molho…

Só a Europa? Não, o mundo todo, pois talvez vejamos uma invasão agressiva do continente sonhada pelos muçulmanos radicais, se a centelha de uma “guerra santa” pegar fogo no norte da África.

E lembremo-nos de que o gargalo do Estreito de Suez está no Egito… Todos os países do mundo sofrerão as consequências.

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8 COMENTÁRIOS

  1. As circunstâncias históricas do Egito, que alimentaram o regime pró-ocidental de Mubarak, após a sua queda propiciarão uma ditadura militar: foi o que a oposição condeguiu – e esta ditadura já se estabeleceu!
    O islamismo fundamentalista, o dos miseráveis, até pode se espalhar pelo Mediterrâneo. Mas não tem futuro, não ameaçaria jamais o mundo, que logo estará sob o controle dos chineses e seus aliados certos: coreanos e japoneses.
    Ou será que alguém pensa que 1 bilhão e meio de orientais, com sua infinita capacidade de trabalho, com sua já sofisticada tecnologia e monumental produção industrial, vai ficar confinado ao escanteio da História e da Geopolítica?

     
  2. Não tenho muito a acrescentar ao que foi comentado,
    aliás, com muita propriedade. O que posso adiantar e
    alertar é para não esquecer os “Irmãos Muçulmanos”
    fundamentalistas. Sabe-se que no Egito, ex-colônia
    britânica, houve muita influência européia de alto ní-
    vel, principalmente inglesa, francesa e italiana e os
    egípcios dela tiraram proveito com muita sabedoria,
    estudando nos excelentes colégios (Victoria College,
    Scotch School, Lycée Français, Saint Marc, D. Bosco),
    se formando principalmente na França na famosa
    Sorbonne, na Oxford Cambridge, na Alemanha e ou-
    tras Universidades). Os egípcios, sobretudo os que
    residem no Cairo e Alexandria, falam fluentemente o
    inglês e o francês. O tempo dirá com quem estava a
    razão… Mubarak era, na verdade, o fiel da balança…

     
  3. Assim como o Lauro do Egito eu só conhecia pirâmides, camelo e areia, muita areia. Essas pessoas comemorando aqui no Brasil também não devem ir muito além disso. O fato é que essa história está bem mal contada – como todas que a mídia brasileira tem dado ultimamente – e logo logo o regime islâmico vai ser instalado no Egito.

     
  4. A imprensa européia já está noticiando o desembarque massivo de tunisianos na Itália. Só na última semana estes foram cinco mil! E o curioso é que se trata de gente fugindo de… uma “democracia”, que tanto na Líbia como no Egito — e com a promessa de se estender a outros países — está sendo instaurada, segundo a mídia, no lugar de antigas ditaduras. Os europeus começam a se alarmar, pois com o baixo índice de natalidade pelo qual eles próprios são culpados, dentro de pouco tempo — e sem que para isso sejam necessárias as novas levas de imigrantes — eles serão minoria em seus respectivos países. Por exemplo, sob o título “Primeira cidade islâmica”, acabo de ler no mensário alemão Kurier der Christliche Mitter a seguinte notícia: “Qual será a primeira islâmica do oeste alemão – Frankfurt ou Nuremberg? Em ambas as cidades (de 600.000 e 503.000 habitantes respectivamente), menos de um terço de todas as crianças com menos de 6 anos procedem de famílias alemãs. Dos 16 milhões de estrangeiros na Alemanha, cerca de 8,3 milhões possuem passaporte…”
    Isso sem contar que o euro está em franca crise e quem está bancando a Europa é a Alemanha. Suportará ela o fardo de novas imigrações massivas? Outro fator preocupante é a presença da China, que sorrateira chega no momento da crise para ajudar a “salvar” financeiramente alguns países europeus.

     
  5. Só os ignorantes não percebem o que está por trás disso tudo. Aliás, não é de hoje.

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, os fariseus de todos os matizes (liberais, comunistas, maçons, etc…) se empenharam pela derrubada da “ditadura” de Salazar em Portugal e pela independências das colônias ultramarinas.

    Um traço da generosidade? De forma alguma.

    Destruir o Império lusitano (assim como os outros impérios europeus, em especial o Britânico, a que se opôs com galhardia o grande Churchill) era dar a África de bandeja para o comunismo (ver, por exemplo, os luminosos discursos de Plínio Salgado na Câmara dos Deputados de 1959 a fins dos anos 60).

    Ora, o dr. Salazar, realmente, estava à frente de um regime autoritário; entretanto, não mandava fuzilar a população civil, tendo unicamente lhe tirado a liberdade política; em contrapartida, deu-lhe a terceira moeda mais forte da Europa, o progresso com ordem e disciplina e um belo exemplo de honorabilidade e patriotismo, a despeito de seus muitos equívocos.

    O ditador que governava o Egito era até muito pior que o dr. Salazar. Mesmo porque o dr. Salazar não era ruim. Era até excelente, torno a dizer a despeito de seus defeitos. O ditador egípcio era, porém, a melhor das alternativas (a menos ruim, em verdade…).

    E agora, o que virá? O tufão mulçumano? Deus o não permita…

     
  6. Pela mídia do Egito posso dizer que só sabia das pirâmides, novas descobertas arqueológicas e que tem muita areia e um bom lugar para ver camelos. Mas, de repente, salta uma revolta e fico sabendo que há uma ditadura e que democracia é a palavra de ordem. Curioso, só pipocam revoltas nos países mulçulmanos com tendência pró-ocidental. E no Irã, para a mídia, deve haver uma pacífica cordialidade democrática, verdade, dona mídia?

     

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