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Militares russos participam de uma parada militar na Praça Vermelha em Moscou – REUTERS

O avanço encarniçado do Estado Islâmico faz tremer a França, a Bélgica e todo Ocidente. Para conter esse avanço, uma pretendida coligação: entre outros, França, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia.

Humm… Rússia? Confesso que a receita não me cheira bem.

Não pretendo aqui esgotar o assunto. Quero apenas perguntar. Afinal, reza o ditado que “perguntar não ofende”.

Pergunto, pois:

1 – A Rússia, que aparece agora como “a grande esperança”, não é a mesma que há pouco, pouquíssimo tempo, investia contra a Ucrânia, investida esta que pura e simplesmente não terminou?

2 – Não é a Rússia a mesma que está deixando em polvorosa os países bálticos, como a Lituânia ou a Estônia? Por que não se fala mais disso?

3 – Por mais necessária que seja uma coligação contra o EI – e seria cego que não o admitisse –  é possível confiar, sem mais, em um país cujo procedimento tem-se demonstrado no mínimo imoral, frente a países ora visados pelo EI?

4 – No caso da Rússia manipular bem a situação – e a simpatia que lhe devotam certos figurões europeus da esquerda e da direita poderia servir de instrumento eficaz para isso – sairá a Europa das garras do lobo para se lançar na boca da serpente?

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