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Estátua representando Anchieta escrevendo o “Poema à Virgem” numa das praias de Ubatuba

Entre inúmeras e grandiosas obras apostólicas, São José de Anchieta converteu numerosos índios à fé católica, salvando-os das trevas do paganismo. Além de fundador da cidade de São Paulo, colaborou decisivamente com Estácio de Sá, fundador do Rio de Janeiro, para a expulsão dos invasores calvinistas franceses dessa cidade. Ainda em vida, operou numerosos milagres.

Em memória de Anchieta, cuja festividade litúrgica é celebrada neste dia 9 de junho, uma breve lembrança sobre o seu belíssimo Poema à Virgem (“De Beata Virgine Dei Matre Maria”). Foi escrito em latim nas areias da então praia de Iperoig em 1563, e memorizado pelo santo autor, que possuía uma privilegiada memória. É considerado o maior poema mariano da literatura católica. Os versos, redigidos em latim, foi composto quando Anchieta esteve preso pelos índios tamoios, enquanto o Pe. Manuel da Nóbrega negociava a pacificação dos indígenas.

Os admiráveis versos revelam a excelsa elevaçao a Deus e a profunda devoção à Santíssima Virgem do Apóstolo do Brasil.

Eis apenas alguns dos quase 6.000 mil versos:

“Por Ti, Mãe, o pecador está firme na esperança,
Caminhar para o Céu, lar da bem-aventurança!”

“Ó Morada de Paz! Canal de água sempre vivo,
Jorrando água para a vida eterna!”

“Em Ti todos se refugiam dos inimigos que ameaçam.”

“Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança,
Para que possa viver no Coração do meu Senhor!”

[…]

“Quem poderá louvar dignamente
a Mãe daquele que tudo criou?”

[…]

“Brilhas acima dos astros,
mais bela que a aurora nascente.”

[…]

“Olha como os espinhos rasgam
a cabeça sagrada do teu Filho.”

[…]

“Que me consumam as saudades do Senhor,
enquanto vivo longe da Pátria celeste.”

[…]

“Guia-me, Virgem Santa,
pelo mar revolto desta vida.”

[…]

“Depois de Cristo, minha esperança,
és Tu, ó dulcíssima Mãe.”

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