Apoio do episcopado cubano à manutenção do regime castrista (II)

A dramaticidade das denúncias atingiu um ápice quando os dissidentes enviaram carta a Bento XVI denunciando a cooperação do episcopado cubano com a cruel ditadura castrista. Assinada por 165 deles (a maioria reside ainda em Cuba) e entregue à Nunciatura Apostólica em Havana, a carta afirma respeitosamente: “Não estamos de acordo com a atitude da hierarquia eclesiástica cubana em sua intervenção quanto aos presos políticos, ela é lamentável e de fato vergonhosa”.

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O Presidente socialista e neo-pagão da Bolívia dá conselhos ao Papa para reformar a Igreja ― Em que pese a crise, os católicos permanecem “firmes na fé”

Luiz Sérgio Solimeo

Uma das vozes mais inesperadas ergueu-se há pouco para engrossar o coro da mídia liberal na gritaria a propósito dos escândalos sexuais por parte de elementos do clero católico: ninguém menos que o Presidente socialista e neo-pagão da Bolívia, Sr. Evo Morales.

Um socialista neo-pagão…

Com efeito, Evo Morales, lider do MAS–Movimiento al Socialismo, resolveu, ele também, ensinar ao Papa como as coisas devem ser na Igreja.

Para quem não se recorda, ele tomou posse da Presidência da Bolívia, em 2006, em meio a rituais indígenas pagãos.1 Assim descreve a cerimônia o jornal boliviano Los Tiempos, de Cochabamba (20-06-06):

“Evo Morales assumiu o poder político com espectacular apresentação de rituais religiosos alusivos a la Pachamama (Mãe Terra), o Deus Inti, as Achachilas e demais deidades da la religião natural [pagã] vigente nos tempos do Collasuyo [Império Inca]. (…) Honrar a terra a Pachamama, para que dê frutos; ao sol e as altas montanhas a fim de que con seus raios e riachos, respectivamente, fertilizem a tão querida e venerada Deusa.”2

Como era de esperar, tal socialismo indígena e pagão não tardou em manifestar-se abertamente hostil à Igreja. (mais…)

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Seu pensamento é policiado em nome da “não-discriminação”: Parte II

Resumo: Máquina de indignação designa, na segunda parte da série, um método de pressão cultural que seleciona alvos, inimigos e supostos cúmplices. O artigo examina como campanhas de reprovação pública podem controlar o debate em nome da não-discriminação e transformar…

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Seu pensamento é policiado em nome da “não-discriminação”: Parte I

Resumo: Liberdade de expressão é apresentada como fundamento das sociedades modernas e colocada em tensão com políticas de não-discriminação. A primeira parte da série investiga como a linguagem do respeito pode estabelecer limites seletivos ao pensamento, distinguindo proteção legítima contra abusos de mecanismos que restringem a manifestação de convicções.

José Carlos Sepúlveda

A maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime.

Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais mas por uma mentalidade, uma ideologia que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como a ideologia do “anti-preconceito” e da “não-discriminação”. (mais…)

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