Na Cova da Iria, na sexta aparição de Nossa Senhora de Fátima, em outubro de 1917, a multidão testemunhou o impressionante “Milagre do Sol”

Do fictício triângulo Putin, Trump e Papa Francisco, hoje no ápice do poder mundial, qualquer coisa se pode esperar: ou o tudo, carregado de vermelho-sangue, ou o nada de uma água parada, onde só se ouve o coaxar dos sapos.

Mas entre esse “tudo” e esse “nada” temos um terceiro elemento: o caos. Que é o caos? É confusão, pandemônio, acontecimento sem nexo, desordem, bagunça, vazio, frenesi etc. Tem ainda sentidos eruditos, como anarquia, acédia, pós-modernidade, niilismo, budismo, despersonalização!

O referido “triângulo” está estabelecido no ano do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, nas quais Ela previu catástrofes; mas que, por fim, seu Imaculado Coração triunfará. Será 2017 mais um ano de calmaria?

Lembremos as palavras de Plinio Corrêa de Oliveira em sua famosa obra Revolução e Contra-Revolução“Essas calmarias são meras metamorfoses da Revolução. Os períodos de tranquilidade aparente, supostos interstícios, têm sido em geral de fermentação revolucionária surda e profunda” (cfr. Parte I, cap. IV).

Na sexta aparição de Nossa Senhora em Fátima, quando ocorreu o “Milagre do Sol”, Ela se fez ver revestida com o Escapulário do Carmo.

No contexto de Fátima, este ano de 2017 será também o centenário do extraordinário Milagre do Sol — ocorrido por ocasião da última aparição, no mês de outubro. Eis as palavras da irmã Lucia a respeito: “Das mãos sagradas d´Ela partiu uma luz que marcava o próprio sol. Isto durou apenas um instante. A imensa bola começou a ‘bailar’”. A palavra bailar está entre aspas e foi tirada do próprio depoimento das crianças, bem como de todas as pessoas que presenciaram o milagre.

“Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente”.

“Parou por certo tempo para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo vertiginosamente. Depois, seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo”.

Inicia-se, então, uma nota de ameaça. A partir de certo momento o globo se torna escarlate, e começa a espalhar fogo pelo céu. É uma coisa que, naturalmente, causa terror. E depois continua:

“Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas, e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.

“Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.

“Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranquilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias. O ciclo das aparições havia terminado.”

O que significa toda essa simbologia de Fátima? Porque, evidentemente, é uma simbologia; não se pode negar, disse Dr. Plinio. Nos dias atuais, talvez a realidade supere a simbologia, esperemos que seja para o bem!

Fátima faz parte da realidade, e o Milagre do Sol, como é indiscutível, faz parte de Fátima. Temos aqui um tema para nossas reflexões e conclusões, neste chamativo centenário.

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