Foto: Manoel Marques

LEI DA SELVA
Lula na comemoração da demarcação da Raposa Serra do Sol, que feriu o estado de Roraima

Notalatina traz em seu Blog (7/5/10) um assunto que merece toda a atenção do agropecuarista, pois trata-se de mais um crime do Governo contra a propriedade privada da terra.

Chávez descaradamente “expropria” terras e empresas, enquanto o governo brasileiro cria kolkhozes, no mais puro estilo stalinista, disfarçados sob o nome de “comunidades” indígenas e quilombolas.

Em Bagé (RS) existe uma comunidade afro-descendente: Quilombo de Palmas, na localidade de Pedreira.
Ali conviviam há séculos, em perfeita harmonia, proprietários brancos e negros, até que o governo federal resolveu criar a discórdia colocando uns contra os outros.
As criações de falsos quilombos por todo o território nacional vêm sendo postas em prática pelo governo federal, e disto a revista Veja desta semana fez uma longa matéria sob o titulo.
“A farra da antropologia oportunista”.

Em meados de abril ultimo, apareceu em Palmas Reginete Souza Bispo, Assessora de Comunicação da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS, querendo reunir-se com a comunidade negra.

Como muitos negros proprietários de terra tinham suas terras herdadas de antepassados, mas sem documentação que provasse a posse, aceitaram reunir-se com a tal assessora.

Eles pensavam, ingenuamente, que o governo iria facilitar a regularização da documentação, mas não foi exatamente o que esta senhora foi fazer lá.

Reginete veio espalhar a cizânia, criar o racismo do negro contra o branco e oficializar os kolkhozes brasileiros.

Para quem não sabe, “kolkhozes” eram as fazendas coletivizadas por Stálin na ex-União Soviética.

Daniel Ribeiro Franca, proprietário de 18 hectares, já tem a escritura de suas terras, mas foi à tal reunião, quando ficou sabendo que a proposta trazida pela comissária do povo, digo, a representante do governo era de oficializar mais um Quilombo e coletivizar as terras.

Ora, para quem conhece a história da Rússia stalinista sabe que “coletivizar” terras significa torná-las TODAS propriedade do Estado, onde os habitantes apenas podem nela viver e plantar, NUNCA podendo fazer qualquer transação se assim lhe houver por bem.

Todos os participantes haviam assinado um documento que – só depois – entenderam tratar-se da aceitação coletiva da desapropriação das terras dos ruralistas brancos, para dar aos negros do Quilombo.

Ao perceberem a farsa criminosa, 58 dos 62 proprietários negros, organizados por Daniel, assinaram outro documento no qual se declaram ultrajados pela proposta, além de afirmarem que não têm qualquer interesse em tomar as terras de nenhum proprietário branco, de quem são amigos e parceiros.

Para corroborar a farsa, um blog intitulado “Coletivo Catarse” publica uma nota mentirosa dando a versão da comissária do povo, Reginete, em cuja entrevista afirma que “os fazendeiros estão fazendo vigília na entrada do quilombo há 15 dias” e que a comunidade corre sérios riscos em seu território “com a presença dos ruralistas fiscalizando o movimento de quem passa para impedir que o INCRA acesse o quilombo”.

No final do texto há uma nota informando que “não foram utilizados depoimentos dos quilombolas neste vídeo por solicitação dos mesmos, que temem por represálias por parte dos ruralistas”, mas Daniel Franca desmente cabalmente esta afirmação em sua entrevista.

Dias depois houve outra reunião com a comissária do povo; entretanto, nesta só participaram os negros que querem ganhar terras sem ter feito NADA para merecê-la.

Segundo uma amiga ruralista, o Sindicato Rural de Bagé pretendeu participar da reunião mas foi barrado, assim como Daniel.

Por sorte, o senhor Favorino Collares, um ruralista branco, conseguiu participar e depois contou que foi literalmente massacrado pela comissária do povo, Reginete, que lhe dizia que ele “havia roubado as terras dos negros” e que teria que devolver de qualquer maneira, que ele “não tinha direito às terras” pois pertenciam aos negros e que o Brasil tem “uma dívida histórica com este povo e vai ser paga”, quer eles gostem ou não.

Daniel Franca é negro e pertence com orgulho à Comunidade do Quilombo de Palmas, mas é um homem íntegro que diz nunca antes ter tido ou havido qualquer problema com seus vizinhos brancos, ao contrário!

Tudo o que ele e os 58 assinantes do documento querem, é ver as terras de quem não tem escritura legalizadas, mas se opõem radicalmente a tomar as terras dos vizinhos pelo simples fato de serem brancos.

Ninguém tem culpa disto e a terra deve ser de quem a cultiva e trabalha duro, como ele, e os outros proprietários, negros e brancos.

Daniel ofereceu uma excelente entrevista à Rádio Difusora de Bagé, que o Notalatina publica e pede aos seus leitores que dêem ampla divulgação, pois isto é um caso gravíssimo que não está sendo divulgado pela grande imprensa.

O mérito do áudio é do meu amigo e assessor de informática, Alex, proprietário dos excelentes blogs “Cavaleiro do Templo” e “Verdade e Liberdade Online”, que conseguiu transformar a entrevista em MP3, publicadas já em seus dois blogs.

Ouçam a esclarecedora entrevista de Daniel Franca que de maneira clara a transparente se opõe a mais uma farsa criminosa do Governo petista.

Vá ao Blog http://notalatina.blogspot.com e ouça o MP3 com a esclarecedora entrevista com Daniel Franca.

Fonte: Notalatina – 7/5/10

Leia na integra como o PNDH-3 fará disto uma realidade no Brasil!

6 COMENTÁRIOS

  1. Sugiro que a população desse estado vote em outros políticos, já que não aceitam as ideias desse governo. Afinal, o povo brasileiro é miscigenado, não há mais quilombo dos Palmares, isso só foi naquela época, séc.XIX. Hoje, cada brasileiro com iguais direitos e deveres trabalha e conquista seus bens, comprando-os, como qualquer cidadão honesto deve fazer, em qualquer lugar do Brasil, com o dinheiro do seu trabalho honesto. Não sou favorável à paternalismos, mas à Justiça como um todo, fruto do bom caráter, do respeito para com todos, também para com quem adquire sua terra lícitamente, sem invasões ou tomadas de quem as tenha comprado legalmente.

  2. sou nascido e criado nesta região. Por anos tenho observado o esforço deste povo por melhores condições de vida como um todo, negros e brancos. E quando a separação racial e social chegou a seu fim, pessoas de má fé se achegaram a região e, dispondo de instrumentos humanos dispostas a tomar a frente pela “causa” instalaram um estupim que agora culmina com o término da paz e da boa relação vizinhal que havia ali. Seja ressaltado que as pessoas da linha de frente da organização quilombola não representam a opinião amplamente evidente da comunidade geral, brancos e negros. Quem foi criado ali sabe que a cerca de quinze anos as separações raciais e sociais têm definhado na região. Agora porém, por conta de pessoas mal intencionadas e que nada tem a ver com aquele povo, houve uma ruptura grave naquela sociedade, onde só o futuro irá dizer qual o tempo para cicatrizar essa ferida….emfim, um aterrador absurdo pelos olhos de quem é daquele lugar!

    • Elias, seu testemunho é mais uma importante prova do desacerto das medidas baseadas na ideologia socialista de distribuição de terras sob qualquer pretexto.

  3. Conforme a Enciclopédia Barsa, edição de 2004, “nos últimos anos do século XX existiam cerca de 400 comunidades negras, das quais cem eram remanescentes dos quilombos”. O Decreto 4887 de 20-11-2003, entrou em vigor imediatamente, coincidentemente, após a ratificação da Convenção 169 da OIT. Devido a inércia do Estado, os títulos de propriedade não foram emitidos conforme dispositivo constitucional sobre quilombolas e durante esta vacância movimentos organizados (ONGs) foram construindo um novo conceito de quilombola em acordo com Convenção da OIT e Decreto Presidencial. A partir de 1994 a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) passou a definir quilombo como toda comunidade negra rural que agrupe descendentes de escravos. Observa-se que a Convenção 169 da OIT não tem força de Emenda Constitucional, pois foi aprovado por Decreto Legislativo e Promulgado por Decreto 5051 de 19 de Abril de 2004. Comunidades de negros não quilombolas foram agregados em torno de um mesmo movimento a partir da definição da ABA. Neste sentido toda pessoa de etnia negra rural seria quilombola. Não existe definição da ABA sobre seus descendentes que vivam em comunidade urbana, o que se daria no passo seguinte deste processo. O ato do Poder Constituinte Originário (1988) via o quilombola em sua definição histórica, conforme constatado na Barsa, acima, e pretende atuar sobre a historia passada e não legisla sobre o futuro, anterior a definição da ABA.
    O fundamento de muitas das decisões do Judiciário sobre os quilombolas se baseia no pensamento do Sociólogo Português Boaventura Santos. Diz um destes acórdãos: “A disposição contida, pois, no art. 68 do ADCT não se encontra isolada no contexto constitucional do continente americano. Ademais, insere-se dentro de uma significativa alteração que vem se dando rumo a uma nova forma de constitucionalismo, que assume a plurinacionalidade, a pluriculturalidade, a plurietnicidade e a interculturalidade dos países e que põe em discussão, pois, a simultaneidade de tradições culturais no mesmo espaço geográfico, o pluralismo jurídico, a ressignificação de direitos coletivos, a democracia intercultural, a territorialidade, a inclusividade cultural e um grau razoável de incertezas e instabilidades”. Qualquer brasileiro de conhecimento médio sabe que a construção de nossa Historia e nossa cultura Colonial e Imperial diferem substancialmente da formação Histórica e cultural dos demais países sul americanos. Mas a esquerda reescreve a nossa historia e nossos juristas, orientados por sociólogos e antropólogos de ONGs, acreditam.

  4. Ouvi a entrevista dada por esse quilombola Daniel. Ele é veraz e autenticamente sincero no que diz e demonstra a farsa arquitetada por orgnismos governamentais (para eles mentir não é pecado) no sentido de estabelecer (a ferro e fogo) a propriedade comunitária e fazer desaparecer a propriedade privada.

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