No contexto do recém-encerrado Sínodo Pan-Amazônico, depois de vermos Nossa Senhora ser preterida pelo ídolo pagão Pachamama (a “Mãe Terra”), mais um ultraje foi perpetrado contra Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima: uma “oração” à Pachamama [foto acima], difundida, por incrível que pareça, pela agência missionária da Conferência Episcopal Italiana… 

O texto blasfemo desse simulacro de oração foi publicado no livreto oficial da Fondazione Missio [1], também daquela conferência episcopal, e rezado em algumas igrejas da Itália, como, por exemplo, na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Verona. 

Pedindo aos leitores perdão por reproduzir aqui um texto tão abjeto dirigido a uma “deusa” pagã, faço-o porque há certas coisas tão absurdas sendo perpetradas pelos autodemolidores da Santa Igreja, que muitos terão dificuldade em acreditar. 

ORAÇÃO À “MÃE TERRA” DOS POVOS INCAS 

“Pachamama nesses lugares,  

Beba e coma à vontade estas oferendas,

Para que esta terra seja frutífera.  

Pachamama, boa mãe 

Seja propícia! Seja propícia! 

Que os bois andem bem, 

E que não se cansem.  

Faça com que a semente brote bem,  

Que nada de ruim aconteça,

Que a geada não a destrua,

Que produza boa comida. 

Pedimos-lhe: Dê-nos tudo. 

Seja propícia! Seja propícia!” 

UMA RELIGIÃO QUE DESPONTA, BEM DIVERSA DA CATÓLICA! 

Na igreja de Sta. Maria em Traspontina, culto idolátrico à Pachamama

Como denominar “oração” um pedido feito a um ídolo pagão e, portanto, demoníaco, como o são todos os ídolos pagãos? Essa iniciativa não está em conformidade com alguma outra religião oposta à Religião Católica? — Entretanto, repito, tal iniciativa é de uma agência da Conferência Episcopal Italiana! Sem dúvida, em consonância com o Documento Final do Sínodo para a Amazônia, que também, por incrível que pareça, advoga a implantação de uma “teologia indígena” e um sacerdócio e uma igreja “de rosto amazônico”… Podemos também dizer que, sem dúvida, tal “rosto” nada tem a ver com a sagrada e imaculada face da Santa Igreja Católica Apostólica Romana! É o “rosto” de outra religião que desponta — bem diversa da católica! 

Em reparação a esse gravíssimo pecado de idolatria — que transgride diretamente o Primeiro Mandamento da Lei de Deus [2] — reproduzo a seguir uma verdadeira oração, composta por Dom Athanasius Schneider [foto ao lado] (bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maria Santíssima em Astana – Cazaquistão) em desagravo pelos atos idolátricos ocorridos durante o nefasto Sínodo para a Amazônia: 

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, recebei do nosso coração contrito, por meio das mãos da Imaculada e Beatíssima Mãe de Deus a sempre Virgem Maria, um sincero ato de reparação pelos atos de adoração de ídolos e símbolos de madeira, ocorridos em Roma, a Cidade Eterna e coração do mundo católico, durante o Sínodo para a Amazônia. Enchei com o Vosso Espírito o coração do nosso Santo Padre o papa Francisco, dos cardeais, bispos, sacerdotes e fiéis leigos, para que lhes tire a escuridão das mentes, de forma que possam reconhecer a impiedade de tais atos que ofenderam a Vossa divina Majestade e Vos ofereçam atos de reparação públicos e privados. 
Lançai sobre todos os membros da Igreja a luz da plenitude e da beleza da fé católica. Acendei neles um zelo ardente para levar a salvação de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, a todos os homens, especialmente às pessoas da região amazônica, que estão ainda sob a escravidão dos ídolos surdos e mudos da “mãe terra”; a todas as pessoas e especialmente às tribos amazônicas, que não têm a liberdade dos filhos de Deus e não têm a alegria indizível de conhecer Jesus Cristo e ter com Ele parte na vida da Vossa natureza divina. 
Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, Vós único Deus verdadeiro, fora do Qual não existe outro deus e nenhuma salvação, tende piedade da Vossa Igreja. Olhai em particular as lágrimas, os gemidos humildes e contritos dos pequenos na Igreja; olhai as lágrimas e as orações das crianças, dos adolescentes, dos jovens, dos pais e mães de famílias e também daqueles verdadeiros heróis cristãos, que no zelo pela Vossa glória e no seu amor pela Santa Madre Igreja, lançaram nas águas do Tibre os símbolos da abominação que a contaminavam. Tende piedade de nós: poupai-nos, ó Senhor! Parce, Domine; Parce, Domine! Tende piedade de nós! Kyrie, eléison!” 

REVELADO O HERÓI QUE JOGOU A PACHAMAMA NO RIO TIBRE 

Por fim, neste dia 4 de novembro, tomamos conhecimento do autor do corajoso ato de retirar as imagens da Pachamama da igreja de Santa Maria em Traspontina e jogado essas blasfemas imagens no rio Tibre. Devemos este grande favor ao jovem católico Alexander Tschugguel [foto ao lado], de 26 anos, de Viena (Áustria). No vídeo, que segue abaixo, ele narra o que o levou a livrar aquela igreja dos ídolos sacrílegos, pois violavam o Primeiro Mandamento da Lei de Deus.

Assim, encerro este artigo agradecendo, de todo coração, ao jovem austríaco por seu ato de heroísmo e amor de Deus, que todos nós desejaríamos ter praticado. Que a Santíssima Virgem lhe recompense abundantemente por ter feito esta magnífica defesa de Sua honra. 

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Notas: 

1. https://www.missioitalia.it/presentazione/

2. “Antes de promulgar os seus Mandamentos, Deus disse: “Eu sou o Senhor teu Deus”, para que saibamos que Deus, sendo o nosso Criador e Senhor, pode mandar o que quiser, e nós, criaturas suas, somos obrigados a obedecer-Lhe. Com as palavras do primeiro Mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas, Deus nos ordena que o reconheçamos, adoremos, amemos e sirvamos a Ele só, como a nosso Soberano Senhor […]. O primeiro Mandamento proíbe-nos a idolatria, a superstição, o sacrilégio, a heresia e todo e qualquer outro pecado contra a religião. Chama-se idolatria o prestar a alguma criatura, por exemplo a uma estátua, a uma imagem, a um homem, o culto supremo de adoração devido só a Deus […]. Chama-se superstição toda e qualquer devoção contrária à doutrina e ao uso da Igreja, bem como o atribuir a uma ação ou a alguma coisa uma virtude sobrenatural que ela não tem. O sacrilégio é a profanação de um lugar, de uma pessoa ou de uma coisa consagrada a Deus ou destinada ao seu culto”. (Terceiro Catecismo da Doutrina Católica, Catecismo Maior de São Pio X, Editora Vera Cruz Ltda, S. Paulo, 1976, pp. 73-74).

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