A nota da CNBB, sobre as manchas de petróleo nas praias do Nordeste, — “sensibilizar corações para urgente necessidade: uma profunda e imediata conversão ecológica”, — vem, mais uma vez, evidenciar a crise de Fé e abandono da pregação dos Mandamentos de tantos de nossos Pastores.

Um conceito talismânico: “conversão ecológica”. Abandono dos Mandamentos?        

Cada vez mais, — e o recente Sínodo da Amazônia explorou essa expressão – “conversão ecológica” vai sendo inserida na mídia e em documentos eclesiásticos. Mas, no que consiste essa conversão?

Segundo D. Walmor, presidente da CNBB: “todos busquem viver uma autêntica conversão ecológica, que significa deixar emergir, nas relações com o mundo, as consequências de um autêntico encontro com Jesus Cristo”.

“Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial de uma existência virtuosa.” Assim se cultiva a imprescindível harmonia entre tudo que habita a Casa Comum”. http://www.revista.pucminas.br/materia/conversao-ecologica/

   * * *

Pelo contrário, Nosso Senhor indicou: “buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua Justiça e tudo mais vos será dado por acréscimo” ((Mateus 6: 33).  Se queremos preservar a Natureza comecemos por preservar a Alma Humana, ensinando aos homens os Mandamentos, a doutrina da Santa Igreja.

Salvar o “meio ambiente” ou preservar os “vestígios de Deus” na Criação?

Diz a Nota da CNBB: “Seja inspiração e exemplo para cada pessoa, no caminho rumo à conversão (ecológica), o magnífico trabalho de voluntários que estão se dedicando à limpeza das praias do Nordeste”. “Homens e mulheres que se arriscam, em contato com o óleo tóxico, para salvar o meio ambiente”. (https://arquidiocesejuizdefora.org.br/presidencia-da-cnbb-emite-nota-sobre-o-vazamento-de-oleo-no-litoral-nordestino/)

Bem diverso, diametralmente oposto é o ensinamento da Igreja sobre a Criação, a finalidade do homem sobre a Terra (que os eco-teólogos chamam de Casa Comum).

Ensina São Boaventura: “a Criação do mundo é como um livro no qual resplandece, manifesta-se e se lê a Trindade criadora em três graus de expressão, isto é, como vestígio, como imagem e como semelhança” (S. Boaventura, Breviloquium, 2-12). Essa tese foi abordada em Post anterior https://ipco.org.br.

Comenta o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: A consideração de todas as coisas enquanto representando a Deus, enquanto feitas para servirem a Deus, (aqui está a negação dessa falsa ecologia, materialista e panteísta) esta concepção das coisas onde elas são vistas pelo seu mais alto aspecto, quer dizer, pelo seu aspecto deiforme – porque o mais alto aspecto de qualquer coisa é o por onde essa coisa mais se parece com Deus Nosso Senhor, esta consideração faz com que a mente tenha uma unidade admirável, tenha uma coerência extraordinária, nada de contradição, nada de dilaceração, nada de hesitação, mas certeza, fé, convicção, coerência, firmeza desde os mais altos princípios até as menores coisas.

          “Esta virtude da sabedoria é uma virtude que contém, portanto, todas as outras virtudes, e ela está posta no primeiro mandamento da Lei de Deus”.https://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_680821_Imaculado_Coracao_de_Maria.htm  

350 presos se voluntariam para limpar as praias

“Em AL, PE e RN, 350 presos se voluntariam e ajudam a tirar óleo das praias”.  Os detentos passaram por treinamento e estão sendo monitorados por agentes penitenciários. Eles terão redução de pena proporcional aos dias e horas trabalhadas nas praias.(noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/10/23/em-al-pe-e-rn-350-presos-se-voluntariam-para-retirar-petroleo-das-praias.htm.

Aqui está o Brasil real, que a Eco-teologia e a CNBB já não são capazes de compreender.

Aos brasileiros, especialmente nordestinos, que se juntam aos esforços do Governo Federal e de milhares de homens de nossas Forças Armadas, na limpeza das praias do Nordeste, nossa gratidão, nosso reconhecimento, nossa admiração.

Bem o sabemos, esses não o fazem por um esdrúxulo e panteísta conceito de “conversão ecológica”; antes, pelo contrário, é o bom senso, o amor ao Brasil, e o desejo de que a Natureza seja conservada como um “vestígio” do Criador, conforme ensina São Boaventura.

 

Deixe uma resposta