Raposa serra do SolQuatro novas favelas brotaram na periferia de Boa Vista, Roraima, nos últimos dois anos, como consequência da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, segundo informou “Veja”.

Naquele território de extensão contínua, correspondente a 7,5% de Roraima, viviam 340 famílias de brancos e mestiços.

Elas eram em sua maioria constituídas por arrozeiros, pecuaristas e pequenos comerciantes, que respondiam por 6% da economia do estado. Alguns possuíam títulos de terra emitidos havia mais de 100 anos pelo governo federal, do qual haviam comprado as propriedades.

Em 2009, por decisão do STF, todos foram expulsos.

O governo federal prometeu indenizá-los de maneira justa. Entretanto, no momento de calcular as compensações, alegou que eles haviam ocupado ilegalmente terra indígena. Por isso, encampou as propriedades e pagou apenas o valor das edificações.

Foi o início de um doloroso êxodo rumo à capital.

“Veja” ouviu quarenta ex-fazendeiros. Suas reparações variaram de 50.000 a 23.0000 reais. Isso não daria para comprar nem um bom apartamento de três quartos nas principais cidades do país, observou a revista.

As favelas de Monte das Oliveiras, Santa Helena, São Germano e Brigadeiro foram povoadas com os índios “beneficiados” pela decisão do Supremo Tribunal Federal de banir os proprietários “brancos”.

Os indígenas estavam em contato com os brancos havia três séculos e perderam suas fontes de renda, provenientes de empregos e do comércio.

Estradas e pontes, até então conservadas pelos agricultores, ficaram arruinadas num cenário de devastação que evoca a revolução anarco-comunista dos “Khmer rouge” na Camboja dos anos 70.

“Acabou quase tudo. No próximo inverno, ficaremos totalmente isolados”, diz o cacique macuxi Nicodemos Andrade Ramos, de 28 anos.

“Está impossível sustentar uma família na reserva. Meus parentes que ficaram lá estão abandonados e passam por necessidades que jamais imaginaríamos”, afirma o macuxi Avelino Pereira, de 48 anos.

Cacique de sete aldeias, ele perdeu sua espaçosa casa de alvenaria na reserva e caiu num barraco de tábuas na favela Santa Helena.

O líder indígena foi para Boa Vista, a fim de evitar que sua família perdesse o acesso às escolas, ao sistema de saúde e, sobretudo, ao trabalho.

Algumas famílias de índios que foram expulsas da reserva ergueram barracos no aterro sanitário de Boa Vista.

O macuxi Adalto da Silva, 31, que fala mal português, nunca pensou em viver da mesma forma que seus antepassados. Mesmo porque a caça e a pesca são escassas na Raposa Serra do Sol.

Até 2009 ele ganhava como peão de gado, mas depois da expulsão dos patrões ficou desempregado.

Na reserva não há dinheiro, tecnologia ou assistência técnica para cultivar as lavouras, e os campos foram abandonados.

Silva construiu uma maloca sobre uma montanha de lixo e sobrevive com 10 reais por dia coletando latinhas de alumínio.

Ainda assim, considera sua vida no lixão menos miserável do que na reserva.

Ele é vizinho do casal uapixana Roberto da Silva, de 79 anos, e Maria Luciano da Silva, de 60, que também cata latas e comida no aterro.

“O lixo virou a única forma de subsistência de muita gente que morava na Raposa Serra do Sol”, diz o macuxi Sílvio Silva, presidente da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima.

Para com estes índios brasileiros não há piedade nem comiseração.

Brancos e mestiços expulsos da reserva também foram jogados na pobreza pela decisão do STF.

Fazendeiro Wilson Bezerra obrigado a vender churrasquinho em Boa Vista

O pecuarista Wilson Alves Bezerra, de 69 anos, tinha uma fazenda de 50 quilômetros quadrados na qual criava 1.300 cabeças de gado. Um avaliador privado estimou em 350.000 reais o valor das edificações da propriedade. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) deu-lhe 72.000 reais por essas benfeitorias e nada pela terra. Seu rebanho definhou.

Restam-lhe cinqüenta reses em um pasto alugado. Ele sobrevive vendendo churrasquinho no centro de Boa Vista. Ganha 40 reais por noite. “O que o governo fez comigo me dá vergonha de ser brasileiro”, afirma Bezerra.

Coema Magalhães Lima, 64, chegou a ter 200 cabeças de gado e setenta cavalos. O fato de ser descendente de índios não impediu que ela fosse expulsa da reserva. Afinal de contas, o verdadeiro assunto era ideológico e ela não estava no lado “certo”.

Coema recebeu 24.000 reais de indenização. Ela e o marido gastam suas aposentadorias, que juntas chegam a 1.000 reais, para pagar o aluguel de uma pastagem para os 100 animais que lhes restam.

O governo federal prometeu que agricultores e índios não sofreriam prejuízos, mas o INCRA só reassentará 130 famílias desalojadas. As outras 210 ficarão de mãos vazias.

Mais: não concederá nenhuma gleba superior a 5 quilômetros quadrados. Quem possuía fazenda maior que isso arcará com o calote, diz “Veja”.

As famílias assentadas na Serra da Lua, perto da Raposa Serra do Sol, continuarão sob ameaça. O Ministério do Meio Ambiente pretende transformar essa área em reserva ambiental.

Se a idéia vingar, 200 pequenos agricultores que vivem no local se juntarão aos desalojados que hoje estão em Boa Vista.

Roraima já tem 68% de seu território inutilizado por reservas florestais e indígenas. Com a Serra da Lua, passaria a ter 70%. Será mais um golpe nas esperanças de desenvolvimento do estado, diz “Veja”, e mais outro golpe de machado do indigenismo comunista nos próprios fundamentos do Brasil.

9 COMENTÁRIOS

  1. ENGRAÇADO: PARA AS OBRIGAÇÕES DA LEI, INDIO NÃO SE CONSIDERA BRASILEIRO. E A LEI TRATA ELES COMO INCAPAZES. MAS PARA OS BENEFICIOS DA LEI ESSA RAÇA AÍ GRITA BRASIL.

  2. BOA NOITE SENHORES(a)

    O QUE O GOVERNO DE TRAIRAS APATRIO SERVIÇAIS DO GRANDE CAPITAL ESTA A TRAMAR ?EM UMA AREA DE FRONTEIRA DO TAMANHO DE PORTUGUAL RICA EM MINERIOS( NIOBIO ) ESTRITAMENTE NECESSARIOS AOS GAFANHOTOS INTERNACIONAIS, LEMBRAM-SE DA QUELA FRASE DE NOSSO GLORIOSO EXERCITO BRASILEIRO “INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR” , EIS QUE A FRASE TEM SEU SENTIDO NESSE CONTESTO ATUAL COM EXODO DE INDIOS SEM EMPREGO, APOIO, COMIDA , SAÚDE OU EDUCAÇÃO. PREPARANDO TERRENO PARA A VENDA DESSA TERRAS DESOCUPADAS E OCIOSAS PARA OS GAFANHOTOS INTERNACIONAIS CONSUMIR , SUGAR E ESCRAVIZAR TUDO O QUE NOSSA PÁTRIA AGORA ADORMECIDA POSSUIR.
    PURA ARTICULAÇÃO DE UM GOVERNO INCOPETENTE , CORRUPTO E SERVOS DO CAPITAL APATRIO ONDE SO UMA PEQUENA PORCENTAGEM DE POLITICOS SERIOS ESCAPAM A CORJA QUE MAMÃO NAS TETAS DO ESTADO E DO CAPITAL.
    REZEMOS PARA QUE O POVO ACORDE A TEMPO.
    BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

  3. Dar terras para índios, cidadãos como outros quaisquer, é puro privilegiamento racial – mais uma sandice dos inimigos vermelhos da RAZÃO que o STF apoia.

  4. Agora o magnata comunista chinês Lu (xará e protegido do Lula) Weiguang poderá invadir a terra indígena, pertencente à União, como já fez no MT onde se apropriou de 100.000 hectares em 2004 com conivência, anuência e proteção do presidente de facto. Assim, a China continuará recebendo madeira nobre de florestas devastadas no Brasil, e o fabricante de pisos de madeira do mundo continuará enriquecendo e sendo ajudado pelos cumpanheiros petralhas do Brasil (essa ajuda certamente não seria de graça, há consultorias e palestras, entre outras contribuições)

  5. Esse caso da demarcação da RI Raposa Serra do Sol teve interesses econômicos sustentados pela corrupção que se instalou desde o Planalto, passando pelo Congresso e chegou até ao Supremo Tribunal Federal. Veja neste blog alguns links para videos e documentos que mostram a realidade por detrás daquela demarcação: http://niobio.spaceblog.com.br/

    Mas apareceu uma esperança para o Brasil. A imprensa comprada pelo governo não tem dado o devido destaque para o ataque digital feito aos sites de orgãos e empresas do governo, tentando passar a imagem de que não passou de uma malvadeza de moleques que não tem o que fazer, mas a realidade é bem outra. Muitas coisa virão à tona sobre esse governo devido a essas invasões. Não se trata de um grupo de moleques e sim de uma organização que tem por objetivo escancarar as falcatruas de governos corruptos.
    Se for verdade o que vai neste video
    http://www.youtube.com/watch?v=uYKEhZZxyqA

    então acho que finalmente alguém está tentando fazer alguma coisa para escancarar o que vem acontecendo no governo brasileiro. Já vimos que não adianta tentar combater essa gente à luz da lei, pois eles não tem o mínimo respeito por leis (como exemplo o que fazem com o STF). A única ameaça para eles seria uma revolta popular e esta não acontece porque a maioria da população recebe informações manipuladas. Já que não encontramos nenhum patriota (nem precisava ser patriota, bastava ser decente) que tenha acesso a documentos, provas, gravações, etc, de fatos que mostrem a verdadeira face dos que se apossaram do poder no Brasil, talvez seja através desse grupo de hackers que algumas provas virão à público. Quem sabe gravações deles combinando trambiques ou documentos mostrando verdadeiros interesses ou ainda ligações com terroristas e traficantes. Conheceremos a verdade e a verdade nos libertará.

  6. Creio que diante te tal CRIME CONTRA A HUMANIDADE, e podemos verificar que os líderes do KHEMER VERMELHO em CAMBOJA foram processados pela ONU, pode-se levar também estes marginais deste DESGOVERNO PETISTA a um julgamento no TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL. Basta sabermos como encaminhar esta petição junto ao TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL que é administrado pela própria ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS.

  7. A HISTORIA DO BRASIL MUDA DE ACORDO COM QUEM O GOVERNA:NO IMPERIALISMO OS RICOS ERAM OS REIS; NO MILITARISMO OS MILITARES E AGORORA SÃO OS LIBERALISTAS DOS ANOS 60 E 70, QUE ESTÃO DESFRUTANDO DESSA MORDOMIA. SERÁ QUE NÃO ESTÁ NA HORA DE ELEGERMOS UM ÍNDIO, A PRESIDENTE, PARA QUE ELES TAMBÉM POSSAM PASSAR POR ESTE MOMENTO DE SATISFAÇAO ? AFINAL ANTES DA DESCOBERTA DO BRASIL ELES JÁ ESTAVÃO POVOANDO ESTE” PARAÍSO”!..

  8. “Direitos humanos” então é permitir que o Direito Natural seja violado através de uniões espúrias e estéreis entre pessoas do mesmo sexo; a esses ex-fazendeiros de Roraima, que com o suor de seus rostos faziam com que a terra que lhes pertencia produzisse alimentos, foi-lhes negado continuar a exercer esse direito, ainda que o preço seja a miséria e a fome. Punem-se os que produzem o arroz para as nossas mesas e premiam-se os que exigem a liberalização da maconha; acolhemos terroristas e assassinos estrangeiros e expulsamos brasileiros de seu habitat. A comparação com o Cambogde não é sem propósito. Não temos felizmente os tribunais de exceção, mas estamos abrindo perigosas exceções, danosas para todo o corpo social.

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