ASSEMBLÉIA GERAL DA CNBB: O BRADO DE ALERTA QUE NÃO VEIO

Resumo: 48ª Assembléia Geral da CNBB é avaliada por seu documento final e pelo contraste entre a gravidade do PNDH-3 e a linguagem considerada vaga da reunião. O artigo critica a ausência de um brado de alerta mais claro, especialmente diante de propostas que atingiriam a vida, a família, a propriedade e a liberdade religiosa.

Diz São Paulo: “Se a trombeta der um som confuso, quem se preparará para a batalha?” (1Cor.  14, 8). Reunida em Brasília, na sua 48ª Assembléia Geral, a CNBB frustrou as expectativas do povo católico, com um documento final vago e complacente com o PNDH-3.

Segundo comenta Evandro Éboli, de “O Globo” (12 de maio), “integrantes da CNBB relataram desconforto com o que chamaram de ‘aparelhamento’ da entidade, com uma assessoria identificada com os movimentos de esquerda e próxima do governo Lula”. O que, em ano eleitoral como aquele em que estamos, não configura a atitude que seria de esperar. (mais…)

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O Esdrúxulo Encontro

Resumo: A expressão ministra favorável ao aborto é empregada no artigo ao comentar o encontro anunciado entre Dilma Rousseff e bispos católicos em 2010. O texto considera contraditória essa aproximação diante das posições públicas da então ministra e relaciona o episódio ao debate político e religioso sobre a defesa da vida e o aborto.

Intitulada “Via sacra”, uma breve notícia na coluna da Mônica Bérgamo (“Folha de S. Paulo”, 30-3-10) diz muito em poucas linhas. Mas suscita indagações. Em estilo “curto e grosso”, a renomada jornalista escreve:

“A ministra Dilma Rousseff, que já disse que ‘aborto é uma questão de saúde pública’ para defender a legalização, vai se encontrar com bispos católicos, depois da Páscoa, para discutir o tema. O vereador Gabriel Chalita (PSB-SP), que tenta se lançar ao Senado com apoio do PT, é um dos interlocutores da reunião. Os cardeais de São Paulo, dom Odilo Scherer, e do Rio, dom Orani Tempesta, estão entre os 50 clérigos convidados”.

Também procurando ser “curto e grosso”, comento: A ministra é  favorável ao aborto. A Igreja Católica é categoricamente contrária ao aborto. O novo “Programa Nacional de Direitos Humanos” (PNDH-3), assinado por Dilma Roussef, defende a legalização do aborto “considerando a (mais…)

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