Depois de suportarem açoites, permanecerem suspensos pelas mãos durante um dia inteiro e serem lançados ao fogo, os santos Andóquio, Félix e Tirso saíram ilesos das chamas. Seus algozes então lhes quebraram o pescoço com pesadas barras, consumando o martírio dos três missionários cristãos.
A morte ocorreu em Autun, na Gália, e é situada no ano de 179. Antes dos suplícios, porém, houve uma missão que começara longe dali.
Enviados do Oriente para evangelizar a Gália
Andóquio era sacerdote, enquanto Tirso exercia o ministério de diácono. Félix acompanhava-os na mesma missão e compartilharia com eles a perseverança até a morte.
Os três foram enviados do Oriente por São Policarpo, bispo de Esmirna, com a incumbência de pregar na Gália. Assim, a vida desses mártires aparece ligada à expansão da fé cristã para além das comunidades em que ela já se encontrava estabelecida.
O vínculo com São Policarpo também os aproxima das primeiras gerações cristãs. A missão recebida não se limitava a uma viagem: exigia que anunciassem a fé em terras distantes e aceitassem os riscos decorrentes desse apostolado.
Uma provação prolongada
Em Autun, os missionários foram submetidos a suplícios particularmente severos. Primeiro, sofreram açoites. Depois, ficaram suspensos pelas mãos durante um dia inteiro. Por fim, foram atirados ao fogo.
As chamas, contudo, não lhes causaram dano. Diante disso, os perseguidores recorreram a pesadas barras, com as quais lhes quebraram o pescoço. Andóquio, Félix e Tirso permaneceram unidos na missão, na profissão da fé e no sacrifício final.
A fidelidade levada até o fim
O martírio desses três santos manifesta uma fidelidade que não dependeu da ausência de sofrimento. Ao contrário, foi confirmada em meio a uma sequência de tormentos. Sacerdote, diácono e companheiro de missão receberam encargos distintos, mas deram o mesmo testemunho quando lhes foi exigida a perseverança até a morte.
Celebrados em 24 de setembro, os santos Andóquio, Félix e Tirso recordam que a evangelização da Gália foi fecundada não apenas pela pregação, mas também pelo sangue daqueles que se recusaram a abandonar a fé que anunciavam.




