O Diário do Povo – jornal oficial do Comitê Central do Partido Comunista da China – tem um braço em língua inglesa: The Global Times que publica uma lamentável entrevista do Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano.

 Comentários chocantes sobre a China comunista

     Courtney Grogan, Cidade do Vaticano, 13 de maio (CNA): O Cardeal Parolin, “saudou a oportunidade da China e a Santa Sé trabalharem juntas para “construir um mundo mais seguro e próspero”. “A perspectiva abre-se para que duas entidades internacionais antigas, grandes e sofisticadas – como a China e a Sé Apostólica – possam se tornar cada vez mais conscientes da responsabilidade comum pelos graves problemas do nosso tempo”.

    É chocante que o Secretário de Estado da Santa Sé faça esses comentários sobre a China comunista – que após o Acordo Provisório com o Vaticano – continua a perseguição aos católicos, demole igrejas e cruzes. Nosso site tem publicado várias notícias dessa implacável perseguição.

O que é a “sinicização”? Colocar os princípios comunistas na Religião

      Resume bem o articulista de CNA: “Desde que chegou ao poder em 2013, o presidente (vitalício) chinês Xi Jinping ordenou a “sinicização” de todas as religiões na China, uma medida que a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional chamou de “uma estratégia abrangente para controlar, governar e manipular todos os aspectos da religião“.

   Uma espécie de TL que coloca a “fé em um molde socialista infundido com “características chinesas“”. A sinicização consiste em colocar os princípios comunistas chineses na Religião.

   O Cardeal Parolin acha positiva a “sinicização”

     Após tratar de “inculturação” continua o Cardeal Parolin: “Para o futuro, certamente será importante aprofundar este tema, especialmente a relação entre ‘inculturação’ e ‘sinicização’, tendo em mente como a liderança chinesa tem sido capaz de reiterar sua disposição de não enfraquecer a natureza e a doutrina da cada religião”. Como pode o Cardeal Parolin declarar isso contra a realidade dos fatos?

      “Parolin disse que há “uma confiança crescente entre os dois lados” desde que a China e a Santa Sé assinaram um acordo provisório em setembro de 2018 sobre a nomeação de bispos, dizendo que o acordo oferece “esperança de que possamos gradualmente chegar a resultados concretos“”.

Como o Cardeal Parolin vê as reações de católicos, sacerdotes e bispos contra o Acordo Provisório?

     “O Cardeal “Parolin disse ainda que não é de surpreender que haja críticas ao acordo entre a Santa Sé e o governo chinês, pois é isso que “geralmente acontece em questões complexas e quando se enfrenta problemas de grande importância”.

     Ao contrário do que diz o Cardeal, continua a notícia: “O acordo foi bastante criticado por grupos de direitos humanos e alguns líderes da Igreja, incluindo o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong”.

    “Desde que o acordo foi alcançado, tem havido numerosos exemplos de igrejas católicas e santuários sendo demolidos por agentes do governo”.

   “Mais recentemente, na capital da província de Guangdong, o Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos de Guangzhou ofereceu uma recompensa de 10 mil yuanes (quase US $ 1.500) para informações sobre as atividades de grupos religiosos que poderiam levar à prisão de líderes importantes”.

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   Como católicos, estudiosos das relações da Igreja com os países comunistas, lamentamos profundamente as declarações do Cardeal Secretário de Estado.

     Não há verdadeira liberdade para a Igreja nos países comunistas: prova-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição. Obra que recebeu uma elogiosa aprovação do Cardeal Pizzardo, da Sagrada Congregação dos seminários e universidades (1)

https://www.catholicnewsagency.com/news/no-opposition-between-sinicization-and-inculturation-parolin-tells-china-media-56652

 (1) https://www.pliniocorreadeoliveira.info/1964_161_CAT_A_liberdade_da_Igreja.htm

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