Luis Dufaur

Laptops no acampamento de Mono Jojoy.

Calafrios nas esquerdas latino-americanas: os peritos colombianos em informática estão trabalhando sobre 15 computadores, 94 pendrives e 14 discos rígidos externos pegos pelas forças especiais do Exército e da Marinha no acampamento do falecido chefe militar das FARC “Mono Jojoy”.

Julga-se que o volume de informações neles contido é 11 vezes maior que as do laptop de Luis Edgar Devia, o “Raúl Reyes”, abatido no Equador em 1º de março de 2008.

Esses computadores eram um dos principais alvos da operação Sodoma, nome que alude à cidade entregue a todas as formas de crime, pecado e perversão e que desapareceu sob uma chuva de fogo.

Nos computadores há textos, fotos e vídeos com datas recentes. Esses arquivos forneceriam a rede de contatos da narco-guerrilha e o posicionamento de acampamentos onde há reféns do bando marxista-leninista.

Mais ainda, o Exército poderia identificar os destinatários dos e-mails do grupo guerrilheiro.

Falando sobre o material informático capturado para a rádio Caracol, o diretor geral da Polícia colombiana, general

Supertucanos cumpriram tarefa decisiva. Mais de 70 toneladas de bombas.

Óscar Naranjo, disse que havia trabalho para “meses”.

As FARC, cada vez mais acuadas restringiram ao máximo o uso de celulares e outros meios de comunicação eletrônica para não serem detectados e recorriam a mensageiros que levavam pendrives entre os acampamentos subversivos.

No destruído acampamento de Víctor Julio Suárez Rojas, “Jorge Briceño Suárez” ou “Mono Jojoy”, não havia sequer telefones satelitais.

Os computadores capturados são de modelos muito recentes, inclusive o Vaio-Sony de uso exclusivo do chefe socialista leninista, segundo “El Tiempo”, de Bogotá.

A tela foi perfurada pelas balas, mas o disco rígido ficou intacto podendo se recuperar toda a informação.

Paradoxalmente, foi um chip que perdeu o cruel líder revolucionário. Segundo o jornal “Perfil” de Buenos Aires, os militares colombianos interceptaram comunicações em que o líder encomendava sapatos especiais.

A remessa foi interceptada para introduzir um chip com GPS no sapato e depois re-encaminhada normalmente.

Após dias de rastreio o sinal do chip ficou muito claro para o comando militar colombiano e a “chuva de fogo sobre Sodoma” caiu sobre o criminoso ideológico.

Gral. Alejandro Navas Ramos, chefe do Exército da Colômbia

No domingo o Exército colombiano ainda perseguia centenas de guerrilheiros que fugíam em debandada. Eles ofereceram resistência tentado sem sucesso impedir que o corpo do líder morto ficasse com as forças da lei. Por volta de mil deles, distribuídos em anéis concêntricos protegiam o “chefe máximo Jojoy”, informou “El Tiempo“.

As tropas especiais colombianas desceram com cordas dos helicópteros, tomaram o búnker defendido com metralhadoras anti-aéreas. A partir dali elas avançaram por cima dos anéis externos da defesa narcosocialista.

O presidente Obama felicitou o presidente colombiano pelo “grande dia para o povo colombiano e para aqueles que buscam a paz na região”, se referindo à morte do líder sobre o qual pesam milhares de mortes, segundo a “Folha”.

Mas, na América Latina um clamoroso silêncio apossou-se dos líderes populistas.

Tal vez a única exceção tenha sido o incontido Hugo Chávez que disse: “não posso me alegrar pela morte de ninguém”. Logo ele que manifestou sua ânsia pelo desaparecimento do mundo do presidente Bush em meio a uma torrente de injúrias puramente pessoais: Youtube.

Compreende-se esses calafrios, mas tudo ficará claro quando se revele o conteúdo desses computadores.

2 COMENTÁRIOS

  1. Viva os heróicos colombianos. Extirpar o câncer é um dever para a sanidade de todo o corpo social. Não pode deixar nenhuma célula viva, é câncer.

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