MECO Ministério da Educação e Cultura por meio de uma portaria normativa pratica a discriminação porque “os estudantes que se inscreverem no processo seletivo por meio do Sisu serão classificados em grupos e subgrupos divididos por classes sociais e gêneros raciais.” Eis pois, um “efeito colateral” das cotas raciais. Abaixo a informação:

MEC divulga novas diretrizes para adequar Sisu à Lei de Cotas

Regras foram divulgadas nesta terça-feira, 6, por meio de portaria normativa, publicada no Diário Oficial da União
iG São Paulo | 06/11/2012 13:58:15

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira, 6, no Diário Oficial da União, por meio de uma portaria normativa, regras que alteram e adequam o Sistema de Seleção Único (Sisu) à Lei de Cotas. Segundo as novas diretrizes, os estudantes que se inscreverem no processo seletivo por meio do Sisu serão classificados em grupos e subgrupos divididos por classes sociais e gêneros raciais.

O critério de seleção seguirá sendo realizado por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana em todo o Brasil.

A Lei de Cotas prevê que universidades públicas e institutos técnicos federais reservem de 12,5% (mínimo estipulado para 2013) a 50% de suas vagas a estudantes cotistas. Dentre eles, haverá distribuição em critérios sociais e raciais.

Pelas diretrizes divulgadas hoje, as vagas destinadas a alunos de escolas públicas serão divididas em dois grupos, segundo a renda familiar (menor ou maior que 1,5 salário mínimo por pessoa). Dentre estes grupos, os candidatos serão separados em mais dois subgrupos, de acordo com a declaração do candidato da cor da pele.

A portaria normativa também definiu que a instituição que decidir oferecer vagas pelo Sisu deverá definir suas condições específicas dentro de critérios como o número de vagas em cada curso e turno participante do Sisu (além do semestre de ingresso), número de vagas a serem reservadas em decorrência da lei de cotas, o número de vagas reservadas além do mínimo obrigatório, o peso de cada prova do Enem e as notas mínimas de corte para a seleção de candidatos e os documentos exigidos pela instituição para que os candidatos possam fazer a matrícula.

As novas regras também preveem a novos critérios para a chamada para a lista de espera das instituições. Caso não haja aprovados suficientes para preencher as vagas destinadas a algum dos subgrupos previstos, elas poderão ser oferecidas aos demais subgrupos, na seguinte ordem de prioridade: primeiro, ao que possui a mesma faixa de renda, depois, a qualquer renda, priorizando os pretos, pardos e indígenas. Se, assim mesmo, o preenchimento de vagas não for realizado, as vagas são disponibilizadas aos demais candidatos.

 

8 COMENTÁRIOS

  1. @moacir
    É, parece que essa é a agenda oculta dos grupos de direita.
    Mesmo assim, essa política de cotas é pura demagogia. Eles não querem melhorar a qualidade da educação, então dão um ensino ralo, depois dão um jeito de enfiar todos na universidade, e proporcionam um ensino superior ralo, para que os “carentes” possam entender. O resultado são esses médicos que cometem erros crassos, enfermeiros que injetam vaselina na veia ao invés de soro, etc. Fora os erros provocados pelo cansaço: enfermeiros chegam a enfrentar três jornadas para sobreviver, pois fazem faculdade mas continuam miseráveis. Já no caso de negros, deficientes e outros grupos discriminados, talvez seja necessário (provisoriamente) cotas nas empresas, para que eles possam provar que produzem tanto quanto os outros, e depois suspendê-las (porque elas não serão mais necessárias). Mas nunca nas universidades.

    Eu vi muito disso quando fiz faculdade. Depois o governo fica se gabando de ter “aberto o acesso à educação superior ao povo mais carente”, só que a educação que eles dão é uma droga.

     
  2. Num País onde uma elite luta para manter seus interesses, e evite a subida de outros indivíduos a “classes melhores”, não agindo com solidariedade, respeito e fraternidade. Lutando para manter os pobres mais pobres, porque assim é mais fácil governar, os ricos mais ricos. A onde há oque é justo nisso. Pessoas que podem, pagar tiram as vagas daqueles que não podem. Agindo assim de maneira injusta, egoísta, e sem espírito de fraternidade. Isso também não esta certo!

     
  3. O povo tem o privilégio de escolher o seu ALGOZ; pelas mãos de quem deseja levar as chicotadas, ou sob qual governo pretende morrer nas filas do SUS ou continuar, se tiver “sorte”, sobrevivendo na ignorância e no atraso. Essa divisão de classes e raças favorece a divisão e dispersão do povo, enfraquecendo-o e levando a cumprir-se o que diz o filósofo: “O que se divide perde a força”. Não interessa aos governantes um povo unido (que “jamais será vencido”). Acentuando-se a divisão de classes e/ou raças, veremos as lutas por privilégios ou soberania, desestabilizando a estrutura social, familiar, profissional… Ao Partido das Trevas cabe desestabilizar para dominar, induzindo às lutas de “classes” e à vulnerabilidade do povo… Se as coisas não mudarem logo logo estaremos vivendo as mesmas situações de alguns paises árabes… Milhões estão sendo gastos (não investidos) com futebol, enquanto nos Postos de Saúde falta o “sulfato ferroso” para tratamento de anemia… E o mais triste, o próprio povo escolheu esse destino infeliz e decadente…

     
  4. Quando a incompetência reina, as coisas se tornam complexas e difíceis de fazer. Esse é o caso do Estado brasileiro, encastelado de parasitas, tentando encobrir suas faltas graves na educação com essa fórmula discriminatória, e pior, nivelando tudo por baixo. Enquanto nações desenvolvidas primaram pelo ensino de qualidade, aqui, pelo contrário, estamos jogando a qualidade pelo ralo.

     
  5. Tá aí, os burocratas resolveram o problema dos ideólogos. É tudo mundo igual. Mas, pra deixar tudo igual precisa discriminar se o preto é preto e se o pobre é pobre. Depois de separar é preciso privilegiar senão a coisa não vai pra frente. É discriminação mesmo. Mas já pensou no pobre coitado rotulado de preto e pobre na faculdade? E antes que algum humanista esquerdista bravo grite comigo eu digo que é o MEC que preparou isso.

     

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