A morte da cantora Amy Winehouse e o STF

A morte de Amy Winehouse, conhecida pelos seus escândalos públicos e uso de drogas e álcool, não foi surpresa para seus familiares. Surpresa foi o STF ter liberado as marchas da maconha.

Amy Winehouse

Em 2007, o pai de Amy Winehouse, cantora judia-inglesa de rock, declarou que, por duvidar da recuperação da filha, já havia preparado o seu funeral.

Em junho de 2008, o mesmo senhor revelou aos jornalistas que Amy estava com uma possível arritmia cardíaca por conta do uso abusivo de cocaína e cigarro! Nesse mesmo ano ela foi presa duas vezes por posse de drogas.

No seu último show, em 19 de junho último, em Belgrado, era visível o seu estado de embriaguez, chegando a ser vaiada pelo público.

Pouco tempo antes de sua morte, médicos que a tratavam diagnosticaram: “se não deixar as drogas, irá perder a voz e morrer rapidamente”.

Em 23 de julho Amy foi encontrada morta em seu apartamento. Tinha apenas 27 anos. E tatuagens disseminadas pelo corpo. Sua mãe, que havia se encontrado com ela 24 horas antes, declarou que a morte da filha era “apenas uma questão de tempo. Ela parecia fora de si”.

O caso de Amy Winehouse infelizmente não é único. Numerosos personagens, entre os badalados pela mídia, tiveram destino semelhante. Basta lembrar Marilyn Monroe e a multimilionária Cristina Onassis. Mas, além dos “famosos”, morrem em consequência das drogas numerosos indivíduos, especialmente jovens, sem que isso seja notícia.

Todos esses dados foram reproduzidos na imprensa diária.

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…“se não deixar as drogas, irá perder a voz e morrer rapidamente”…

É nesse contexto que se insere a polêmica em torno da descriminalização das drogas no Brasil, defendida até por políticos muito bafejados. É claro que, presentemente, fala-se apenas em drogas leves, como a maconha.

Será a maconha tão leve assim? Admitamos que o seja. Alguém tomaria um veneno “leve” porque não mata de imediato, mas vai produzindo efeitos nocivos à saúde? Ademais, é sabido que do mais leve se vai ao mais pesado, e quem começa a viciar-se na maconha depois passa à cocaína, ao oxi, ao crack, e ao que mais for.

Como fica então a liberação das marchas da maconha pelo Supremo Tribunal Federal? Sim, eu sei que o STF não liberou o uso da maconha, mas “apenas” as marchas em favor da liberação desse uso. Ora, deixando de lado distinções especiosas e sem conteúdo, vamos à realidade dos fatos.

Quem irá a essas marchas? Evidentemente os que querem utilizar a maconha sem qualquer tipo de constrangimento. Precisamente os que põem o pé numa ponta da esteira rolante que conduz, na outra ponta, às Amy Winehouses.

Claro, não será em todos os casos, mas o fenômeno social fica instalado e as portas são abertas para a destruição das personalidades.

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Acima do fenômeno social, está o problema moral. Segundo o jornalista João Pereira Coutinho, “o drogado pode ficar doente; mas ele não é um doente – é um agente moral” (Folha.com, 25-7-11).

Outro testemunho interessante foi publicado pelo jornal “O Popular”, de Goiânia: “É um disparate essa marcha da maconha ter acontecido com a aprovação do Supremo, que deveria zelar pelos bons costumes, pela ética e pela família. […] Um grande problema que poderia ser evitado, causado por decisões de pessoas ‘modernas’. Mas para onde a modernidade nos levará? Ao fundo do poço se for por esse caminho […] A marcha da maconha marca uma época. Tornando-se sinônimo de decadência humana” (Leandro Sena, suplente de deputado estadual em Goiás, 3-7-11).

Palavras como droga, STF, Amy Winehouse, marchas, esteira rolante e ainda outras poderiam constituir peças de um quebra-cabeça cuja figura total é aterradora.