Os direitos da Igreja de evangelizar os povos

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Nesses tempos de pandemia em que tantos do Poder Civil, no Ocidente, se julgam no direito para subjugar o Poder Espiritual -- e recordemos com tristeza -- tantos na Hierarquia Católica se submetem de bom grado e curvam a cabeça, a ponto de nos privar das Cerimônias, dos Sacramentos, até na Semana Santa e Páscoa, é oportuno lembrar alguns princípios profundamente antiliberais.


"Duas japonesinhas no encanto e na inocência de sua tenra idade. Seus trajes são recatadíssimos, e  constituem vigorosa lição para os nudistas neopagãos das praias do Ocidente."
"Pelo contrario, este monstro em cuja máscara se instalaram todos os vícios, a ira, a lubricidade, o descomedimento, a insensatez, parece bem digno de participar num culto diabólico: é um dos figurantes de danças budistas no Tibet." https://pliniocorreadeoliveira.info/ACC_1956_064_Retid%C3%A3o_natural_e_satanismo.htm
                                                                                  
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Extraímos alguns trechos de um artigo do Prof. Plinio sobre a colonização que o Ocidente promoveu junto a Nações da gentilidade.

O artigo trata de erros provenientes dos gérmens da Revolução Francesa que tantas vezes acompanharam a colonização. Mas esse não é o objetivo destas notas. O leitor poderá encontrá-los em https://www.pliniocorreadeoliveira.info/1952_017_CAT_Revolu%C3%A7%C3%A3o_bolchevizante.htm

Destacamos somente a parte que se aplica aos direitos da Santa Igreja que derivam do Mandato divino: Ide e evangelizai todos os povos, batizando-os em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo.
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Ação missionária da Igreja

"Nenhum povo tem o direito de levar tão longe sua própria liberdade de pensar e viver à sua guisa, que desobedeça à Lei de Deus. 

"Às nações pagãs não é lícito fechar-se aos que em nome de Jesus Cristo lhes vão anunciar a Boa Nova. Cada vez que um missionário bate às suas portas, vai assistido pela graça de Deus, que dá a todo pagão as luzes necessárias para perceber — se estiver de boa fé — que aquele é um ministro da verdadeira Religião. Assim, se o enxota, não será, ao menos na imensa maioria dos casos, por ignorância mas por pecado. E, esgotados os meios suasórios, devem as nações cristãs usar da força para obrigar os governos pagãos a dar aos enviados de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santa Igreja o direito de exercer livremente a missão que lhes conferiu o próprio Deus. Admitir o contrário seria afirmar que é preciso obedecer mais aos homens do que a Deus."

"Assim, se um povo tem leis que violam o Decálogo, se manda queimar as viúvas junto à sepultura do marido, se admite a poligamia, o infanticídio, o poder de vida e de morte dos senhores sobre os escravos, etc., é um direito e um dever das nações civilizadas, de lhe impor o cumprimento da Lei de Deus. E se um povo obsta a entrada de missionários, é igualmente um direito e um dever das nações católicas empregar seu prestígio e até fazer uso da força se necessário, para assegurar a liberdade dos ministros da Igreja."

"O uso da força conduz evidentemente, em muitos casos, à conquista. Os meios desta conquista, entretanto, devem ser leais e brandos. Leais, no sentido de que não devem consistir em mentira, em fraude, para criar situações que se prestem, por sucessivos abusos, a uma total vitória. Não é por meio de violações das Leis de Deus que os católicos hão de adquirir sobre os outros povos um domínio destinado a levar estes últimos a obedecer à mesma Lei. Seria uma incoerência monstruosa. 

"Devemos ser guerreiros cheios de nobreza e de sinceridade. E também devemos ser brandos, no sentido de que o uso da força não deve ir além do necessário para a conquista, de sorte a assegurar tanto quanto possível caminhos abertos para que reine a caridade entre vencedores e vencidos.

"A vitória, alcançada em nome de Jesus Cristo, não deve caber senão à Santa Igreja. O povo vencedor tem o direito — é certo — de se pagar dos gastos e prejuízos da guerra. Mas não deve levar além disto a exigência de compensações. Poderá manter sobre o povo vencido uma tutela política que será legitimamente mais extensa, ou menos, conforme a conduta deste último. Mas não poderá nem deverá transformar a nação vencida em mera fonte de lucro. 

"O espírito de sua dominação deve ser fraternal, como de um irmão que admoesta — se necessário com inflexível vigor — seu irmão mais moço. Nunca como um senhor que governa um escravo. Por Isto, o povo vencedor não imporá seus costumes, nem sua lei, nem sua cultura. 

"Assegurará apenas à Igreja a liberdade e a autoridade necessária para elevar e santificar com os fermentos da graça e da verdade as leis, costumes e cultura típicos do país vencido."
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Se justifica, pois, em uma pandemia a ditadura do Poder Civil sobre a Igreja? O Estado existe para garantir a liberdade da Santa Igreja. Imaginar o contrário seria voltar aos tempos de Nero, da Revolução Francesa, de Stalin ou Hitler. Ou, atualizando os dados, é o que acontece na China de Xi Jinping e alguns Estados de nossa Federação em que Prefeitos e Governadores se arrogam poderes ditatoriais de fechar as igrejas.

Fonte: https://www.pliniocorreadeoliveira.info/1952_017_CAT_Revolu%C3%A7%C3%A3o_bolchevizante.htm

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