Destaques


1 – BRASIL CUMPLICE DA VENEZUELA
2 – REIS REPUBLICANOS
3 – UM ANO DA MORTE DE FIDEL CASTRO

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1Brasil cumplice da Venezuela

A ONG Human Rights Watch publicou um relatório documentando dezenas de casos de violações de direitos humanos cometidos pelo governo da Venezuela contra manifestantes nos últimos meses. Relatos de espancamentos, choques elétricos, asfixias e agressões sexuais, enfim, tudo aquilo que a tal da “comissão da verdade” gostaria que tivesse despontado por aqui em razão dos 21 anos de regime militar.

A autora do documento, Sra. Tamara Taraciuk, deseja que o relatório estimule os governos da região, sobretudo o Brasil, a impor sansões contra os responsáveis venezuelanos das torturas e abusos. Mas o governo brasileiro se opõe, alegando que as sansões prejudicariam o povo da Venezuela. Como se a pobre gente daquela nação irmã já não estivesse a padecer toda sorte de necessidades básicas do dia-a-dia. As necessidades são tais que milhares de venezuelanos têm abandonado seu país em busca de asilo, sobretudo na Colômbia e no Brasil.

Omitindo-se em agir com rigor contra a ditadura de Maduro, o governo brasileiro continua a apoiar a consolidação do comunismo na Venezuela, como faziam Lula e Dilma.

Fonte: Folha de S. Paulo, quarta-feira, 29 de novembro de 2017

2Reis republicanos

Nas últimas décadas, presidentes de vários países republicanos passaram a pleitear a reeleição indefinida para o cargo que ocupam. Quando necessário, chegam até a alterar a Constituição de seus respectivos países – ou a recorrer ao Judiciário, cujos integrantes das cortes mais altas são, normalmente, escolhidos por eles – para conseguirem se perpetuar no Poder.

Nesta semana, a suprema corte da Bolívia autorizou Evo Morales a concorrer ao seu quarto mandato na próxima eleição, somando-se, assim, 19 anos de reinado, digo, de presidência.

Todavia, em um plebiscito realizado em janeiro de 2016, foi-lhe negada a possibilidade de reeleição por 51% dos votantes daquele país. A decisão da suprema corte boliviana é o que se chama de judicialização da política, uma nova forma de impor “democraticamente”, goela abaixo, o que foi rejeitado, aí sim, democraticamente.

Com isso, fica suficientemente exposta a manipulação do sistema republicano. Os que defendem essa reeleição indefinida não querem os Reis de antigamente, cujos governos são hereditários e avessos às demagogias, mas querem aventureiros que sequestram o Estado pelo tempo que for conveniente à ideologia que defendem.

Na realidade, essas manobras jurídico-políticas levarão esses países a uma situação como a da Venezuela de Hugo Chaves, com seu continuador, Maduro, cuja meta é Cuba, onde Fidel Castro passou o poder para o irmão Raul; vão dar numa Correia do Norte, cuja dinastia está no poder há três gerações, de pai para filho; na Rússia de Putin… e por aí vai.

Ou seja, será uma caricatura grotesca da Forma de Governo monárquica que eles tanto detestam. A caricatura da Monarquia, segundo Santo Tomás, tem o nome de Tirania.

Fonte: Folha de S. Paulo, quarta-feira, 29 de novembro de 2017, “Justiça da Bolívia libera Evo Morales para concorrer a quarto mandato”.

3Um ano da morte de Fidel Castro

Faz um ano da morte do ditador cubano, Fidel Castro, e o que se diz é que as celebrações em memória do pai da revolução cubana serão… discretas, de maneira a não alterar o cotidiano do país.

Ora, Fidel Castro promoveu uma revolução em Cuba e reinou por décadas na ilha, sempre tido como um líder de prestigio em todo o mundo. Dizem que fez de Cuba um país praticamente de primeiro mundo em matéria de educação e medicina. Em certa ocasião, Monsenhor Casaroli, prelado do Vaticano, chegou a afirmar que “os católicos vivem felizes dentro do regime socialista” cubano.

Qual é a realidade, então? Essa, ou a Cuba do famoso paredão, dos balseiros que se aventuram no mar para fugir do “paraiso” socialista? A julgar pelas discretas celebrações à memória do pai da revolução cubana, vê-se que a realidade sempre foi e é aquela que Plinio Correa de Oliveira denunciou urbe et orbe sobre Fidel Castro: um ditador sanguinário que sempre oprimiu o povo da infeliz ilha de Cuba.

Fonte: O Estado de S. Paulo, sábado, 25 de novembro de 2017, “Um ano após morte de Fidel, reformas travam”