No momento, você está visualizando Singapura prepara um bônus por bebê: 50.000 mil euros
Crédito: Editorial

Singapura tem uma das menores taxas de natalidade do mundo. O governo está adotando medidas drásticas para reverter essa tendência. Mas será que isso bastará?

Bônus por bebê de quase 50 mil euros

A partir de agora, quem tiver um filho em Singapura receberá o equivalente a 47 mil euros. O primeiro-ministro Lawrence Wong anunciou a medida durante seu discurso anual, em 24 de agosto. O governo espera que isso facilite a formação de uma família. Singapura também destinará mais recursos aos cuidados infantis e ampliará as opções de licença parental.

Declínio populacional nos próximos anos

Singapura tem atualmente uma população de 6 milhões de habitantes. A taxa de fecundidade é de 0,87 filho por mulher, muito abaixo do nível de reposição de 2,1. Se esse índice permanecer inalterado, a população cairá para 4 milhões até 2040. Uma grande parcela dessa população será idosa, impondo um encargo assistencial significativo ao número relativamente pequeno de pessoas que trabalham.

Um quarto de século de incentivos infrutíferos

O governo reconhece que os incentivos financeiros provavelmente não serão suficientes para deter o declínio demográfico. Singapura lançou um Programa de Bônus por Bebê já em 2001, mas isso não impediu a queda da taxa de natalidade. Por essa razão, o país procura atrair mais imigrantes, “em um ritmo controlado e constante”, para garantir que os singapurianos continuem sendo maioria em seu próprio país.

Os frutos amargos da publicidade antinatalista

Singapura tenta agora inverter completamente o rumo. Nas décadas de 1960 e 1970, o governo chegou a fazer campanhas em favor do controle da natalidade, com slogans publicitários como “O segundo pode esperar”. Os anúncios tiveram tanto êxito que muitas famílias jamais tiveram um segundo filho.

É assim que a humanidade será extinta

Singapura é um bom exemplo de como a Revolução Sexual representa uma ameaça existencial à humanidade. Isso pode soar extremo. Mas o que restará da humanidade se deixarmos de ter filhos? E o que restará da humanidade se os filhos de famílias com um único filho também tiverem apenas um filho e assim por diante?

Onde está Deus em Singapura?

A lição de Singapura também é que as pessoas não têm filhos por dinheiro. Têm-se filhos por Deus. Não é coincidência que as taxas de natalidade sejam muito baixas nos países onde Deus foi completamente banido da esfera pública.

O que é discutido abertamente em Singapura é tabu na Europa

Mas não descartemos por completo a política de Singapura. Em certos aspectos, o país está se saindo muito melhor do que os países europeus. Na Europa, a política de natalidade é praticamente um tabu.

Remoção das barreiras financeiras

O mínimo que a Europa pode fazer é seguir o exemplo de Singapura e remover as barreiras financeiras à formação de uma família. Em especial, concedendo prioridade no mercado imobiliário. Os casais europeus querem ter filhos, mas não conseguem porque não encontram moradia.

O estigma social em torno das famílias numerosas

Um fator fundamental na crise de natalidade é o status social associado a ter filhos. Assim como Singapura, a Europa estigmatizou o fato de ter filhos. Basta considerar este slogan publicitário da década de 1990: “Uma garota inteligente se prepara para seu futuro”, estudando e trabalhando, e não tendo filhos.

Despreparada para o futuro

Hoje em dia, quem é abençoado com quatro, cinco ou mais filhos é visto com estranheza. No entanto, essas famílias são indispensáveis para deter o declínio demográfico. Uma sociedade cega para esse fato não está preparada para o próprio futuro.

 

____

 

Este artigo foi publicado anteriormente no Gezin in Gevaar.


Fonte: TFP Student Action Europe — https://tfpstudentactioneurope.org/articles/singapore-is-introducing-a-baby-bonus-of-50-000-euros-will-it-work

Deixe um comentário