É frequente vermos na mídia nacional e internacional artigos a respeito do conservadorismo, tradicionalismo, populismo. Conservadorismo europeu, americano, brasileiro; e os temas conexos como revolucionário, reacionário.

      Assim, tivemos nesta semana, para citar alguns jornais, The Economist “A Crise global do conservadorismo”,  “Conservadorismo tradicional perde espaço” (Washington Post) e “Quem é conservador?” (Folha), Contardo Calligaris, do qual destaco essas frases: “Há muitas coisas que gostaria de preservar, embora não todas. Há muitas coisas que gostaria que mudassem, embora não todas. E há muitas coisas contra as quais reajo, desejando que o mundo volte atrás no tempo. Mas parece que reacionário, hoje, não designa quem reage, mas o simétrico de revolucionário, ou seja, revolucionário quer que tudo mude, reacionário quer que tudo volte para trás”.

         Para o nosso Brasil que prostrou por terra o jugo petista (e o falso Centrão) nada nos pareceu mais apropriado do que as definições claras, precisas, sintéticas do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a respeito de tradicionalismo, conservadorismo, progresso, revolucionário, reacionário:

       A Contra-Revolução é um esforço em função de uma Revolução

          “A Contra-Revolução, como vimos, é um esforço que se desenvolve em função de uma Revolução. Esta se volta constantemente contra todo um legado de instituições, de doutrinas, de costumes, de modos de ver, sentir e pensar cristãos que recebemos de nossos maiores, e que ainda não estão completamente abolidos. A Contra-Revolução é, pois, a defensora das tradições cristãs”.

  1. Falso tradicionalismo

        “O espírito tradicionalista da Contra-Revolução nada tem de comum com um falso e estreito tradicionalismo que conserva certos ritos, estilos ou costumes por mero amor às formas antigas e sem qualquer apreço pela doutrina que os gerou. Isto seria arqueologismo, não sadio e vivo tradicionalismo.

  1. A Contra-Revolução é conservadora

        “A Contra-Revolução é conservadora?  Em um sentido, sim, e profundamente. E em outro sentido, não, também profundamente. Se se trata de conservar, do presente, algo que é bom e merece viver, a Contra-Revolução é conservadora.

        “Mas se se trata de perpetuar a situação híbrida em que nos encontramos, de sustar o processo revolucionário nesta etapa, mantendo-nos imóveis como uma estátua de sal, à margem do caminho da História e do Tempo, abraçados ao que há de bom e de mau em nosso século, procurando assim uma coexistência perpétua e harmônica do bem e do mal, a Contra-Revolução não é nem pode ser conservadora.

  1. A Contra-Revolução é condição essencial do verdadeiro progresso

        “A Contra-Revolução é progressista?  Sim, se o progresso for autêntico. E não, se for a marcha para a realização da utopia revolucionária.

   “Em seu aspecto material, consiste o verdadeiro progresso no reto aproveitamento das forças da natureza, segundo a Lei de Deus e a serviço do homem. Por isso, a Contra-Revolução não pactua com o tecnicismo hipertrofiado de hoje, com a adoração das novidades, das velocidades e das máquinas, nem com a deplorável tendência a organizar more mechanico a sociedade humana. Estes são excessos que Pio XII condenou com profundidade e precisão.

             A Contra-Revolução e os valores da alma brasileira

      “E nem é o progresso material de um povo o elemento capital do progresso cristãmente entendido. Consiste este, sobretudo, no pleno desenvolvimento de todas as suas potências de alma, e na ascensão dos homens rumo à perfeição moral. Uma concepção contra-revolucionária do progresso importa, pois, na prevalência dos aspectos espirituais deste sobre os aspectos materiais. Em conseqüência, é próprio à Contra-Revolução promover, entre os indivíduos e as multidões, um apreço muito maior por tudo quanto diz respeito à Religião verdadeira, à verdadeira filosofia, à verdadeira arte e à verdadeira literatura, do que pelo que se relaciona com o bem do corpo e o aproveitamento da matéria”.https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR.pdf

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           A mídia “revolucionária” já inventou outro jargão — “populismo” — com o qual pretende soterrar todas as boas iniciativas, que estão em curso no Brasil, como por exemplo, a revogação de conceitos esquerdistas — “ideologia de gênero”, “estatuto da diversidade”, “direitos reprodutivos” — todos eles demolidores da família, da tradição cristã do povo brasileiro.

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