William Gossett

( Tarduzido do blog Return to Order )

pokemon-1543353_1920-300x200Já nas primeiras semanas de seu lançamento, Pokémon Go, o novo jogo para smartphones, se tornou a última moda em todo o mundo. Parece ser um jogo inocente, grande meio de comunicação social, e um jeitinho fantástico de tirar todo mundo do sofá. Porém, chega-se a uma conclusão diferente quando se analisa o efeito negativo deste jogo sobre as pessoas e a sociedade.

Trata-se de um jogo para celular, com realidade aumentada baseada em localização. Ele usa a câmera do smartphone para projetar no jogo a imagem de um Pokémon, criatura virtual. O objetivo é capturar o maior número dessas criaturas quanto possível e combater os monstros Pokémon de outras pessoas. O campo de jogo é a própria localização dos jogadores e seus arredores.

Que mal poderia fazer as pessoas viajarem pela cidade coladas a um celular, procurando criaturas fictícias? Problemas começaram a surgir já nos primeiros dias do lançamento.

Muitas pessoas têm relatado que torceram seus tornozelos, arrebentaram canelas, cortaram as mãos e sofreram outras lesões por estarem mais preocupados em achar os Pokémons do que olhar onde pisavam. [1]

Mas o problema não fica só em tornozelos torcidos e pernas machucadas: criminosos passaram a usar o jogo para atrair e roubar novas vítimas. No condado de Saint Louis, no Missouri – Estados Unidos –  por exemplo, três criminosos adolescentes enviaram alerta aos jogadores da área indicando a possível presença um monstro para caçar. Em vez de achar monstros, os jogadores encontraram assaltantes armados. [2]

Todos esses casos são motivo de preocupação. No entanto, o fenômeno está produzindo problemas ainda mais graves.

O Pokémon Go está causando distúrbios ao mobilizar multidões de jogadores que se lançan por aí buscando os assim chamados raros monstros virtuais. Casos já foram registrados em DeKalb, Illinois, e em Nova York.

Em Illinois, multidões se reuniram à uma hora da manhã procurando freneticamente o monstro “Snorlax”. [3]  No Central Park, em Nova York, centenas de jogadores foram vistos em debandada pelas ruas colados aos seus telefones procurando outro Pokémon raro. Isso causou engarrafamentos porque as pessoas deixavam seus carros no meio da rua e seguiam a multidão com seus telefones.[4] Tudo por um monstro virtual!

O fato de que tal jogo esteja ganhando tanta atenção no mundo todo é desconcertante. Acontecimentos de importancia global não produzem nem de longe a emoção despertada por este joguinho. O que dizer dos vários tiroteios contra policiais em Dallas e em Baton Rouge? E sobre o recente ataque terrorista do IS em Nice, França, ainda os numerosos e constantes ataques em solo americano? Por que é que este jogo está absorvendo a atenção e as atividades de tantos jovens e velhos, mais do que estes eventos históricos e devastadores? Pokémon Go parece anestesiar as pessoas e impedi-las de pensar sobre a gravidade de tais acontecimentos.

Poderia alguém imaginar centenas de pessoas correndo pelas ruas a todo momento para protestar contra os milhares de cristãos sendo mortos por sua fé? Ou ainda para defender e proteger inocentes nascituros contra o aborto?

Ao invés de um jogo inocente com pequenos monstros “engraçadinhos”, o Pokémon Go é um problema muito sério e profundo que afeta nossa sociedade atual. O jogo está levando a sociedade a uma espécie de tribalismo cibernético em que o jogo/smartphone é o xamã, e os jogadores são súditos voluntários e obcecados, prontos a obedecer qualquer palavra de ordem.

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Referências: 

  1. Associated Pressartigo publicado pelo New York Post, “Playing Pokemon Go is becoming dangerous” athttp://nypost.com/2016/07/09/pokemon-go-is-afflicting-players-with-real-world-injuries/, acessado 18 de julho de 2016.
  2. Ryan W. Miller,USA Today, “Teens used Pokémon Go app to lure robbery victims, police say” athttp://www.usatoday.com/story/tech/2016/07/10/four-suspects-arrested-string-pokemon-go-related-armed-robberies/86922474/, acessado 18 de julho de 2016.
  3. Newsflare.com, “Pokemon Go – Snorlax hunt at 1 am”http://newsvideo.su/video/4707716, acessado 18 de julho de 2016.
  4. “Pokemon Go – Vaporeon stampede Central Park, NYC,” YouTube video, 0:41, posted by “Dennis450D,” July 15, 2016 athttps://www.youtube.com/watch?v=MLdWbwQJWI0.

(*) Tradução de José Aloisio Aranha Schelini

2 COMENTÁRIOS

  1. Se pessoas se machucam jogando o jogo, é porque são desatentas e lesadas. Sobre os ladrões utilizarem a localização de “pokestops” para roubar pessoas, bom, o problema não esta no jogo e sim na segurança pública horrível que o país oferece, o jogo é bom. Socializa pessoas, incentiva sair de casa e consegue formar novos amigos e relacionamentos. Muitas pessoas que tinham depressão e problemas de socialização estão melhorando com o jogo.

  2. O POKEMON SERIA UM JOGUINHO TÃO INOCENTE…
    SERÁ MESMO?
    Pokémon é abreviação de Pocket Monsters e diversos o consideram algo satanista, como são a maioria absoluta de desenhos “infantis”, alguns até com mensagens esotéricas perceptíveis e instigando as crianças a repetirem palavras de invocação e/ou pedirem proteção aos “espíritos, bruxinhos, entidades do bem, protetoras” etc.
    As “conexões” mais possíveis entre Pokémon e o satanismo seriam:
    Os monstrinhos Pokémon seriam demônios, são capturados e invocados para fazer o mal e alguns Pokémon, como Murkrow e Darkrai, representariam bruxas, fantasmas e demônios.
    Outro ocultismo também são aplicados ao jogo, como exemplo o incenso, para atrair os monstrinhos, e também desmistificar aos poucos a palavra monstro, como algo também bom.
    Os cristãos precisam discernir que as inovações tecnológicas se usadas em demasia – são super cativantes e cooptadoras das mentes – aparentemente inofensivas, não agregam nada à instrução e à fé cristã, menos ainda à vida espiritual!
    Não seria mais um dentre outros esquemas para desviarem as mentes para o niilismo, agarrando-se cada vez mais ás inovações tecnológicas que nos apresentam a cada dia!
    Essa e mais diversões, uma atrás da outra, os globalistas usariam os incautos de massa-de-manobra de uma elite que só precisa de nossa distração, falta de discernimento para nos enganar e fazendo-nos reféns de escravização no material-ateísmo.
    Há alguns santos que relacionaram a perda da fé de forma maciça no tempo da alta tecnologia, como Santa Hildegarda que previu antecipadamente que no tempo do avanço tecnológico, laicismo, decadência dos costumes, e então o castigo tremendo!
    Quer prova maior de decadencia religiosa-ético-moral de termos a maioria da mulheres vestidas ultra imodestas – a começarem das idosas, as mais novas então… – em todos os lugares, diversas até dentro da igrejas iguais ou piores que diversas prostitutas, sem o mínimo pudor?!
    O pior, de tão alienadas que estão, achariam estarem “arrasando” nas ruas pelo visual atraente, embora erótico, enquanto isso, instigam maus pensamentos e atiçando até à cobiça sobre elas!
    Daí que, além dos muitos pecados que cometem por esses escãndalos, além das proprias faltas, prestarão contas de cometidos por outros, dos quais compartilharam por terem se feito objetos atiçadores de cobiça e despertado até desejos libidinosos em outrem!
    Até hoje, no caso acima, nunca, jamais ouvi numa homilia algo correlacionado nas igrejas, nem em boletins paroquiais em muitas centenas de S Missas, que recorde!

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