Estamos reproduzindo os comentários do Prof. Plinio, ao Chanteclair, de Edmond Rostand. Vimos, no artigo anterior: “Tudo aquilo que por um tempo exagerado permanece na sombra e dorme, se habitua à mentira e consente na morte”. Essa é a triste história da CNBB que dormia enquanto uma minoria de eclesiásticos e leigos promoviam o progressismo. E o mesmo deu-se com tantas associações de classe, com a elite dirigente enquando as esquerdas tomavam de assalto o Brasil.

Hoje, trataremos daqueles que creram na luz durante as trevas do progressismo e do esquerdismo. Mas, àquela época, não foram ouvidos.

Em 1968, no ensejo da visita de SS Paulo VI a Medelin, a TFP soou o clarim, acompanhada por 1.600.368 brasileiros: o objetivo da denúncia era fazer chegar “à Sua Santidade, o Papa Paulo VI, o brado de angústia que lhes nasce do mais fundo da alma, ao ver que o perigo comunista vai crescendo graças à agitação contínua de uma minoria de eclesiásticos e de leigos que se proclamam católicos. Com efeito:”

“– essa minoria move uma campanha surda mas sem tréguas contra a grande maioria dos Bispos e Sacerdotes do Brasil, a quem acusa de indolentes, relapsos no cumprimento do dever, alheios ao povo e cumpliciados com os inimigos deste;

“– essa minoria reserva todo o seu entusiasmo para alguns Bispos dos quais espera receber apoio para seus desígnios subversivos, e que ela sonha ver formar um politburo a dirigir ditatorialmente toda a Igreja no Brasil.”

A História registrou, o abaixo assinado ficou inexplicavelmente sem resposta

“Enquanto o Emmo. cardeal Rossi, presidente da CNBB, informava aos jornais, pouco antes de ir a Roma, que não tinha conhecimento de infiltração comunista no clero. E o Emmo. cardeal Câmara, mal aportou no Brasil, declarou à imprensa ter asseverado a Paulo VI que a situação do clero no Brasil é “totalmente normal, não havendo qualquer motivo para maiores preocupações”.

“Enfim, Paulo VI tem, agora, a monumental mensagem, o SOS de milhões de filhos espirituais seus da América Latina.

“O que fará ele? É o que aguardamos com as mãos postas em prece.” (1)

Em 1969 a denúncia contra os profetas do ateísmo: GRUPOS OCULTOS TRAMAM A SUBVERSÃO NA IGREJA

Ceia progressista em 1969

“Catolicismo publica hoje um número duplo, correspondente aos meses de abril e maio, no qual dá conhecimento a seus leitores de dois autênticos documentos-bomba sobre a presente crise na Santa Igreja. O primeiro deles, estampado no boletim católico “Approaches“, de Londres (no. 10-11, de janeiro de 1968), e intitulado “Dossier a respeito do IDO-C“, está traduzido na pág. 10 desta edição. O segundo veio a lume sob o título “Os pequenos grupos e a corrente profética” no no 1423, de 11 de janeiro de 1969, da revista “Ecclesia“, de Madri, e nós o traduzimos mais adiante, à pág. 14. Para melhor compreensão de nossos leitores, cada um desses documentos vem precedido de um estudo de apresentação (contendo um substancioso resumo do texto), elaborado pela redação desta folha.” (2)

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Os brados de alerta não foram ouvidos. A crise progressista tomou conta do poder. Recentemente 152 bispos tentaram mover os católicos contra o governo Bolsonaro. Por quê fracassaram? Desgaste progressista em face de tantas denúncias públicas, promovidas pela TFP, de seus erros.

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Voltemos aos comentários do Prof. Plinio:

“Eu cantei na escuridão; o meu cântico se ergue nas sombras e foi o primeiro. É durante a noite que é belo acreditar na luz”.

“Enquanto a terra toda estava na noite e não havia nem um sinal precursor da aurora, o galo cantou “dans du noir”, na escuridão, porque ele acreditava na luz, ele acreditava no que todo o resto da Criação não acreditava mais. E porque ele acreditou e clamou, a luz veio. Ele então diz: “Eu cantei no negrume e o meu cântico foi o primeiro. É belo acreditarmos na luz quando nós estamos nas trevas”.

“Como isto se aplica à nossa própria situação! A TFP canta “dans du noir” e ela pode afirmar que é belo acreditar na luz, quando estamos nas trevas. Tantas vezes nos lamentamos desta longa e intérmina treva da Revolução!… Desse período em que a Revolução parece arrastar-se, esgueirar-se e não chega a seu termo, e a “Bagarre” não vem etc. Entretanto, nós cremos em Nosso Senhor Jesus Cristo, em Nossa Senhora e sabemos que a Igreja Católica vai por assim dizer “ressuscitar”. Então, um dia virá em que vai ser particularmente bonito podermos dizer que quando não havia nenhum sinal precursor de nada, nós criamos, entretanto, em tudo.

“Nós cantamos na escuridão. Quer dizer, é uma verdadeira beleza de formulação e de situação que se aplica aos verdadeiros católicos. E eu lembro isto para que compreendamos, meus caros, que não devemos desanimar dentro dessa longa noite, pelo contrário: quanto mais a noite for longa, tanto mais a glória será grande. A graça e o auxílio virão quando nós menos esperarmos.

Esta longa espera de 40 anos um belo dia não será um dos maiores florões de glória da TFP? Quarenta anos, cinqüenta anos antes do Reino de Maria iniciar a TFP esperava. Nossa Senhora falou em Fátima em 1917, em 1927/1928 a TFP começava a nascer. Durante todo esse tempo ela creu, ela preconizou, ela lutou e ela afirmou. Num belo momento nasce a luz.

“Que beleza esses 40 anos de afirmação da luz dentro do silêncio! É a história da TFP e de todos contra-revolucionários que Rostand exprime aqui, a meu ver, de modo sumamente bonito.”

Outra frase interessante é a seguinte: Je ne vis que lorsque je mets à pousser des grands cris.

O galo diz: “Eu não vivo a não ser quando eu canto bem alto; é aí que eu vivo”.

“A gente compreende nossa missão de arautos do Reino de Maria. Nós só vivemos com a plenitude quando damos brados, e brados no escuro! As promessas de Nossa Senhora em Fatima se realizarão!  Virão mesmo!

“Então, quando com grandes brados clamamos isso, com esses grandes brados que afinal de contas despertaram ecos em toda a América e na Europa e “os filhos dEla se levantaram e A proclamaram Bem-aventurada”. É levantar e dizer: “Nossa Senhora vai vencer”! Isto é muito bonito! Eu acho que de vez em quando é preciso nos habituarmos a considerar a beleza dessa situação para se agüentar a luta e a reação que temos que desenvolver.” (3)

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Passados os decênios eis que a História registra o renascimento conservador no Brasil: grandes manifestações populares de indignação com a esquerda, derrota do PT nas ruas e nas Urnas. Derrota do progressismo dito católico e uma procura dos valores tradicionais, da verdadeira espiritualidade mariana.

É a Providência Divina que retorna, chamando os povos à conversão, rumo ao cumprimento das profecias de Fátima: Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!

Avante Brasil, confiança: este ainda será um grande País!

 

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