Muitos falam da Geração Z. Quem saberá guiá-los para a “Casa Paterna”?
Nem a mídia alinhada à Revolução nem os progressistas, muitos deles desencantados da euforia pós Conciliar, já de cabelos brancos, podem negar o fenômeno do renascimento conservador em faixas da opinião pública do Ocidente.
Esse despertar sadio, sobretudo entre os jovens, faz pensar. O interesse pelo tema Revolução e Contra-Revolução nunca foi tão aceso. É certo que o livro do Prof. Plinio teve muitas edições no século XX, com destaque especial na Itália. Edições em espanhol, francês, inglês, italiano se seguiram à publicação no Brasil, em 1959.
A própria expansão dos ideais de Tradição, Família e Propriedade em tantos países, na segunda metade do século XX, se deveu à difusão e aceitação das teses de Revolução e Contra-Revolução.
O quê de novo, então? O avanço da IV e V Revolução permitiu a muitos perceberem o fundo de abismo para o qual querem nos empurrar. Esse é o primeiro ponto. Escreveu o Dr. Plinio:
D. A plausibilidade desse “choque” em nossos dias
“Ora, toda a humanidade se encontra na iminência de uma catástrofe, e nisto parece estar precisamente a grande ocasião preparada pela misericórdia de Deus. Uns e outros - os da velocidade rápida ou lenta - neste terrível crepúsculo em que vivemos, podem abrir os olhos e converter-se a Deus.” (1)
Essa “catástrofe” não foi uma 3a. Guerra Mundial. Foi bem pior: atacou o homem; gerou a Revolução Cultural; está em nosss dias alavancando a Revolução Woke. Tinha razão, Dr Plinio: a IV Revolução foi mais fundo do que a IIIa.; ela mudou o homem.
Apontando um rumo, indicando a solução
Quem conviveu com Dr. Plinio sabe perfeitamente que ele não era um profeta de catástrofes; muito menos um profeta de otimismos. Seus artigos na Folha de São Paulo, seus livros, sempre têm como fecho uma nota de esperança. Vejamos:
"O contra-revolucionário deve, pois, aproveitar zelosamente o tremendo espetáculo de nossas trevas para - sem demagogia, sem exagero, mas também sem fraqueza - fazer compreender aos filhos da Revolução a linguagem dos fatos, e assim produzir neles o “flash” salvador. Apontar varonilmente os perigos de nossa situação é traço essencial de uma ação autenticamente contra-revolucionária." (idem)
Aí está, “apontar a linguagem dos fatos” com o objetivo expresso de “produzir neles (pensemos na Geração Z) o flash salvador”.
RCR e Tratado da Verdadeira Devoção
Voltamos, então, ao ínício de nosso artigo. Quem saberá, nesse ano de 2026, apontar à Geração Z o flash salvador?
Falsos líderes, sejam eles civis ou religiosos, não faltarão. A falsa direita, vai oferecer uma pousada a meio caminho entre o bem e o mal; jamais pedirá a Geração Z que retorne inteiramente à Casa Paterna. Bem sei que a Geração Z já foi gestada fora da Casa Paterna. Mas, o convite de Nossa Senhora é claro: conversão, emenda de vida, rosário.
Rezemos e divulguemos o livro Revolução e Contra-Revolução e teremos oferecido à essa geração z o caminho certo e seguro de retornar à Casa Paterna.
E o Tratado da Verdadeira Devoção de São Luiz Grignion onde fica, que lugar ocupa? É ele que abre as portas da graça, através de Maria; sem Maria jamais se restaurará o nosso Brasil, jamais a geração z encontrará o Porto Seguro.
Em Fátima, Nossa Senhora foi taxativamente clara: conversão, emenda de vida, recitação do terço, comunhão reparadora dos 5 primeiros sábados. Consequência? Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará! Aí está o modelo ideal para a geração z. Só para ela? Evidentemente, para todos nós.
Que Nossa Senhora ajude essa geração, a livre das más influências da falsa direita, lhe conceda a graça da Contra-Revolução e faça surgir o quanto antes o triunfo de Seu Imaculado Coração.
São nossos votos para 2026.
(1) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR_0000_indice.htm
