Segundo comunicado recente do Estado Islâmico, quem “porta a bandeira da Cruz na Europa” é a França — a Filha Primogênita da Igreja.
Segundo comunicado recente do Estado Islâmico, quem “porta a bandeira da Cruz na Europa” é a França — a Filha Primogênita da Igreja.

Muitas explicações se veem sobre o tapete. Nelas se encontram algumas verdades, muitos erros e também umas tantas aparências de verdade. E certamente muitas falsas explicações são movidas por motivos econômicos, patrióticos ou temperamentais. O que pensar dos recentes atentados em Paris?

É simples: as forças que cometeram os atentados o fizeram por ódio religioso. E a França, a Filha Primogênita da Igreja, foi um dos principais focos da civilização cristã. Segundo comunicado recente do Estado Islâmico, quem “porta a bandeira da Cruz na Europa” é a França. E esta é a melhor resposta do fanatismo para a pergunta contida no título deste artigo.

O Batismo de Clovis, Jean Alaux (1785-1864), museu de Belas-Artes de Reims (antiga abadia de Saint-Denis).
O Batismo de Clovis, Jean Alaux (1785-1864), museu de Belas-Artes de Reims (antiga abadia de Saint-Denis).

Vale a pena recordar como, segundo a tradição católica, se deu a conversão da França. Clóvis, rei franco do século V, pediu ao bispo São Remígio que o batizasse. E, no caminho para Reims, um cego que o acompanhava foi curado pelo santo. Clóvis então se fez batizar, tendo antes ouvido a narração da Paixão de Cristo e exclamado: “Ah, se eu estivesse lá com os meus francos!”, levando com seu exemplo seus guerreiros à conversão à fé católica [Representação ao lado].

No batismo, São Remígio disse a Clóvis: “Queima o que adoraste e adora o que queimaste”. Os francos foram os primeiros bárbaros a se converterem em meio da heresia ariana e do paganismo dominante nas outras tribos bárbaras daquela época.

Vale notar que até a Revolução Francesa os restos mortais de Clóvis estavam na igreja de Santa Genoveva. Mas os revolucionários arrebentaram o sarcófago, espalharam suas cinzas e destruíram o santuário. Um acontecimento abominável, mas que não suscita a indignação proporcionada ao homem pragmático de nossos dias.

Segundo certas tradições religiosas, após a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria, Marta e Lázaro teriam desembarcado na região francesa de Saintes-Maries-de-la-Mer com um grupo de pessoas vindas da Palestina. Lázaro teria se tornado bispo em Marselha, enquanto Marta e Maria se dedicaram a ajudar os pobres, anunciando-lhes a Mensagem de Jesus. Tudo isso foi objeto do ódio ou da indiferença de épocas posteriores.

Para a Cidade Luz valem as palavras do Evangelho de São Lucas (11, 36)): “Se, pois, todo o teu corpo estiver na luz, sem mistura de trevas, ele será inteiramente iluminado, como sob a brilhante luz de uma lâmpada.”

Como se vê, os maometanos tinham seus motivos profundos para praticarem perfidamente o que fizeram, e deverão prestar contas por isso diante de Deus. Quaisquer outras razões que forem apresentadas como motivo desses crimes atrozes — econômicas, políticas ou outras —, serão necessariamente superficiais.

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