No Santuário de Santa Giustina, em Pádua, na Itália, é venerada uma antiga imagem da Santíssima Virgem que, por milagre, em 741, saiu ilesa do fogo em que foi jogada a mando do imperador Constantino V, de Constantinopla, um iconoclasta (que é contra a veneração das imagens). Após isso, um sacerdote local, Santo Urio, fugiu para Pádua, levando consigo não apenas o quadro, mas também os restos mortais de São Lucas, o evangelista e do apóstolo São Matias.

Esta é a mais antiga imagem mariana conhecida em Pádua, e sua origem é atribuída das mãos do próprio São Lucas. Há séculos, ela é muito venerada pelos paduanos que a consideravam a protetora misericordiosa da cidade, e por isso é também invocada como ‘Salus Populi Patavini’.

Dom Pietro Barozzi (bispo de Pádua de 1487 a 1507), em uma de suas cartas, escreveu que em períodos de grande seca, os fiéis recorriam com confiança à ‘Madona Constantinopolitana’; que após três dias de jejum, o ícone era levado pela cidade em procissão e raramente retornava à igreja sem que o povo tivesse obtido a tão desejada chuva.

Assim, em 23 de maio de 1909, com a aprovação do Papa Pio X, foi celebrada a solene coroação do ícone na presença do patriarca de Veneza e de muitos bispos do Vêneto.

Fontes: https://www.iconografi.it/?p=304
http://www.santiebeati.it/dettaglio/99084
Imagem: Madonna Costantinopolitana, Padua, Padua, Veneto, Italy

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