O Islã e o pensamento iluminista se encontram no ódio aos cristãos, afirma Mons. Marian Eleganti. Fonte da imagem à esquerda: marian-eleganti.ch.
A Igreja Católica deve assumir uma postura mais crítica diante da imigração islâmica em massa. É o que afirma o bispo suíço Marian Eleganti em entrevista ao site italiano de notícias La Nuova Bussola Quotidiana.
Mons. Marian Eleganti
Mons. Eleganti se opõe à “abordagem idealista” da migração adotada por muitos líderes da Igreja. A Igreja não deve pregar uma moralidade que “ignora os problemas sociais concretamente existentes relacionados a uma imigração sem limites”. Segundo o prelado suíço, ela deve defender a “diversidade de nações, línguas e culturas” contra o globalismo, que pretende “desenraizar as pessoas e deixá-las sem lar”.
‘Estamos tendo poucos filhos’
Mons. Eleganti, que atuou como bispo auxiliar de Chur, na Suíça, de 2009 a 2021, chama atenção para a baixa taxa de natalidade da Europa. “Infelizmente, estamos tendo poucos filhos nossos. Complementamos isso com migrantes para podermos sobreviver como sociedade.” Em sua maioria, os imigrantes professam o Islã. Mons. Eleganti vê com pessimismo as possibilidades de integração dos estrangeiros muçulmanos.
‘Não existe Islã apolítico’
“Pessoalmente, estou convencido de que o Islã não é integrável aos nossos sistemas políticos e à nossa forma de pensar moldada pelo cristianismo”, afirma o monsenhor. “Não existe um Islã apolítico que se baseie puramente na interioridade religiosa. É um sistema político-religioso de dominação. E quanto mais seus seguidores estiverem convencidos disso, menos integrável ele será. O resultado são mundos paralelos, até que sua própria hegemonia seja alcançada.”
Amplo acolhimento de refugiados não é caridade cristã
Muitos líderes da Igreja veem um amplo acolhimento de refugiados como uma forma direta de caridade cristã. Mons. Eleganti pensa de outra maneira. Ele compara a Europa a um pai de dois filhos que quer ajudar crianças órfãs. Se essas crianças forem difíceis de integrar à vida familiar, a caridade cristã pode levar à decisão de não acolhê-las. O pai “não pode adotar mais crianças do que é capaz de integrar e sustentar. Qualquer criança entende isso”.
‘Islã e Iluminismo se encontram no anticristianismo’
Mons. Eleganti aborda a situação na Espanha, onde, séculos depois da Reconquista, o terrorismo islâmico volta a mostrar sua face. A reislamização da Espanha é favorecida pela esquerda, que se apresenta como aliada na luta contra a Europa cristã. “Devemos analisar as duas coisas separadamente: o Islã e o neomodernismo iluminista”, afirma o bispo suíço. “O que os une é um ponto de convergência anticristão.”
‘Fenômenos demoníacos’
O ódio à Europa cristã e a submissão do continente “são inequivocamente fenômenos demoníacos”, avalia o bispo. “Se não intervirmos agora para combater essa tendência, o ponto de não retorno será alcançado, pelo menos em algumas regiões do mundo ocidental. A agitação que está ocorrendo na Inglaterra é um prenúncio disso.”
‘Nossa solução é Jesus’
O Reino de Deus não é deste mundo, observa Mons. Eleganti. Por isso, a Igreja não deve querer trazer a salvação à Terra por meio de um fluxo interminável de documentos que refletem sobre temas sociais. “Um excesso de palavras e complexidade não é sinal de uma solução divina. Nossa solução é Jesus. É Ele que devemos oferecer ao mundo, nada mais. É tão simples assim.”
Fonte: Cultuur onder Vuur — https://cultuurondervuur.nl/artikelen/bisschop-kerk-moet-problemen-door-grenzeloze-immigratie-niet-negeren




