“Há 550 anos, uma grande comitiva chegou à cratera (do Ubinas) acompanhada por oito crianças que seriam mensageiras da comunidade diante dos deuses. Lá, elas foram sacrificadas.

“A oferta de vidas humanas era feita por estrangulamento, com um golpe na cabeça ou enterrando as vítimas vivas. A famosa múmia Juanita morreu com um golpe certeiro no crânio, quando foi sacrificada em cima do Ampato, cerca de 500 anos atrás.

Comenta o artigo de BBC News, Enrique Zavala, que Reinhard encontrou sacrifícios humanos em seis montanhas, no sul do Peru (Ampato, Pichu Pichu, Misti e Sara Sara) e no norte da Argentina (Quechuar e Llullaillaco). Os especialistas agora planejam novas expedições para cumes andinos ainda não explorados.

   Sacrificios de crianças para apaziguar o vulcão

      Continua a BBC: “Um dos 16 vulcões ativos no Peru, o Ubinas entrou em erupção em julho passado, lançando cinzas a mais de 5 mil metros de altura e levando à evacuação de milhares de pessoas em cidades próximas”.

“Se isso tivesse acontecido cinco séculos atrás, os Incas provavelmente teriam preparado oferendas humanas para apaziguar o vulcão, porque era costume, tanto dessa civilização quanto de outras culturas pré-colombinas, fazer sacrifícios de pessoas por causa de erupções.

“Nas últimas décadas, em meio à exploração dos picos andinos mais importantes, arqueólogos encontraram plataformas de sacrifício e, em muitas delas, evidências das oferendas humanas.

Sacrifícios realizados no Misti, vulcão próximo a Arequipa

“As descobertas mais importantes foram Juanita (1995), nos Andes peruanos, e as Crianças de Llullaillaco (1999), nos Andes argentinos. Os corpos estavam congelados, em condições quase perfeitas.

Um sacrifício realizado no Misti, vulcão próximo da cidade de Arequipa, no Peru, foi um dos que mais despertaram interesse. Estudos recentes revelaram que oito crianças foram mortas na cratera do vulcão, no maior ritual inca desse tipo descoberto até hoje.

Em 1998, Johan Reinhard, o descobridor de Juanita, e José Antonio Chávez, codiretores do projeto “Santuários de Altura” (santuários da altitude, em tradução livre), chegaram com um grupo de arqueólogos ao topo do Misti e encontraram dois túmulos dentro da cratera.

Foram identificados cinco corpos de meninos e três de meninas, além de objetos de cerâmica, ouro e prata e conchas.

A bioarqueóloga Dagmara Socha, da Universidade de Varsóvia, na Polônia, examinou os restos mortais e estima que o sacrifício tenha ocorrido há 550 anos. Isso coincide com uma das erupções daquele vulcão, que era considerado pelos incas como um “Apu” — um ser vivo “hostil” e “agressivo” que exigia muitos sacrifícios, segundo as crônicas do padre Martín de Murúa, escritas em 1590.

Aplacar a ira do vulcão Apu, segundo crônicas da época

De acordo com o arqueólogo José Antonio Chávez, por volta de 1450, o Misti entrou em erupção, e o imperador inca Yupanki “fez muitas orações para aplacar a ira do importante Apu”.

O diretor do Museu dos Santuários Andinos, Ruddy Perea, onde Juanita e os restos mortais deste sacrifício estão preservados, explica que “no mundo andino, se acreditava que os deuses influenciavam fenômenos naturais, como terremotos, erupções vulcânicas, inundações e secas”. “É por isso que as crianças são enviadas como mensageiros aos deuses para que tudo voltasse ao normal”.

A “sabedoria ancestral” de tribos indígenas incluía sacrifícios humanos?

     Os promotores do Sínodo da Amazônia gostam de invocar a “sabedoria ancestral” dos povos indígenas, plenamente integrados com a natureza.

      Temos aqui (sacrifícios humanos), pelo contrário, mais uma prova da recusa da sabedoria ancestral. A sabedoria da RELIGIÃO PRIMITIVA, praticada pelos Patriarcas do Antigo Testamento, incluía, sim, o sacrifício de animais ao Deus Verdadeiro: uma pré figura do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no alto do Calvário. Nunca o sacrifício humano.

       A notícia da BBC, mostra, pelo contrário, sacrifícios humanos, praticados em vários montes do Peru, Argentina com a finalidade de aplacar a ira dos deuses, conforme atestam historiadores, antropólogos e as citadas crônicas do Pe. Martín de Murúa, escritas em 1590.

Quanta razão tinha, pois, São José de Anchieta, e tantos outros missionários catequizando, batizando, instruindo e civilizando os nossos indígenas. Quantos atos de canibalismo ou sacrifícios humanos terá evitado o apostolado missionário jesuíta no Brasil?

Mas, o CIMI, e a corrente do Sínodo da Amazônia querem preservar a “sabedoria ancestral” dos povos indígenas, com sua cultura, seu paganismo, sacrifícios humanos, canibalismo e seus infanticídios …https://ipco.org.br/sinodo-em-cheque-mate-a-pergunta-indesejada-e-a-questao-infanticidio-cuidadosamente-escondida/

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-49941995

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