Numa conversa de jantar, um amigo que tem o bom gosto de ser grande admirador das Catedrais Medievais, relatava como se construiu Chartres: a catedral nasceu de um flash (*), “um profundo fervor popular” que animou seus construtores no espaço de 26 anos.

No século XII, 34 catedrais góticas

É no século XII que os franceses começam a construir 34 majestosas catedrais góticas que ainda pontuam o seu território.

“Foi em Chartres (França) que vimos pela primeira vez homens arrastando à força, carroças carregadas de pedra, madeira, comida e todas as provisões necessárias para o trabalho da igreja, das quais estava levantando as torres”.

“Em toda parte humildade, dor, arrependimento em todos os lugares, esquecimento de insultos, gemidos e lágrimas por toda parte. Podemos ver homens, até mulheres, arrastando-se de joelhos pelos pântanos enlameados e batendo duramente nos peitos, pedindo graças ao céu, tudo isso na presença de muitos milagres que provocam canções e gritos de alegria.”

“Quem não viu essas maravilhas jamais as verá novamente, não apenas aqui, mas na Normandia, em toda a França e em muitos outros países”.

Chartres, como se sabe, abriga a relíquia sagrada conhecida como “Véu da Virgem” ou “Túnica Sagrada”, uma doação do rei Carlos, o Calvo, neto de Carlos Magno.

A reconstrução de Notre Dame e o flash medieval

      A França reconstroi, e o orbe acompanha, a restauração de Notre Dame — vítima de um formidável incêndio em abril e que só não a arrasou completamente graças à heróica ação de bombeiros franceses. Naquele abril, levantou-se um clamor universal por essa relíquia medieval, fruto de um flash no século XII.

Haverá novamente um renascer desse “profundo fervor popular” que animou seus construtores medievais? É o que mais desejamos: que deste incêndio (que pode ter sido criminoso) renasça na França e no mundo católico o flash que edifica catedrais, cidades, e sobretudo restaura nos homens a Fé de outrora.

Os artífices do Sínodo da Amazônia teriam abortado a Idade Média

Certamente essa restauração (da Fé de outrora) é o que mais temem os progressistas, a esquerda, e a nova missiologia que anima o Sínodo Pan Amazônico. Se a mentalidade que anima os protagonistas desse Sínodo (incluindo o Vaticano) vigorasse no século XII não teríamos Chartres, Notre Dame, nem todas as outras maravilhas da Idade Média. O rei Clovis não teria se convertido, nem teria sido batizado por São Remígio, os francos continuariam na sua barbárie e a França jamais teria sido a Filha Primogênita da Igreja.

Felizes os tempos da Fé medieval, naqueles séculos não havia progressismo, nem esquerda católica, nem teologia da libertação, nem missionários que se recusam a evangelizar e edificar a civilização católica.

(*) Flash, uma graça que esclarece, ilumina, deslumbra

Fonte: https://us3.campaign-archive.com/?e=1a3ed74a62&u=bbaf519c73482457368060b5b&id=042d2eff09

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