Neste mês em que se festeja o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria (19 e 20 de junho), transcrevemos um comentário* de Plinio Corrêa de Oliveira.

A consagração do mundo e das nações ao Imaculado Coração de Maria foi pedida por Nossa Senhora aos videntes da Cova da Iria, como sendo o recurso para afastar os terríveis castigos que a Justiça Divina estava prestes a lançar sobre a humanidade, pelos enormes pecados cometidos.

O culto ao Imaculado Coração de Maria é necessário para que os homens, por meio dele, possam alcançar o perdão dos pecados, a emenda da vida e o beneplácito divino. O Imaculado Coração de Maria tem íntima relação com a consoladora verdade, que é a mediação universal de Nossa Senhora. Nós a chamamos com justiça Medianeira de todas as graças, e a invocamos na Ladainha Lauretana como Mater Divinæ Gratiæ — Mãe da Divina Graça.

É preciso que venha o Reino de Maria, para que advenha o Reino de Cristo. Por isto São Luís Maria Grignion de Montfort previa que a devoção a Nossa Senhora teria grande progresso nos tempos futuros. E vemos que a própria Mãe de Deus se tem encarregado de desenvolver esta devoção.

A ideia do culto ao Coração Imaculado de Maria se relaciona com a mediação universal. Assim como no culto do Sagrado Coração de Jesus se tem em vista o íntimo do mistério de Cristo, o seu aspecto mais profundo de Redentor, assim também no culto ao Coração de Maria se tem em vista o íntimo do mistério da Mãe de Deus, pelo qual Ela se acha em união necessária com seu Filho, e assim é a mediadora de todas as graças.

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* Plinio Corrêa de Oliveira, Legionário, Nº 721, 2-6-1946.

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