A esquerda midiática, intelectual ou política manifesta seu desagrado com os rumos que o Brasil vai tomando em sua política externa, vale dizer, a nova orientação do Itamaraty.

      Abordamos, no último artigo, dois importantes aspectos do “novo dicionário do Itamaraty” — assim rotulado por Jamil Chade, UOL 10 de junho – a condenação do “globalismo” e do “sistema internacional”. https://ipco.org.br/novo-dicionario-do-itamaraty-o-globalismo-e-a-soberania-nacional/#.XSkrKehKguU

Cai a expressão “Ideologia de gênero”

       O citado artigo de UOL elenca no mesmo pack (globalismo, sistema internacional) a “ideologia de gênero”, aborto, direitos reprodutivos – enfim os jargões da esquerda – que desapareceram da linguagem oficial da diplomacia brasileira: “No início de julho, o Brasil surpreendeu a muitas delegações na ONU ao exigir que o termo “gênero” fosse abolido dos textos de resoluções de diferentes assuntos. Pelo novo dicionário do Itamaraty, o termo deve ser substituído pela frase “igualdade entre homens e mulheres”. A meta é simples: reivindicar que o que vale para o Brasil é o sexo biológico, e não sua construção social”.

    “O Brasil tenta explicar a mudança. “O governo tem buscado esclarecer seu entendimento sobre expressões e termos que considera ambíguos”, apontou a Chancelaria ao UOL em nota. “O entendimento de que ‘gênero’ é sinônimo de sexo masculino ou feminino””.

       De pleno acordo, acrescentamos nós, com a reta orientação do Brasil na ONU a qual parte de uma realidade física, psicológica, palpável, ao alcance de qualquer ser humano (Deus os criou homem e mulher) – exceto é claro, para os petistas, os socialistas, o chamado Estatuto da Diversidade – “para o Brasil o que vale é o sexo biológico e não a sua construção social”.

        Note-se que “construção social” é uma palavra talismã da esquerda, totalmente vazia de conteúdo científico. A seu tempo, Rousseau achava que a sociedade (“construção social”) pervertia os homens; na impostura da esquerda atual a “construção social” é a bússola que orienta a conduta humana.

O governo não favorece documentos pró aborto

       Afirma a Chancelaria que a “posição brasileira tem como base o princípio da inviolabilidade da vida, sempre de acordo com a legislação brasileira”. “Portanto, o governo não favorece referências em documentos internacionais que possam imprimir conotação positiva ao aborto”.

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               A unidade da Revolução traz necessariamente a unidade da Contra Revolução

      Por quê razão a esquerda coloca num mesmo pack os anti valores como o aborto, a ideologia de gênero, eutanásia, legalização da maconha, a “globalização”, o “sistema internacional”, a abolição das fronteiras, a perda da identidade nacional — e poderíamos acrescentar a internacionalização da Amazônia?

       Uma resposta simples e direta: “Quando ocorre um incêndio numa floresta, não é possível considerar o fenômeno como se fosse mil incêndios autônomos e paralelos, de mil árvores vizinhas umas das outras.

     “A unidade do fenômeno “combustão”, exercendo-se sobre a unidade viva que é a floresta, e a circunstância de que a grande força de expansão das chamas resulta de um calor no qual se fundem e se multiplicam as incontáveis chamas das diversas árvores, tudo, enfim, contribui para que o incêndio da floresta seja um fato único, englobando numa realidade total os mil incêndios parciais, por mais diferentes, aliás, que cada um destes seja em seus acidentes”.   https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR.pdf

     Aqui fica, portanto, indicado à reação conservadora que se levantou no Brasil — em defesa dos Valores Morais, em defesa da nossa Soberania, em defesa da propriedade privada, em defesa da nossa Amazônia — há também (em oposição ao pack da esquerda)  uma unidade indestrutível na reação conservadora e assim o Brasil ainda será um grande País!

       Que a Divina Providência, a rogos de Nossa Senhora Aparecida guie, oriente e fortaleça o Brasil na realização de sua providencial missão.

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