Na manifestação na Praça dos Três Poderes, no fundo à esquerda, a faixa “PT NUNCA MAIS”.

Diretor da revista Catolicismo. Artigo redigido no mês anterior 
ao seu falecimento, ocorrido no dia 2 do corrente mês

No ano findo, manifestou-se claramente o anseio da opinião pública, em quase todo o mundo, por um retorno à ordem. É possível contarmos com esse mesmo anseio no ano que se inicia? Tornar-se-á ele ainda mais intenso? Ou haverá obstáculos para a sua plena aplicação?

No panorama nacional e internacional, opõe-se a essa grande apetência dos povos pela ordem própria à Civilização Cristã o empenho de altos dirigentes eclesiásticos e civis a favor de um estado de coisas no sentido contrário, descolando-se portanto da opinião pública.

Ao longo de 2018, muito se discutiu sobre um eventual rompimento interno na Santa Igreja, devido a uma política de relativização dos chamados “valores não negociáveis”. Um exemplo disso foi a assinatura de um pacto provisório do Vaticano com o governo comunista da China, o qual deixou perplexos os católicos do mundo inteiro; especialmente os católicos chineses, que continuam a sofrer na pele a perseguição perpetrada pelos agentes do comunismo. O Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong-Kong, chegou a afirmar que os católicos chineses estavam sendo vendidos pelo Vaticano ao regime comunista.

Outro aspecto dessa relativização foi apresentado pelo Cardeal Walter Brandmüller, ao comentar a introdução do homossexualismo “de forma quase epidêmica no clero, inclusive na hierarquia”.

A oposição dos católicos a coisas desse gênero fortalece a cada dia a rejeição aos malefícios provocados na Igreja pelos princípios relativistas difundidos a partir do Concílio Vaticano II. A matéria principal da revista Catolicismo de janeiro faz um retrospecto dos fatos relacionados com essa relativização.

No tocante aos aspectos temporais, no Velho Continente falou-se muito de “desunião europeia”, quase tanto quanto de Europa Unida. Essa união passou a ser vista como um objetivo revolucionário para levar as nações a um agrupamento do tipo “Estados Unidos da Europa”, uma espécie de “República Universal”. Mas a cisão aberta a partir do “Brexit” causou uma rachadura no projeto pan-europeu, e se reforça ainda mais com a divisão entre os países que abrem suas fronteiras à imigração maometana e outros que as estão fechando, devido ao receio da invasão islâmica.

Em nosso Continente, o ano terminou sob a gravíssima ameaça do retorno da ambição expansionista de um governo russo, que faz lembrar os perigos da antiga URSS. Basta lembrar que, no último mês, bombardeiros da Rússia de Putin aterrissaram na vizinha e infeliz Venezuela, dominada e empobrecida pelo comuno-bolivarianismo. Com a desfaçatez que lhe é peculiar, o ditador Nicolás Maduro pretendeu justificar esse fato com a ideia de proteger os venezuelanos contra maquinações dos EUA, que estariam tramando com governos anticomunistas — especialmente com o brasileiro recém formado — um ataque ao seu país…

Esses são apenas alguns dos temas tratados na matéria de capa da referida edição de Catolicismo, cuja leitura recomendo aos diletos leitores.

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