“…colocando o PNDH-3 em prática sem que ele tenha sido aprovado, em claro desafio ao cristianismo, que deve ser o orgulho de nossa Pátria.”

Leo Daniele

O grande edifício pegou fogo. Uma mega-chama expelindo enorme massa de fumaça negra podia ser vista em toda a cidade. O incêndio arriscava propagar-se rapidamente. Mas o tráfego de carros e de transeuntes continuou a fluir como se nada tivesse acontecido. Nada de sirenes nem de repórteres nem de televisão.

A cena descrita e a reação – ou melhor, falta de reação – do público não lhe parecem estranhas, leitor amigo? Contudo, de certa forma, isto aconteceu. Ou melhor, ainda está acontecendo. Não no campo das ocorrências metropolitanas, mas no terreno sensível da moral e dos costumes. Veja esta notícia:

“Um acontecimento inédito no Pará: nove casais homossexuais assinaram um contrato de união estável homoafetivo. A cerimônia aconteceu na noite de ontem, em uma boate GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgênicos) de Belém” (“O Diário do Pará”, 29/06/2010).

O jornal – parece que o único a ocupar-se do assunto – esclarece que o contrato assinado pelos homossexuais lhes assegura uma série de direitos, como adoção, sucessão de bens e questões previdenciárias.

Não nos consta que, com exceção da mídia do Pará, o caso tenha repercutido na imprensa ou na TV.

“A união foi oficializada pela Defensora Pública do Estado e contou com a presença da vice-prefeita de Ananindeua, Sandra Batista, que foi madrinha dos casais. A juíza Rossana Parente presidiu a cerimônia e disse que o acontecimento significa um grande passo”.

“Um grande passo”, sim, mas para o abismo! Pois de cá, de lá e de acolá, o fato – que repete outras ocorrências menos sensacionais – vai se verificar novamente. E o casamento homossexual, tal como previsto no PNDH-3, estará menos distante de nossa Pátria.
Sem estardalhaço nem debate, uma página deste plano vai sendo implementada. Nas trevas e no semi-silêncio.

Mas se eles precisam das trevas e do silêncio, saibamos fazer algo que atrapalhe seus planos. Se eles entram pelo alçapão, façamos que saiam pelo portão principal. Desvendemos o malicioso jogo; ponhamos a boca no trombone; denunciemos esta maneira de ir impulsionando a depravação e colocando o PNDH-3 em prática sem que ele tenha sido aprovado, em claro desafio ao cristianismo, que deve ser o orgulho de nossa Pátria.