“Kara Mustafá continua enfurecendo-se contra a cidade e raivoso como o demônio no Dia do Juízo”, informou um oficial turco ao relatar a fúria do general muçulmano que cercava a cidade de Viena com seu exército. Para obter do Céu a graça da resistência dos vienenses, em todas as igrejas da Europa foi exposto o Santíssimo Sacramento, por ordem do Papa, Beato Inocêncio XI.

Estamos falando do ano de 1683, os muçulmanos, com um exército de mais de 170 mil homens, cercavam a capital austríaca e já planejavam a conquista da Roma dos Papas após a vitória. O Papa Inocêncio XI havia convocado todos os povos cristãos a unirem-se nessa batalha, no entanto, apenas a Polônia engajou-se nela substancialmente.

Em sinal de que não se tratava de uma luta política, mas de religião, uma grande bandeira com uma cruz tremulava no centro do acampamento cristão. Na madrugada do dia em que se daria a grande batalha, o rei polonês, João Sobieski, junto com os demais príncipes e comandantes cristãos se dirigiram ao altar de uma capela improvisada. Um frade capuchinho italiano, Beato Marco d’Aviano, que gozava de fama de santidade e de visão profética do futuro, celebrou a Santa Missa. Frei d’Aviano fora enviado pelo próprio Papa, para levar-lhes sua bênção e inflamar os combatentes com sua eloquência.

Sobieski foi o acólito nessa Santa Missa. O sacerdote deu logo a comunhão ao rei, aos príncipes e a bênção ao exército, dizendo: – “Em nome do Pai vos digo que a vitória é vossa, se tiverdes confiança em Deus”. Todos tinham em mente não estar lutando por uma cidade, mas sim por toda a Cristandade. E, com o brado de “Deus é nosso auxílio!”, foi dado o sinal de combate.

O dia da batalha era um domingo, 12 de setembro de 1683, às cinco horas da manhã os canhões troaram. A montanha de onde provinham os cristãos parecia toda em movimento. Ao som das músicas dos regimentos, os católicos desceram em espessas fileiras com passos lentos, devido às dificuldades do caminho.

A resistência dos turcos foi desesperada. Por duas vezes as fileiras muçulmanas foram rechaçadas e duas vezes avançaram novamente. A batalha, sangrenta e encarniçada, durou oito horas. Somente às seis horas da tarde, quando o exército cristão conseguiu um decisivo avanço, os inimigos reconheceram a derrota, e empreenderam a fuga.

Em carta a sua esposa, João Sobieski comentou: “Deus seja para sempre bendito, pois nos deu a vitória (…). Apoderei-me de todas as bandeiras que se levam diante do Vizir. A grande bandeira de Maomé eu a mandei enviar (…) ao Santo Padre (…). Os Turcos abandonaram também, em sua fuga, muitos prisioneiros do país, especialmente mulheres, embora tenham tentado matar a todos que puderam”. Também o bispo de Neusdadt, conde Leopoldo de Kolinitsch, foi ao acampamento abandonado e recolheu 500 crianças cristãs resgatadas e cuidou de seu sustento e educação.

O júbilo da vitória católica empolgou toda a Europa, e o papa derramou lágrimas de alegria. Uma iluminação geral de Roma, a Cidade Eterna, solenizou o acontecimento. E, como especial agradecimento à Santíssima Virgem, o Papa tornou universal a Festa do Santíssimo Nome de Maria e a transferiu para o dia 12 de setembro.

🖋️ Ivan Rafael de Oliveira
(Voluntário do Canal dos Santos Anjos)

🔎 Fontes de Pesquisa: http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/024DE5BC-F299-F804-51A6E78B742DA83F/mes/Fevereiro2016

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