O “Consenso de Brasília” — oposto à opinião da maioria…

    Paulo Roberto Campos

    Na 11ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, algumas dirigentes aplaudem elas mesmas pela “resolução” do “Consenso de Brasília”. À direita, a ministra Nilcéa Freire. (fotos: Elza Fiúza / Abr – 11-7-10)

    Anteontem postamos a matéria abaixo sobre o documento denominado — indevidamente e sarcasticamente — “Consenso de Brasília”.

    Nele o correspondente para a América Latina, Matthew Cullinan Hoffman, desenvolve a questão “resolvida” (entre quatro paredes) apenas entre os participantes da XI Conferência Regional sobre as Mulheres da América Latina e do Caribe (CEPAL), mas que desejam fazer crer que se trata de um “consenso”… Um “consenso” que não tem o consentimento da maioria… Uma ironia?

    Cabe outra pergunta: Será que o governo petista imagina que o povo brasileiro é tolo? Pois, de um lado, dizem que retirariam do “Programa Nacional de Direitos Humanos” o projeto que visa a despenalização do aborto, e, de outro lado e oficialmente, a própria ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, propugna na CEPAL (realizada em Brasília) a dita despenalização!