1O nome de Jesus está no íntimo do próprio Deus, cheio de sabedoria e bondade, de doçura e amabilidade. Sua origem é divina, pois veio a nós da parte de Deus para ser como uma aurora que anuncia todo bem, ou como um sol que ilumina, aquece e retempera as almas.

O Santíssimo Nome de Jesus se acha ligado à natureza humana, pela Sua grande missão de redimir e salvar o gênero humano. Além de ser Deus, por ser a segunda pessoa da Santíssima Trindade, é também homem. Portanto, Seu nome é superior a todos os outros pelo fato de ser o Verbo de Deus encarnado, reconciliador dos homens com o Criador.

Diz o Apóstolo São Paulo: “Ao nome de Jesus Cristo dobra-se todo o joelho, no Céu, na Terra e nos infernos”. O nome de Jesus Cristo é também comparado a um óleo que ilumina, alimenta e unge, pois é luz, alimento e medicina.

Com efeito, Seu nome ilumina os espíritos, alimenta os corações, e, como remédio, alivia e dulcifica as feridas de nossa alma. Sim. Seu nome ilumina nosso espírito, pois pelo batismo, recebemos o dom precioso da fé que nos arrebata das trevas e da barbárie do paganismo.

Imaginemos por um instante regiões outrora pagãs, cujos habitantes cultuassem falsos deuses e grassasse entre eles a barbárie, sacrifícios até de seres humanos. A História registra que bastou a fé católica ter penetrado naquelas trevas para que o nome de Jesus Cristo passasse a brilhar nas instituições, na vida individual das pessoas, no sadio progresso que artifício algum pode contradizer e negar.

E desse sadio desenvolvimento surgiram hospitais, escolas, orfanatos, obras de benemerência e caridade. Sem dúvida, um avanço rumo ao bem que se deu em todos os campos da vida humana, amenizando em alguma medida os estragos do pecado original.

Nosso Senhor tendo nascido na gruta de Belém e morte na Cruz, no monte Calvário, redimiu o gênero humano, além de proporcionar todos os meios para a sua salvação. Na verdade, instituiu a civilização cristã. É de Nosso Senhor a afirmação: quem não crer será condenado. E não basta crer, mas precisa ser batizado e professar a doutrina de Jesus Cristo, pois só assim obteremos a vida eterna.

Se outras trevas deitaram seu negrume sinistro sobre o mundo contemporâneo em razão da apostasia e do pecado de Revolução, o nome de Jesus continua como o sol a espargir seus raios sobre os que têm fé e estão dispostos a lutar pelo seu reino, que será um reino dedicado à Sua Mãe. Afinal, foi Ele mesmo quem afirmou também que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja.

A recordação do nome de Jesus Cristo nos faz lembrar os benefícios da Redenção e nos consola nas tribulações. Este santo nome nos concede forças para trilhar o caminho da salvação, reanima-nos e confirma-nos na virtude da confiança em meio às trevas características dos dias atuais. O Seu nome nos inflama de amor para conhecer, amar e servir a Deus com paciência e júbilo.

O nome de Nosso Senhor é como um perfume suave e atraente que nos cativa e nos enaltece, faz-nos um outro Cristo. Como bálsamo, o Seu nome nos vivifica contra os ataques e as emboscadas das potestades infernais. Quem se vir tentado, e invocar o nome de Jesus, não cairá nem sucumbirá sob o peso da fúria infernal.

Quem evoca o Seu nome será salvo. Ninguém se desviou do bom caminho por ter invocado o nome de Jesus, pois nome algum debaixo do céu tem tanta virtude de salvação quanto o nome de Jesus Cristo. Seu nome indica glória e majestade. Ao ser circuncidado Ele recebeu este nome como verdadeiro filho de Abraão. Jesus é chamado o Filho de Deus feito homem, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Descrevendo as grandezas desse nome santíssimo, Santo Afonso faz um admirável pedido a Jesus Cristo:

“Gravai, meu Salvador, gravai em meu coração o vosso poderoso nome de Jesus, a fim de que, tendo sempre no coração pelo amor, eu O tenha também nos lábios e O invoque nos assaltos com que o inferno me ameaça para tornar-me novamente seu escravo e separar-me de Vós.

“No vosso nome acharei todo os bens: se eu estiver aflito, me consolará, recordando-me que muito mais vos afligistes por meu amor; se os meus pecados abalarem a minha confiança, me animará lembrando-me que viestes ao mundo para salvar os pecadores; se for tentado, me fortalecerá recordando-me que, se o inferno é poderoso para vencer-me, Vós o sois mais para socorrer-me; se enfim me sentir frio no vosso amor, despertará o meu fervor, lembrando-me o quanto me amais. Amo-vos, meu Jesus!” […]

“Ó Maria, se me amais, espero de vós uma graça, a de invocar sempre o vosso santo nome com o nome de vosso divino Filho. Fazei que esses doces nomes sejam a respiração de minha alma, que repita sempre durante a vida, para redizê-lo ainda no último suspiro: Jesus e Maria socorrei-me; Jesus e Maria, eu vos amo; Jesus e Maria, em vossas mãos entrego a minha alma”.

 

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