Reforma Agrária – Questão de Consciência …(III)

… nas páginas da História (III)

À época, uma solerte e perigosa guerra psicológica solapava os princípios do direito de propriedade.

A pressão psicológica exercida pela imprensa, por certa intelectualidade e certos corifeus da esquerda católica criava um clima de hostilidade contra os proprietários rurais.

Eles próprios começavam a sentir escrúpulos de consciência por possuírem terras herdadas de seus maiores, ou legitimamente adquiridas pelo trabalho, e ensaiavam preci pitar-se pela rampa resvaladia das concessões.

“Ceder para não perder” era o lema imaginado para tentar contornar a situação.

Dado o rumo que tomavam os acontecimentos, podia-se prever que imensas convulsões – as quais fariam obviamente o jogo do comunismo –sacudiriam o Brasil no momento da aplicação efetiva de uma reforma agrária confiscatória.

Nessa emergência, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira concebeu a idéia de que só uma obra de envergadura que tratasse a um tempo dos aspectos doutrinários e técnicos do problema agrário, poderia elucidar os meios católicos e os ambientes rurais, cortando o passo à agitação que crescia ameaçado ramente.

Assim, ele idealizou Reforma Agrá ria – Questão de Consciência.

Com a valiosa cooperação de dois Bispos, seus amigos e companheiros de luta desde os tempos do “Legionário”, D. Antonio de Castro Mayer, Bispo de Campos, D. Geraldo de Proença Sigaud (então Bispo de Jacarezinho (PR) e do economista Luiz Mendonça de Freitas, trabalharam na elaboração do livro concebido.

O resultado foi surpreendente, como pretendo mostrar em outro post.