Missas ao ar livre, 45 manifestações orantes ocorreram em todo a França, comentaristas pró-católicos puderam expressar sua exasperação com regras “ridículas” e “inaplicáveis”, na grande mídia. O chefe do partido democrata cristão VIA, Jean-Frédéric Poisson, lançou um apelo à “desobediência civil”: Devem opor-se, se for preciso, à força de uma inércia não violenta, mas pesada.

Recordando, o governo francês decidiu recentemente, que a participação de fieis na Santa Missa não pode ultrapassar a 30 pessoas.

Em outras palavras, a reação católica quer fazer sentir ao governo francês — que se julga no direito de intervir até na Amazônia brasileira — os direitos da Santa Igreja face ao um estado jacobino e ateocrático.

Liberticismo, jacobinismo da ateocracia governamental totalitária

“Bernard Antony, presidente da AGRIF (que juntamente com outros obtiveram o retorno das missas públicas no final do primeiro confinamento em maio), emitiu um comunicado observando que a “humilhação” a que foram submetidos provavelmente encorajou os bispos franceses para reagir com muito mais firmeza do que tinham feito até agora. Ele escreveu:

“Qualquer que seja o resultado do processo sumário apresentado neste novo caso, AGRIF convida todos os seus membros e todos os católicos franceses a fazerem todo o possível para assistir à missa em grande número, pacificamente e em conformidade com as normas de segurança sanitária.”

A declaração do bispo de Montauban, D. Bernard Ginoux

Ainda segundo LifeSiteNews: “A declaração mais forte da parte dos bispos veio de Bernard Ginoux, bispo de Montauban, que desde o início desta crise tem defendido de forma muito consistente os direitos dos fiéis em relação à assistência à missa. Em uma carta ao seu clero e fiéis, ele escreveu:

“Caros párocos, queridos paroquianos,

“Nas decisões mais recentes do governo, somos obrigados a tomar nota das restrições às missas públicas. Lamento profundamente que o governo se recuse a ouvir a Igreja Católica e outros cultos e ignore abertamente o que a Eucaristia significa para nós. Limitar, independentemente do local, a participação na Missa a 30 fiéis é uma usurpação da liberdade de todos.

Depois de lembrar o princípio de que “a Igreja deve gozar de toda a liberdade de ação de que necessita para zelar pela salvação de homens”, prossegue o Bispo de Montauban:

“Da Lei de Separação da Igreja e do Estado (1905), segue-se que o governo não tem permissão para intervir no culto ou em suas modalidades, exceto em questões de ordem pública.

“As igrejas permanecem abertas, e os fiéis que desejam vir a elas podem fazê-lo, sem nenhuma autoridade com poderes para estabelecer uma proibição ou exigir que eles obtenham autorização para fazê-lo.”

É muito importante que os católicos guardem e sejam zelosos desse princípio: O Poder das Chaves concede a Pedro a decisão sobre as coisas espirituais e a Igreja não depende de concessão do Estado para existir ou ministrar os Sacramentos. Isso vale para o Brasil, para França, para a China de Xi Jinping, onde os católicos são duramente perseguidos.

Continua D. Bernard Ginoux: “A presença de fiéis em uma igreja não é em si uma desordem pública.”

“Por conseguinte, peço que as missas se resumam na diocese nas horas habituais de domingo, aplicando o protocolo de saúde em vigor (Circular Diocesana nº 3), que sempre respeitamos. Compete ao pároco ou ao seu delegado zelar para que sejam respeitadas as regras estabelecidas no protocolo de saúde.

“Se certas pessoas (celebrantes, atores litúrgicos, fiéis) forem multadas no final da missa, devem recusar-se a pagar a multa na hora. Peço que esses fatos me sejam transmitidos e instruirei o advogado da diocese a tratar desses casos.

Se alguns de vocês desejam celebrar uma missa extra no sábado à noite ou no domingo, façam-no provisoriamente de acordo com suas equipes pastorais.

“Encarrego-vos de tornar esta mensagem amplamente conhecida, como estou a fazê-lo em relação aos meios de comunicação.”

“Lamento profundamente que, em um país livre, tenhamos chegado a esse ponto. Uma pandemia assustadora não justifica um estrangulamento na missa. Rezo por todos vocês e confio-me às suas orações.

“No início deste tempo de Advento, convido-vos a olhar para a Virgem Maria, nossa Mãe, aquela que nos dá o Salvador, a nossa Esperança.”

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Segundo a notícia, “a conferência dos bispos franceses não se juntou ao apelo à desobediência civil. Um comunicado publicado na sexta-feira deixou claro que, embora as regras atuais com seu medidor de 30 pessoas sejam “nem compreensíveis nem aceitáveis”, “as regras fixadas pelo Primeiro Ministro estão em vigor, embora estejamos cientes das grandes dificuldades em que essas regras coloque os fiéis. ”

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Enfim, a Conferência dos bispos franceses toma uma posição semelhante à CNBB no Brasil.

Sirva a corajosa atitude de D. Bernard Ginoux um exemplo para todos nós. A Igreja sempre foi o maior baluarte na luta contra as epidemias. De sua ação temporal nasceram os hospitais e congregações religiosas especialmente voltadas a aliviar as dores do corpo.

A Igreja jamais procederá com uma atitude leviana face às epidemias. Ela tem a História de dois mil anos atestando seu amor ao próximo, por amor de Deus.

Fonte: https://www.lifesitenews.com/news/french-bishops-mobilize-against-30-person-rule-at-mass

 

1 COMENTÁRIO

  1. o eSTADO NÃO DEVE INTERVIR NA ESFERA DIVINA, EIS QUE O vATICANO TAMBÉM É UM ESTADO E COMO TAL DEVE SER OBSERVADO PELO CAMPO CIVIL ( lEIS QUE REGEM AS OBRIGAÇÕES DO ESTADO), POIS VEMOS QUE NA CIVILIDADE NÃO HÁ QUALQUER TEMOR À DEUS ENQUANTO NO CAMPO DA ESPIRITUALIDADE-IGREJAS CRISTÃS, OS SACERDOTES NÃO PODEM FICAR SOB A BATUTA DO ESTADO POR TER LEGISLAÇÃO PRÓPRIA (bÍBLIA sAGRADA, cATECISMO, cÓDIGO cANÔNICO QUE FALAM SOBRE A ÉTICA E A MORAL POIS A AUTORIDADE DA iGREJA ESTÁ DESCRITA EM mATEUS 16( 18-19) E HEBREUS 5 ( 1-7), PORTANTO O ESTAO TRATA DA COISA DO ESTADO E O VATICANO DAS COISAS DE DEUS.

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