Hong Kong bate todos os recordes em manifestações populares: quase um quarto da população saiu às ruas para protestar contra as constantes e crescentes ingerências do ditador Xi Jinping em assuntos locais.

      Em artigo para o NYT, Austin Ramzy, escreve: “Quando o Reino Unido devolveu Hong Kong para a China, em 1997” … foi um momento de “inquietação para um território que desfrutava de uma liberdade e prosperidade maiores do que a própria China”.

 

A China não cumpriu a promessa de eleições diretas em Hong Kong

      Continua o NYT: “A posição controladora da China ficou cada vez mais clara desde que Xi Jinping chegou ao poder, em 2012.

     “A Basic Law, que equivale a uma Constituição do território, que entrou em vigor em 1997, declara que “o objetivo derradeiro” é o chefe do Executivo e todo o Parlamento de Hong Kong serem escolhidos pelos eleitores.

     “Em 2007, quando a China estava sob o comando de Hu Jintao, estabeleceu-se uma data para a eleição, declarando que o chefe do Executivo seria eleito diretamente em 2017, seguido por todo o Legislativo. Isso não ocorreu.

     “Em 2017, o chefe do Executivo foi mais uma vez escolhido por uma comissão que sempre atendia aos desejos de Pequim. E quase metade do Legislativo é formada por representantes escolhidos por setores profissionais – e não pelos eleitores.

   Pequim antes endossava uma forma de eleição direta no território, mas com uma contrapartida: os habitantes de Hong Kong poderiam escolher por voto o seu líder, mas apenas de uma lista de candidatos aceitos pelo Partido Comunista.

A China interfere no Judiciário de Hong Kong

     Continua o NYT: “O Judiciário de Hong Kong é o mais respeitado entre as instituições locais. Seus juízes, quase todos formados na Inglaterra, costumam emitir decisões que protegem as liberdades civis. Pequim prometeu proteger isso, mas vem restringindo os poderes dos magistrados.

     “O governo central (Pequim) deixou clara sua visão num artigo no qual os juízes são chamados de “administradores” que precisam ser patriotas e para os quais “amar o país” é uma exigência política. Embora muitos observadores afirmem que os tribunais de Hong Kong continuem independentes, a fragilidade fundamental é que Pequim continua atuando como Suprema Corte, decidindo como as leis devem ser interpretadas”. https://www.nytimes.com/2019/07/01/world/asia/china-hong-kong-protest.html

Projeto de Lei de extradição

          As recentes manifestações populares em Hong Kong, — as maiores desde que a cidade foi devolvida à China em 1997 em decorrência do acordo com a Inglaterra — contra o projeto de Lei “para permitir que suspeitos sejam extraditados à China continental”, vêm mais uma vez, confirmar que o acordo com países comunistas (no caso, a China) são “farrapos de papel” que eles rasgam quando lhes for conveniente.

Segundo informe da REUTERS, 10 de junho, o “projeto de lei desencadeou uma oposição excecionalmente ampla de empresários e advogados normalmente pró-establishment a estudantes, figuras pró-democracia e grupos religiosos que temem a erosão da autonomia legal de Hong Kong e a dificuldade de obter até mesmo proteções judiciais básicas na China continental”.https://ipco.org.br/gigantescas-manifestacoes-em-hong-kong-contra-a-influencia-chinesa/#.XRtn2-hKiUk

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    Lições da História: assim é a China que acena para o Brasil prometendo relações comerciais “sem viés ideológico”

        Esta é a China que sorri para o Brasil (ou melhor para as riquezas do Brasil). Em recente viagem do general Mourão à China, assim se expressou o presidente vitalício (ditador) Xi Jinping: “Os dois lados devem continuar discutindo com firmeza as oportunidades e os parceiros um do outro para o seu próprio desenvolvimento, respeitando-se, confiando um no outro, apoiando-se mutuamente e construindo as relações China-Brasil como modelo de solidariedade e cooperação entre os países em desenvolvimento (sic)”. https://veja.abril.com.br/mundo/xi-diz-a-mourao-que-china-e-brasil-devem-se-ver-como-oportunidade/

          Saibamos defender nossa soberania, nosso território, nossa independência. Saibamos bem conhecer aquela China que se gaba de ser o “maior parceiro comercial do Brasil” e que pretende envolver na “nova rota da seda” nosso País — o qual é chamado pela Providência a liderar as Nações no anticomunismo e na defesa dos Valores Morais.

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