No momento, você está visualizando 26/09 – São Cipriano de Antioquia e Santa Justina, mártires

Santa Justina recusou o casamento proposto por um jovem nobre de Antioquia porque havia consagrado secretamente a Deus a própria virgindade. A decisão desencadeou as provações que marcariam não apenas sua vida, mas também a conversão daquele que procurou vencê-la por meio da magia: São Cipriano de Antioquia.

A consagração de Santa Justina

Justina viveu em Antioquia no século IV e era filha de um sacerdote pagão. Convertida ao cristianismo, levou também seus pais a abandonarem a idolatria e a se aproximarem de Cristo.

Sua beleza e suas qualidades atraíam numerosos pretendentes. Entre eles estava um jovem nobre que, profundamente impressionado por ela, desejava tomá-la por esposa. Justina, porém, permaneceu firme em sua recusa, pois já se havia entregado a Deus.

Sem conseguir persuadi-la, o pretendente recorreu a Cipriano, então conhecido como astrólogo e mágico. Ao ver Justina, o próprio Cipriano também se deixou dominar pela paixão. Passou, então, a empregar seus conhecimentos e poderes para tentar e atormentar a jovem.

Uma resistência sustentada pela fé

Justina enfrentou essas investidas conservando a castidade e recorrendo ao poder de Deus. As tentações não conseguiram obter seu consentimento nem afastá-la da consagração que havia assumido.

Seu exemplo recorda uma distinção essencial da vida espiritual: a tentação, por mais insistente que seja, não mancha por si mesma a alma. O pecado exige a adesão da vontade. Por isso, quem sofre uma tentação sem consentir nela pode encontrar consolo na certeza de que a resistência fiel é já uma vitória.

No caso de Justina, essa firmeza teve uma consequência ainda mais profunda. Diante da impotência de suas artes e da perseverança da jovem cristã, Cipriano reconheceu a superioridade da fé que ela professava. Abandonou suas antigas práticas, converteu-se ao cristianismo e passou a levar uma vida de austera piedade.

Unidos na fé e no martírio

Durante a perseguição promovida pelo imperador Diocleciano, Justina e Cipriano foram presos por causa da fé. Os dois foram lançados juntos em um caldeirão de piche fervente, do qual escaparam milagrosamente.

A prova, contudo, não terminou ali. No ano de 304, ambos foram condenados à decapitação. Assim, aquela cuja fidelidade havia contribuído para a conversão de Cipriano recebeu com ele a coroa do martírio.

A história dos dois santos reúne dois movimentos inseparáveis da vida cristã. Em Santa Justina aparece a força de uma fidelidade que não cede, mesmo sob intensa pressão. Em São Cipriano manifesta-se a possibilidade de uma conversão radical: aquele que empregava seus conhecimentos contra uma cristã reconheceu o próprio erro, abraçou a fé e permaneceu fiel até a morte.

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